Me sinto culpada por uma vez ter o pensamento intrusivo sobre achar pessoas bonitas e trair meu namo

Me sinto culpada por uma vez ter o pensamento intrusivo sobre achar pessoas bonitas e trair meu namorado (sempre tenho pensamentos horriveis sobre meu namoro), meu amigo deu a ideia de testar, eu estava sem rumo e aceitei, ele flertou comigo de brincadeira e mandou fotos íntimas e eu infelizmente também, me sinto horrível por isso bloqueei esse amigo tambem. Eu amo muito meu namorado ele è incrível, me sinto uma pessima namorada, não senti prazer, nem vontade de fazer isso que pensei, nem atração, mas isso me machuca. Como lidar com isso?

7 respostas


É comum se angustiar diante de pensamentos ou atitudes que parecem ir contra o que sentimos por alguém. Na psicanálise, buscamos compreender o sentido desses impulsos, sem reduzi-los a certo ou errado. Pensamentos intrusivos, fantasias e até atos impulsivos podem estar ligados a conflitos internos, culpas ou exigências inconscientes. O sofrimento que você sente pode estar relacionado não apenas ao ato em si, mas ao ideal de ser "uma boa namorada" ou à dificuldade em lidar com falhas e dúvidas. Mais do que apagar o que aconteceu, talvez seja hora de escutar o que isso veio dizer sobre você. Uma escuta analítica pode ajudar a transformar essa dor em compreensão.

Michelle Novello

Michelle Novello

Psicólogo

Rio de Janeiro

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Sinto que há muita dor envolvida no que você está vivendo — culpa, medo de perder algo importante, arrependimento, talvez confusão também. Obrigado por confiar esse momento tão delicado. Pode ser muito difícil lidar com pensamentos intrusivos, principalmente quando eles envolvem algo ou alguém que amamos. Eles não surgem porque você deseja que aconteçam de verdade, mas muitas vezes porque há ansiedade, insegurança ou uma tentativa de entender seus próprios limites. Isso não diminui o que aconteceu, mas pode abrir espaço para compreender de onde veio essa decisão de “testar” e o que você estava buscando naquele momento. Você menciona que não sentiu prazer, nem desejo real de fazer aquilo, e isso diz muito. Parece que a ação veio mais de um impulso, de um lugar de desorganização emocional, do que de uma escolha consciente de se afastar do seu namorado. E agora, o sofrimento que você está sentindo mostra o quanto ele é importante para você e o quanto isso te afetou. Talvez o caminho agora não seja buscar um rótulo — “sou uma péssima namorada” — mas tentar entender com mais carinho o que estava acontecendo com você. O que esse episódio revela sobre suas dores, seus medos, suas dificuldades em confiar ou se sentir segura? O que está por trás desses pensamentos que insistem em aparecer? Você não precisa carregar tudo isso sozinha. Pode ser muito importante procurar um espaço de escuta cuidadosa — como a psicoterapia — onde esses sentimentos possam ser acolhidos sem julgamento, e você possa olhar para tudo isso com mais calma e clareza. Nem sempre a culpa precisa se transformar em condenação; às vezes, ela é um pedido por cuidado. Você não está sozinha nisso. E ainda há caminhos possíveis a partir daqui.


É compreensível que você esteja se sentindo confusa, culpada e machucada diante dessa experiência — e é importante validar a dor que está sentindo, pois ela revela seu comprometimento com a relação e seus próprios valores. Pensamentos intrusivos, especialmente aqueles que envolvem relacionamentos, são comuns e não definem quem você é nem o que realmente deseja; eles podem estar ligados à ansiedade, medo de perda ou até dificuldades em lidar com impulsos e limites emocionais. O fato de você não ter sentido prazer ou desejo genuíno nessa troca mostra que o comportamento não estava em sintonia com seus sentimentos ou intenções profundas. A Psicologia representa um espaço seguro para compreender por que isso aconteceu, acolher sua vulnerabilidade sem julgamentos, aprender a lidar com pensamentos automáticos disfuncionais e, sobretudo, trabalhar o autocuidado e a reparação emocional. Sou psicólogo e posso ajudar você a reconhecer sua humanidade, compreender suas escolhas dentro do contexto em que ocorreram e construir um caminho mais leve e coerente com seus valores — com compaixão, responsabilidade e acolhimento. Você não está sozinha nisso.


Olá, a melhor forma para tratar pensamentos compulsivos é fazendo psicoterapia, pois cada sujeito tem seus motivos, de acordo com sua história de vida, para tê-los. Em um processo terapêutico, além de investigar esses motivos, o terapeuta faz as intervenções necessárias para o caso .


Achar pessoas bonitas é uma coisa muito natural, como existem muitas pessoas que aos nossos olhos são bonitas, essa percepção é esperada. O fato de acharmos determinada pessoa bonita não significa que queremos ter relacionamentos íntimos com ela, como exemplo, podemos achar determinada pessoa bonita e insuportável. Pensamentos intrusivos podem nos causar muito sofrimento, se isso estiver acontecendo, vale a pena buscar ajuda de um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança.


É provável que exista algum tipo de insegurança nessa relação. Os pensamentos intrusivos ganham mais protagonismo quando estamos ocm nível algo de ansiedade. Se quiser estou a disposição para marcar uma consulta e entender melhor seu caso te dar o suporte pra lidar com essa situação.


Você errou, mas isso não define quem você é; a culpa mostra seus valores e pode virar aprendizado. Assuma responsabilidade, estabeleça limites claros (já bloqueou) e decida com honestidade se vai compartilhar com seu parceiro. Trabalhe em terapia (TCC/TOC) para reduzir pensamentos intrusivos e comportamentos impulsivos, evitando repetir o padrão.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.