Meu filho tem 11 anos ,tem TDAH,vive pegando em sua parte íntima ele diz que não consegue se control

2 respostas
Meu filho tem 11 anos ,tem TDAH,vive pegando em sua parte íntima ele diz que não consegue se controlar , isso tem haver com o TDAH ?
Sim, existe uma relação entre TDAH e dificuldade de controle de impulsos, incluindo comportamentos repetitivos como tocar a região genital. O TDAH é caracterizado por impulsividade e dificuldade de controle inibitório, o que pode manifestar-se em diversos comportamentos difíceis de controlar.
No entanto, é importante avaliar se o comportamento é apropriado para a idade ou se representa um problema que necessita intervenção. É importante procurar atendimento médico, sobretudo se for excessivo, estiver afetando seu dia-a-dia ou, se apesar das orientações, o fizer em locais públicos!

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Dr. Gustavo Holanda
Neurologista pediátrico
Recife
Entendo sua preocupação, porque esse tipo de comportamento costuma gerar dúvidas e até constrangimento na família. Vamos por partes. Crianças na faixa dos 11 anos estão entrando na puberdade, um período marcado por curiosidade corporal, descoberta de sensações e aumento de estímulos hormonais. O ato de tocar a própria genitália pode, em muitos casos, fazer parte desse processo de desenvolvimento e não necessariamente indica algo grave.

No entanto, quando a criança diz que “não consegue se controlar”, isso merece atenção. O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade está associado a dificuldades de controle inibitório, impulsividade e autorregulação. Ou seja, crianças com TDAH podem ter mais dificuldade em conter impulsos, inclusive comportamentos corporais, principalmente em situações de tédio, ansiedade ou necessidade de autorregulação emocional. Isso não significa que o TDAH “cause” diretamente o comportamento, mas pode facilitar que ele ocorra de forma mais frequente, intensa ou em momentos inadequados.

Outro ponto importante é observar o contexto. Se esse comportamento acontece em público, de forma repetitiva e sem percepção de limites sociais, precisamos intervir com orientação clara e consistente. A criança deve ser ensinada, com linguagem simples, que esse tipo de comportamento é privado e deve acontecer apenas em locais adequados, como no quarto ou no banheiro. Não se trata de punição, mas de educação e direcionamento. Crianças com TDAH, em especial, se beneficiam de regras objetivas, repetição e supervisão próxima.

Também vale investigar se há fatores associados, como ansiedade, tédio excessivo, dificuldade de engajamento em atividades, exposição a conteúdos inadequados ou até questões sensoriais. Em alguns casos, esse comportamento pode funcionar como uma forma de aliviar tensão interna. Se houver aumento progressivo, prejuízo social ou dificuldade importante de controle, a avaliação com neuropediatra ou psicólogo é indicada para um olhar mais amplo.

Com orientação adequada, manejo comportamental e, quando necessário, ajustes no tratamento do TDAH, esse comportamento tende a ser compreendido e reduzido ao longo do tempo. Em uma teleconsulta é possível aprofundar essa investigação, entender melhor o contexto da criança e orientar estratégias práticas para o dia a dia. Plataformas como a Doctoralia permitem encontrar médicos com alto índice de satisfação, facilitando o acesso a uma segunda opinião qualificada.

Em um cenário com doenças infectocontagiosas como COVID-19, Mpox, Parvovírus B19 e Gripe Aviária H5N1, o atendimento por telemedicina se tornou uma alternativa segura e eficiente. Você evita deslocamentos, reduz riscos de exposição e ganha praticidade no cuidado com seu filho. A teleconsulta permite acompanhamento, esclarecimento de dúvidas e até segunda opinião médica de forma rápida, discreta e confiável. Mesmo que não precise agora, vale conhecer o perfil dos profissionais, manter o contato e estar preparado para quando surgir a necessidade.

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