Minha filha completou 4 anos em Novembro, desde os 3 anos, comecei a ensinar ela sobre letras e núme

10 respostas
Minha filha completou 4 anos em Novembro, desde os 3 anos, comecei a ensinar ela sobre letras e números e ela pegou muito rápido, sabe escrever o nome dela, sabe fazer contas de adição, sabe escrever todas as letrinhas e números já sem ajuda de pontilhado e reconhece se perguntada, sabe frutas, cores e números em inglês e algumas outras palavrinhas, já sabe usar a tesoura, faz tarefas de ligar, transcrever, colar perfeitamente.
Entrou na escolinha da prefeitura esse ano, no começo ela gostou, não chorou se adaptou super bem, agora depois de um mês e meio, fica triste quando a levo para a escola, não quer mais ir pq lá faz sempre a mesma coisa, só brinca das mesmas coisas e vê desenho, não tem tarefinha para ela fazer.
Chega em casa já pegando os livrinhos e folhinhas para fazer lição, me pede para comprar e imprimir tarefinha
Não sei o que fazer, converso, falo q a escola é legal, que tem amigos, mas ela diz que não quer se sente frustrada por não colocar as habilidades dela em prática na escola
 Vanessa Casaro
Psicólogo, Psicopedagogo
Ponta Grossa
Sua filha parece ter um grande interesse por aprendizado e desafios intelectuais, o que é maravilhoso! No entanto, a escola em que ela está pode não estar oferecendo estímulos suficientes para a curiosidade dela, o que pode estar gerando essa frustração. Isso é algo comum em crianças que demonstram habilidades avançadas para a idade, pois muitas escolas seguem um ritmo padrão que pode não ser estimulante para todas as crianças.

Aqui estão algumas sugestões para lidar com essa situação:

1. Entender Melhor o Ambiente Escolar
Converse com a professora e explique a situação. Pergunte sobre a rotina da turma e se há possibilidade de incluir atividades mais desafiadoras para sua filha.
Veja se a escola oferece alguma flexibilização, como atividades extras, materiais complementares ou até mesmo um nível de ensino mais avançado para algumas habilidades específicas.
Descubra se há algum projeto ou grupo para crianças com interesse em aprendizado mais avançado.
2. Equilibrar Estímulos em Casa
Como ela sente essa necessidade de aprender e fazer atividades, você pode continuar oferecendo materiais extras, mas de maneira equilibrada para não sobrecarregá-la. Algumas ideias:

Jogos Educativos: Jogos de raciocínio lógico, quebra-cabeças, jogos de matemática e alfabetização podem ser boas opções.
Atividades Criativas: Estimule outras habilidades com pintura, música, montagem de histórias, contação de histórias e experimentos simples.
Livros Interativos: Livros com desafios e atividades para crianças da idade dela podem ser ótimos para manter o interesse pelo aprendizado.
Exploração e Descoberta: Passeios em museus, parques, bibliotecas e espaços interativos podem alimentar a curiosidade dela.
3. Reforçar os Benefícios da Escola
Mesmo que a escola não esteja sendo tão estimulante para ela academicamente, há outros aprendizados importantes que só esse ambiente pode proporcionar:

Interação social: Aprender a lidar com diferentes crianças, resolver conflitos, compartilhar e se comunicar são habilidades essenciais.
Aprendizado emocional: Conviver em grupo, entender regras e desenvolver paciência fazem parte do crescimento dela.
Atividades motoras: Muitas escolas trabalham a parte motora através de brincadeiras, esportes e atividades lúdicas.
4. Considerar Outras Opções Educacionais
Se a escola continuar não atendendo às necessidades dela e isso afetar seu bem-estar, você pode explorar outras alternativas:

Escolas que tenham metodologias diferenciadas (como Montessori, Waldorf, construtivistas).
Educação complementar em casa, com atividades mais avançadas.
Projetos extracurriculares, como cursos de idiomas, música ou esportes.
Conclusão
O mais importante é equilibrar o desejo dela por aprender com o desenvolvimento emocional e social. Ela já tem uma sede de conhecimento impressionante, e seu apoio e incentivo farão toda a diferença para que ela continue explorando o mundo sem perder o prazer de aprender.

Se quiser, posso sugerir atividades ou materiais que podem ser interessantes para ela!







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 Regina Coeli Barroso Simões
Psicopedagogo
Belo Horizonte
Entendo sua preocupação! Sua filha demonstra grande interesse por atividades estruturadas e desafios acadêmicos, o que pode estar gerando essa frustração na escola. Como a educação infantil prioriza o desenvolvimento socioemocional e lúdico, é comum que o foco seja mais em brincadeiras do que em atividades formais. Uma alternativa é conversar com a professora para entender melhor a rotina e verificar se há possibilidade de incluir desafios que estimulem sua filha, como jogos educativos ou momentos para exploração de livros. Em casa, você pode continuar incentivando o aprendizado, mas equilibrando com atividades criativas e brincadeiras que desenvolvam outras habilidades importantes para essa fase
 Liliane Andrade Ferrini
Psicólogo, Psicopedagogo
João Pessoa
Entendo sua preocupação e o quanto deseja proporcionar um ambiente estimulante para o desenvolvimento da sua filha. Pelo que descreveu, ela tem um alto interesse por atividades acadêmicas e uma capacidade de aprendizado avançada para a idade. Essa frustração pode estar relacionada à falta de desafios na escola, o que pode gerar desmotivação e desinteresse.

Do ponto de vista psicológico e psicopedagógico, crianças com essa sede de aprendizado podem se sentir entediadas quando o ambiente escolar não oferece estímulos suficientes. O que sua filha expressa não é apenas uma preferência, mas uma necessidade dela de aprender e explorar conteúdos novos.
Posso te auxiliar nesse processo, orientando estratégias para lidar com essa situação e ajudando sua filha a transformar esse desafio em uma oportunidade de crescimento. Se quiser, podemos marcar um acompanhamento para entender melhor o perfil dela e traçar um plano de ação personalizado.
Olá, sugiro você conversar com a escola e apresentar a questão. Na conversa você pode questionar sobre o método de ensino da escola e a questionar a possibilidade de uma reclassificação (avançar o aluno de série), normalmente fazem isso quando a criança é desenvolvida para aquela determinada série. Espero ter ajudado.
Dra. Simone Vieira de Melo
Psicopedagogo, Terapeuta complementar
Uberlândia
Olá. Não sei se você já conversou com os profissionais da escola para saber como ela participa das atividades em sala (em quais ela se envolve mais, quais deram desinteresse ou frustração...) e, também, para partilhar o desânimo dela quando chega o momento de ir para a escola. Esse é, a meu ver, o primeiro passo para você compreender melhor a qualidade do tempo da sua filha na escola. Como ela já aprendeu muitas coisas com você, se na escola ela fica sempre na monotonia, sem novidades, com certeza, se sentirá desestimulada. Existem possibilidades de trabalhos diversificados em sala de aula, muito interessantes, que atendem à diversidade, motivando a participação das crianças e gerando mais aprendizado. A escola, sabendo de como ela se sente, poderá propor possibilidades diferenciadas que modificarão o ritmo das aulas para sua filha. Uma sugestão importante é, ao conversar com a equipe escolar e coletar mais informações, agende com um profissional da psicopedagogia para maiores orientações, de forma personalizada. Com certeza, bons frutos surgirão desse acompanhamento.
 Jacqueline Maiara Lopes
Psicólogo, Psicopedagogo
Taubaté
Olá, tudo bem?
Sugiro marcar uma reunião com a professora e explicar sobre a situação, pois juntas podem pensar em uma solução para que a criança se sinta bem no ambiente escolar sem segurar demais a criança, com poucas atividades, mas também sem exigir demais, com atividades que estejam muito além da turma, pois cada fase de desenvolvimento é importante, e é necessário que a criança aprenda a lidar com a frustração, auxiliar a desenvolver a paciência e espera também.
Prof. Bianca Carolina Zucherato
Psicopedagogo
São Paulo
Olá! Sua filha demonstra altas habilidades cognitivas para a idade, e seu interesse espontâneo por tarefas estruturadas e conteúdos acadêmicos sinaliza uma necessidade clara de maior desafio e enriquecimento.

A frustração que ela sente pode ser legítima, pois crianças com esse perfil precisam de ambientes educativos que respeitem seu ritmo e ofereçam propostas diversificadas. O ideal seria conversar com a escola e relatar suas observações, buscando alternativas como a diferenciação pedagógica. Um olhar psicopedagógico pode ajudar a construir pontes entre família e escola, garantindo o bem-estar e o desenvolvimento pleno da criança.

Estamos à disposição para atendimento Online e Presencial, se quiser agendar uma consulta inicial gratuita.
Prof. Cindia Lopes Figueiredo
Psicopedagogo
Piabeta
Bom dia, as fases infantis devem ser trabalhadas de acordo com a idade , ela avançou uma fase um pouco cedo. As vezes a nossa ansiedade para que as criancas aprendam passa a ser a ansiedade deles. É normal que ela fique entediada. Aconselho a continuar conversando com ela e pedir o suporte da escola conversando com a coordenadora pedagogica da unidade pra que ela não se sinta excluída ou desmotivada. É possivel adaptar algumas atividades pra que ela nao tenha perda.
 Rita Bastos
Psicopedagogo
Salvador
Olá querida,
Acho que seria interessante você conversar com a escola para dar alguma tarefa para ela tipo, ajudante dos colegas para que ela possa se sentir motivada e com elevada autoestima.
Sugiro a você que não dê muitos estimuilos além, da idade e série para que ela possa acompanhar sua série e idade, como também a maturidade dessa fase.
Valorize muito o que ela faz na escola. Estimule bastante a criatividade com desenhos, pinturas, histórias, livrinhos, porém dentro da fase, certo?
Uma avaliação psicopedagógica também seria muito bom para orientação e direcionamentos para família e também para a escola.
Um grande abraço
Dra. Fabiana Almeida Sales
Psicopedagogo
Rio de Janeiro
Crianças que apresentam precocidade cognitiva (como aprender letras, números, lógica e língua estrangeira antes da média) têm um córtex pré-frontal e áreas associativas mais ativas e conectadas do que o esperado para a idade cronológica.
Isso significa que:
O processamento cognitivo é acelerado (ela capta, associa e generaliza informações rapidamente);
A rede dopaminérgica de recompensa (aquela que se ativa com desafios, descobertas e novidades) também é mais sensível;
Quando as tarefas são muito repetitivas e pouco desafiadoras, o cérebro literalmente perde interesse — o sistema de recompensa “desliga”.
Ou seja: o tédio escolar que você está vendo não é desobediência nem manha, é uma resposta neurológica autêntica de desmotivação diante da baixa estimulação.
Sua filha demonstra alta curiosidade, memória, linguagem e raciocínio lógico — um perfil compatível com precocidade cognitiva.
A resistência à escola não é rejeição, é sinal de que ela percebeu o descompasso entre o que é capaz de fazer e o que está sendo proposto.
Com pequenas adaptações — tanto em casa quanto com o apoio da escola — ela voltará a se sentir motivada, curiosa e feliz.

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