Minha filha tem 10 anos, está numa nova escola, é bem inteligente, gosta de brincar mas está sendo r

Minha filha tem 10 anos, está numa nova escola, é bem inteligente, gosta de brincar mas está sendo rejeitada nos grupos da escola. O comportamento em casa continua o mesmo sempre brincando. Como posso ajudá- lá?

1 resposta


Entendo a sua preocupação. Ver um filho querendo fazer amizades e enfrentando dificuldades na escola realmente mexe com a gente. O fato de ela continuar brincando, demonstrando interesse pelas atividades e mantendo o comportamento habitual em casa é um sinal positivo, pois mostra que ela preserva recursos emocionais e o desejo de se relacionar. Ao mesmo tempo, vale a pena olhar com atenção para o que está acontecendo no ambiente escolar. Uma forma de ajudá-la é criar um espaço em casa para que ela fale sobre o dia, sem pressioná-la. Em vez de perguntar apenas "como foi a escola?", experimente perguntas como: "Com quem você brincou hoje?", "Como você se sentiu no recreio?" ou "Teve algum momento que você gostou ou que foi difícil?". O mais importante é que ela se sinta ouvida e compreendida, sem a sensação de que precisa encontrar uma solução imediata. Também é interessante conversar com a professora para entender como essas interações acontecem na escola. Às vezes, a percepção dos adultos pode ajudar a identificar se é uma fase de adaptação, dificuldades específicas nas habilidades sociais ou até situações de exclusão que precisam de intervenção. Em casa, vocês podem fortalecer a autoestima dela, valorizando suas qualidades, incentivando oportunidades de convivência com outras crianças fora da escola (quando possível) e mostrando que amizades são construídas aos poucos. Se essa rejeição persistir, começar a afetar o humor, a vontade de ir à escola, a autoestima ou provocar sofrimento significativo, uma avaliação psicológica pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo e oferecer estratégias específicas para ela e para a família. Estou à disposição caso vocês sintam necessidade de conversar mais sobre essa situação. Quanto mais cedo entendermos o que está acontecendo, maiores são as chances de ajudá-la a viver essa fase de forma mais tranquila. Espero ter contribuído.

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