Mãe 79 anos , tratamento de depressão . Médica passou Depakote, Rivotril e Quet. Sendo que apoia o u

Mãe 79 anos , tratamento de depressão . Médica passou Depakote, Rivotril e Quet. Sendo que apoia o uso desses medicamentos principalmente a noite , ela vem tendo queda , travamento das pernas e pressão baixa . . Pode ter relação com os remédios? Durante o dia anda com dificuldade, mas consegue ir bem A noite após o uso desses medicamentos que piora .

3 respostas


Sim, essa piora noturna, quedas, travamento das pernas e pressão baixa podem ter relação com os medicamentos, principalmente em idosos. O Depakote pode causar sonolência e instabilidade, a Quetiapina pode reduzir a pressão e a coordenação, e o Rivotril aumenta bastante o risco de queda em pessoas mais velhas. O ideal é que vocês retornem ao psiquiatra ou geriatra o quanto antes para ajustar doses, rever horários e até avaliar se todos os três medicamentos são realmente necessários. Idosos são muito sensíveis a efeitos sedativos, e a prioridade é preservar segurança e mobilidade. Enquanto aguardam consulta, evitem aumentar doses e reforcem medidas de proteção contra quedas.

Obtenha respostas com a consulta online

Precisa do conselho de um especialista? Agende uma consulta online: receba todas as respostas sem sair de casa.


Sim, pode haver relação, especialmente levando em conta a idade da sua mãe e o conjunto de medicamentos usados à noite. Depakote (divalproato), Rivotril (clonazepam) e Quetiapina (Quet) são remédios que reduzem o estado de alerta, podem causar sonolência, fraqueza muscular, instabilidade ao andar, queda da pressão e diminuição dos reflexos — efeitos que são ainda mais intensos em idosos. Quando esses três são tomados juntos, principalmente à noite, é comum que a pessoa apresente dificuldade para caminhar, sensação de “travamento”, quedas e piora da pressão. O fato de ela ir melhor durante o dia e piorar logo após tomar os medicamentos reforça muito essa possibilidade. Isso não significa que os remédios estejam errados, mas sim que a combinação, a dose ou o horário pode estar pesada para ela. O ideal é entrar em contato com a médica o quanto antes para reavaliar doses, ajustar horários ou até retirar algum deles, caso faça sentido. Em idosos, quedas são sempre um sinal de alerta e merecem revisão rápida.

Dr. Pablo Leal

Dr. Pablo Leal

Endocrinologista

São Paulo

Agendar consulta

Sim, há relação clara com a medicação. Você identificou corretamente o padrão temporal — piora noturna após uso dos medicamentos é diagnóstico. O problema farmacológico Essa combinação em idosa de 79 anos é de alto risco para quedas: Depakote (ácido valpróico): causa ataxia, tremor, tontura — especialmente em doses altas ou sem monitoramento de níveis séricos. Rivotril (clonazepam): sedativo potente. Em idosos, aumenta risco de queda em até 50%. Afeta equilíbrio, coordenação motora e consciência. Quetiapina: antipsicótico com efeito hipotensor significativo — explica a pressão baixa. Causa sedação e incoordinação motora. Efeito sinérgico: esses três juntos criam um "caldo" de depressão do SNC. Travamento de pernas + pressão baixa + dificuldade de marcha = síndrome geriátrica de queda iminente. O risco real Queda em idosa de 79 anos = fratura de fêmur potencial = imobilização = trombose venosa profunda. Não é trivial. O que deve ser feito Comunicar à médica imediatamente — descreva exatamente o que vê: horário das quedas, travamento, PA sistólica (qual valor?), frequência de quedas. Solicitar revisão de doses: provavelmente estão altas ou em combinação inadequada para a idade. Pedir monitoramento: nível sérico de Depakote (avalia toxicidade), PA (ortostática é essencial), avaliação de marcha/equilíbrio. Considerar alternativas: há outras opções para depressão em idosos com menos risco de queda (SSRIs, por exemplo).

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.