Gostaria de saber quais são os critérios diagnósticos utilizados para definir se um paciente é porta

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Gostaria de saber quais são os critérios diagnósticos utilizados para definir se um paciente é portador de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Dra. Raphaela Muniz
Psicólogo
Barueri
O diagnóstico do TPB é feito por profissionais de saúde mental, considerando critérios que envolvem intensidade nas emoções, dificuldades em manter relações estáveis, medo de abandono, impulsividade e oscilações de humor. É importante lembrar que cada pessoa vive esses aspectos de forma única, e o diagnóstico não deve ser reduzido a um “rótulo ”. Na Gestalt-terapia, o foco está em compreender como esses padrões se manifestam no aqui e agora, favorecendo o autoconhecimento e a construção de formas mais saudáveis de se relacionar consigo e com os outros. Se você sente que essas características fazem parte da sua vivência, a psicoterapia pode ser um espaço de acolhimento e transformação.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? Que bom que você trouxe essa dúvida, porque entender os critérios diagnósticos do Transtorno de Personalidade Borderline costuma trazer mais clareza e até um certo alívio para quem vive emoções muito intensas e tenta compreender o que está acontecendo consigo.

O diagnóstico de TPB segue critérios internacionais, mas o essencial é que ele não se baseia em um único comportamento. O que observamos é um padrão persistente de instabilidade emocional, sensibilidade intensa ao abandono, impulsividade e oscilações nos relacionamentos. Diferente do que muita gente imagina, não é apenas “ser emocional” ou “ser instável”; é um conjunto de características que aparece de forma consistente ao longo do tempo e gera sofrimento significativo. A avaliação clínica também observa como a pessoa reage internamente às situações interpessoais e como lida com o próprio senso de identidade. É um diagnóstico que precisa ser feito com muito cuidado, baseado em entrevistas clínicas, história de vida e instrumentos validados — nunca apenas em traços soltos.

Pode ser interessante você refletir sobre algumas coisas. Como você percebe suas emoções quando elas aparecem — elas chegam como ondas súbitas, difíceis de modular? Nos relacionamentos, sente que muda rapidamente entre idealizar e se frustrar profundamente? Em momentos de conflito, sente medo intenso de ser deixado de lado? E como você se percebe internamente: sente que sua identidade se mantém estável ou muda conforme o contexto? Essas respostas ajudam a entender se estamos lidando com padrões compatíveis com TPB ou com outra forma de sofrimento emocional.

Em muitos casos, avaliamos também condições associadas, como ansiedade intensa, traumas antigos ou sintomas depressivos, porque eles podem influenciar a expressão do quadro. Quando há dúvida diagnóstica, trabalhar em conjunto com um psiquiatra pode ajudar a compreender nuances importantes, especialmente quando há impulsividade elevada ou sintomas que geram risco.

Se quiser, posso te ajudar a explorar seus próprios sinais com cuidado e sem rótulos apressados, para entender o que faz sentido no seu caso. Caso precise, estou à disposição.
 Isabela Zeggiato Passos
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
O diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é feito com base em critérios clínicos descritos no DSM-5, e não a partir de um exame isolado. De forma geral, envolve um padrão persistente de instabilidade nas relações interpessoais, na autoimagem e nos afetos, além de impulsividade significativa, iniciando no começo da vida adulta e presente em diferentes contextos.

Entre os critérios estão: esforços intensos para evitar abandono (real ou imaginado), relações marcadas por idealização e desvalorização, sensação de identidade instável, impulsividade em áreas potencialmente prejudiciais, comportamentos ou ameaças auto lesivas, instabilidade emocional intensa, sentimentos crônicos de vazio, raiva intensa ou dificuldade em controlá-la e episódios transitórios de ideação paranoide ou dissociação relacionados ao estresse.

É importante destacar que o diagnóstico não deve ser feito apenas pela presença isolada de alguns desses sinais. É necessária uma avaliação cuidadosa da história do sujeito, da duração e da intensidade dos sintomas, e do impacto que eles causam na vida da pessoa. Na prática clínica, mais do que rotular, o fundamental é compreender o modo de funcionamento psíquico e oferecer um espaço de escuta que permita elaborar o sofrimento envolvido.

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