Há algum problema em não expressar a raiva de uma pessoa ? .
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Há algum problema em não expressar a raiva de uma pessoa ? .
Quando você não expressa a raiva, ela não desaparece; ela se acumula e pode se manifestar de outras formas, muitas vezes mais prejudiciais. é importante trabalhar essa raiva, um psicólogo pode te ajudar nesse processo
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Na visão da Gestalt-terapia, sim, pode haver problemas.
A raiva é uma energia vital que aponta para necessidades e limites. Quando não é expressa, ela tende a se transformar em tensões físicas, irritabilidade difusa, ressentimento ou até em sintomas de ansiedade e depressão.
A raiva é uma energia vital que aponta para necessidades e limites. Quando não é expressa, ela tende a se transformar em tensões físicas, irritabilidade difusa, ressentimento ou até em sintomas de ansiedade e depressão.
Olá, como tem passado?
Então, a raiva é uma emoção humana fundamental, que aparece como resposta a frustrações, injustiças ou situações em que sentimos nossos limites invadidos. Quando não é expressa de maneira alguma, ela não desaparece simplesmente; tende a se deslocar, se transformar e encontrar outros caminhos para aparecer, muitas vezes de formas indiretas, como irritabilidade constante, tensões corporais, explosões inesperadas ou até sintomas físicos.
Na psicanálise, entendemos que afetos como a raiva não são apenas reações biológicas, mas manifestações carregadas de sentido. Se uma pessoa não expressa sua raiva, pode ser porque aprendeu, em sua história, que demonstrá-la traz riscos — seja o risco de perder o amor do outro, de ser punida ou de ser rejeitada. O que fica retido, porém, não deixa de atuar. A energia desse afeto pode se voltar contra a própria pessoa, transformando-se em culpa, tristeza ou até mesmo em sintomas depressivos. É o que Freud apontava ao mostrar como afetos recalcados retornam, disfarçados, em outras formas de sofrimento.
Lacan diria que a raiva também tem uma dimensão de linguagem: ela é um modo de endereçar algo ao outro, de dizer “há um limite que foi ultrapassado”. Se não é dita, pode se instalar no corpo, ou aparecer em gestos involuntários, ironias, esquecimentos, distanciamentos silenciosos. Nesse sentido, não expressar a raiva não é simplesmente não senti-la, porém é guardar dentro de si uma mensagem que não encontrou palavras ou não teve escuta. O silêncio, então, pode ser ruidoso, onde ele vai falar, mesmo sem palavras, e pesa no sujeito que o carrega.
Isso não significa que expressar raiva seja o mesmo que explodir ou agredir. A questão é encontrar modos de simbolizar esse afeto, isto é, dar-lhe um lugar no discurso, para que não precise se converter em sintomas ou em violência contra si ou contra o outro. A análise pode ajudar nesse processo, abrindo espaço para que a pessoa reconheça o que sente, de onde isso vem e como pode elaborar sua raiva sem se aprisionar a ela. Afinal, não expressar raiva não é apenas “guardar para si”, é deixar de se ouvir e de se dizer. Encontrar esse espaço de fala é um passo importante para viver de forma menos pesada e mais verdadeira.
Espero ter ajudado e sigo à disposição para ajudar futuramente.
Então, a raiva é uma emoção humana fundamental, que aparece como resposta a frustrações, injustiças ou situações em que sentimos nossos limites invadidos. Quando não é expressa de maneira alguma, ela não desaparece simplesmente; tende a se deslocar, se transformar e encontrar outros caminhos para aparecer, muitas vezes de formas indiretas, como irritabilidade constante, tensões corporais, explosões inesperadas ou até sintomas físicos.
Na psicanálise, entendemos que afetos como a raiva não são apenas reações biológicas, mas manifestações carregadas de sentido. Se uma pessoa não expressa sua raiva, pode ser porque aprendeu, em sua história, que demonstrá-la traz riscos — seja o risco de perder o amor do outro, de ser punida ou de ser rejeitada. O que fica retido, porém, não deixa de atuar. A energia desse afeto pode se voltar contra a própria pessoa, transformando-se em culpa, tristeza ou até mesmo em sintomas depressivos. É o que Freud apontava ao mostrar como afetos recalcados retornam, disfarçados, em outras formas de sofrimento.
Lacan diria que a raiva também tem uma dimensão de linguagem: ela é um modo de endereçar algo ao outro, de dizer “há um limite que foi ultrapassado”. Se não é dita, pode se instalar no corpo, ou aparecer em gestos involuntários, ironias, esquecimentos, distanciamentos silenciosos. Nesse sentido, não expressar a raiva não é simplesmente não senti-la, porém é guardar dentro de si uma mensagem que não encontrou palavras ou não teve escuta. O silêncio, então, pode ser ruidoso, onde ele vai falar, mesmo sem palavras, e pesa no sujeito que o carrega.
Isso não significa que expressar raiva seja o mesmo que explodir ou agredir. A questão é encontrar modos de simbolizar esse afeto, isto é, dar-lhe um lugar no discurso, para que não precise se converter em sintomas ou em violência contra si ou contra o outro. A análise pode ajudar nesse processo, abrindo espaço para que a pessoa reconheça o que sente, de onde isso vem e como pode elaborar sua raiva sem se aprisionar a ela. Afinal, não expressar raiva não é apenas “guardar para si”, é deixar de se ouvir e de se dizer. Encontrar esse espaço de fala é um passo importante para viver de forma menos pesada e mais verdadeira.
Espero ter ajudado e sigo à disposição para ajudar futuramente.
Sim, há problemas significativos em não expressar a raiva, pois reprimi-la pode levar a estresse crônico, ansiedade, problemas físicos (dores, pressão alta, problemas cardíacos) e dificuldades nos relacionamentos, com explosões inesperadas ou ressentimento acumulado, sendo crucial encontrar formas saudáveis de reconhecer e comunicar o sentimento, em vez de suprimi-lo.
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