Minha filha tem 10 anos, está numa nova escola, é bem inteligente, gosta de brincar mas está sendo r
Minha filha tem 10 anos, está numa nova escola, é bem inteligente, gosta de brincar mas está sendo rejeitada nos grupos da escola. O comportamento em casa continua o mesmo sempre brincando. Como posso ajudá- lá?
7 respostas
Entendo a sua preocupação. Ver um filho querendo fazer amizades e enfrentando dificuldades na escola realmente mexe com a gente. O fato de ela continuar brincando, demonstrando interesse pelas atividades e mantendo o comportamento habitual em casa é um sinal positivo, pois mostra que ela preserva recursos emocionais e o desejo de se relacionar. Ao mesmo tempo, vale a pena olhar com atenção para o que está acontecendo no ambiente escolar. Uma forma de ajudá-la é criar um espaço em casa para que ela fale sobre o dia, sem pressioná-la. Em vez de perguntar apenas "como foi a escola?", experimente perguntas como: "Com quem você brincou hoje?", "Como você se sentiu no recreio?" ou "Teve algum momento que você gostou ou que foi difícil?". O mais importante é que ela se sinta ouvida e compreendida, sem a sensação de que precisa encontrar uma solução imediata. Também é interessante conversar com a professora para entender como essas interações acontecem na escola. Às vezes, a percepção dos adultos pode ajudar a identificar se é uma fase de adaptação, dificuldades específicas nas habilidades sociais ou até situações de exclusão que precisam de intervenção. Em casa, vocês podem fortalecer a autoestima dela, valorizando suas qualidades, incentivando oportunidades de convivência com outras crianças fora da escola (quando possível) e mostrando que amizades são construídas aos poucos. Se essa rejeição persistir, começar a afetar o humor, a vontade de ir à escola, a autoestima ou provocar sofrimento significativo, uma avaliação psicológica pode ajudar a compreender melhor o que está acontecendo e oferecer estratégias específicas para ela e para a família. Estou à disposição caso vocês sintam necessidade de conversar mais sobre essa situação. Quanto mais cedo entendermos o que está acontecendo, maiores são as chances de ajudá-la a viver essa fase de forma mais tranquila. Espero ter contribuído.
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Olá! Primeiramente conversa com sua filha para saber como ela está se sentindo e como isso está afetando. Em seguida sinaliza a escola, professora e solicita que a escola faça momentos de acolhimento . Se tiver grupos de pais tb solicita acolhimento para sua filha uma vez que está chegando na escola . E observa como ocorre a evolução do processo.
Prezada mãe, prezado pai, Entendo a preocupação que deve acompanhar vocês ao saber que a filha está sendo rejeitada pelos grupos na nova escola. É natural sentir angústia diante disso, especialmente quando sabemos que ela é inteligente, alegre e brinca normalmente em casa. Essa diferença de comportamento entre os ambientes é uma informação importante — ela indica que a filha se sente segura e acolhida no contexto familiar, o que é um sinal positivo do vínculo que vocês construíram. O fato de ela manter o comportamento habitual em casa sugere que o impacto emocional, até o momento, pode estar concentrado no ambiente escolar. Ainda assim, é importante investigar com delicadeza como ela está se sentindo, sem invadir ou pressionar. Algumas perguntas podem ajudar nessa aproximação: "Como foi o seu dia hoje? Teve algum momento legal ou difícil?"; "Tem alguma criança com quem você gostaria de brincar?"; "Como você se sente quando está no recreio?"; "Se você pudesse mudar uma coisa na escola, o que seria?". O objetivo não é interrogar, mas abrir espaços para que ela, aos poucos, compartilhe o que vive. Nem sempre a criança fala de imediato — a disponibilidade para ouvir precisa ser constante e paciente. Em paralelo, é fundamental estabelecer uma comunicação transparente e objetiva com a escola. Sugiro que vocês conversem com a professora titular e, se possível, com a coordenação pedagógica, com um tom de parceria e não de cobrança. Podem perguntar: "Como ela tem se relacionado com os colegas?"; "Notam algum momento de isolamento ou tentativa de aproximação que não deu certo?"; "Há crianças que poderiam ser incentivadas a interagir com ela?"; "Como ela se comporta nos momentos de grupo e nos momentos livres?". Essas perguntas ajudam a entender se a rejeição é um padrão ou algo pontual, e abrem espaço para a escola atuar como mediadora. É importante também observar se o desempenho escolar permanece o mesmo. Crianças que vivenciam rejeição ou isolamento social podem, com o tempo, apresentar queda no rendimento, desmotivação ou dificuldade de concentração — mesmo que em casa continuem bem. Se as notas e a participação em sala estiverem mantidas, isso é um bom sinal de resiliência. Qualquer mudança, porém, deve ser vista como um indicador de que o impacto emocional está crescendo e merece atenção. Vale ainda investigar como ela se comporta na escola em diferentes contextos: em sala de aula, no recreio, em atividades em grupo e nas transições. Às vezes, a criança tenta se aproximar dos colegas de formas que não são bem compreendidas — por excesso de entusiasmo, por timidez ou por não ter ainda dominado as "regras não escritas" daquele grupo. Compreender isso ajuda a orientá-la com mais precisão. Se a escola permitir, observar um dia ou conversar com quem acompanha o recreio pode trazer informações valiosas. Por fim, é importante lembrar que a adaptação a uma nova escola envolve um processo que pode levar tempo, especialmente quando a criança precisa encontrar seu lugar em grupos já formados. Se, ao longo de algumas semanas, vocês perceberem que a rejeição persiste, que ela começa a demonstrar tristeza, recusa em ir à escola, queixas físicas frequentes (dor de barriga, dor de cabeça) ou alterações de humor, pode ser útil buscar o acompanhamento de um psicólogo infantil. Não porque algo está errado com ela, mas porque um apoio profissional pode ajudá-la a desenvolver estratégias sociais e emocionais para esse momento, e também orientar a família e a escola sobre como apoiá-la da melhor forma. Se for interessante para vocês, podem me chamar para um atendimento on-line. Perciliana Pena Psicopedagoga
É muito difícil ver uma criança inteligente e cheia de energia passar por rejeição social na escola, ainda mais quando em casa ela continua sendo alegre e brincalhona. Isso mostra que a rejeição não está afetando sua essência, mas pode trazer sofrimento se não for trabalhada. Algumas formas de ajudá-la: De apoio emocional, dando espaço para ela contar como se sente, sem minimizar (“isso não é nada”) nem dramatizar, mostre que entende que pode ser doloroso não ser incluída, mas que isso não diminui o valor dela. É bom que ela construa vínculos fora da escola, incentive encontros com primos, vizinhos ou colegas de atividades extracurriculares. Isso fortalece a autoestima e mostra que ela é capaz de ter boas relações. Participar de atividades em grupo, tais como, esportes, teatro, música ou clubes podem ser ótimos para criar laços em ambientes diferentes. Com relação a escola, converse com os professores, eles podem ajudar que incentivem a integração, com projetos colaborativos, pedindo que ela participe de trabalhos em dupla ou grupo, o que pode facilitar aproximações, fazendo com que ela sinta orgulho de si mesma. Treinar habilidades sociais como esperar a vez, convidar colegas para brincar, ou elogiar os outros podem abrir portas. Quando buscar apoio profissional - Se a rejeição persistir e começar a afetar o humor, o sono ou o desempenho escolar, pode ser útil conversar com um psicólogo infantil. Isso não significa que haja algo “errado”, mas que ela terá um espaço seguro para aprender estratégias sociais e emocionais.
Para ajudá-la de forma prática, recomendo os seguintes passos: Acolha sem dramatizar: Valide os sentimentos dela ("Entendo que seja chato ficar sozinha no intervalo"), mas evite demonstrar ansiedade excessiva para que ela não se sinta "defeituosa" ou sob pressão. Estimule conexões fora do grande grupo: Em vez de tentar encaixá-la no grupo dominante, ajude-a a identificar uma única colega com afinidades parecidas. Convide essa colega para uma atividade fora da escola (um lanche ou um passeio simples). Laços individuais facilitam a entrada nos grupos. Mapeie as dinâmicas com a escola: Agende uma conversa com a coordenação ou orientação educacional. A escola deve intervir de forma indireta — por exemplo, propondo trabalhos em dupla ou dinâmicas que aproximem sua filha de colegas com perfil compatível. Fortaleça o repertório social: Ajude-a a observar como as outras crianças iniciam conversas e interações na nova escola. Incentive também hobbies e atividades fora do ambiente escolar para diversificar o círculo de amizades. A transição para uma nova escola exige tempo de adaptação. Com mediação pontual e sem pressão, ela desenvolverá os recursos necessários para criar novas conexões.
Olá! Tudo bem? Entendo a sua preocupação. A mudança de escola pode ser um período de adaptação importante para a criança, principalmente em relação à formação de novos vínculos e grupos de amizade. O fato de sua filha continuar brincando e se comportando normalmente em casa é uma informação importante, mas a rejeição que ela está vivenciando na escola merece atenção e acolhimento. Nem sempre isso significa que exista algum problema com a criança; muitas vezes, ela ainda está encontrando seu espaço, compreendendo a dinâmica da nova turma e construindo novas amizades. Nesse momento, procure conversar com ela de forma tranquila, perguntando como tem sido o dia, com quem ela costuma ficar e como se sente nos momentos de brincadeira. Evite transmitir a ideia de que ela precisa “mudar para ser aceita”. O mais importante é ajudá-la a desenvolver segurança, autoestima e habilidades para estabelecer relações saudáveis. Também recomendo conversar com a escola para compreender como está ocorrendo essa interação entre as crianças, se há situações de exclusão recorrentes e quais estratégias podem ser utilizadas para favorecer a integração dela à turma. Uma avaliação psicopedagógica também pode ser uma possibilidade, caso essa dificuldade esteja persistindo, para compreender melhor como ela está vivenciando esse processo de adaptação e como podemos ajudá-la em suas relações sociais e no ambiente escolar. Com acolhimento, diálogo entre família e escola e o acompanhamento adequado, é possível ajudá-la a atravessar esse período com mais segurança e confiança. Rejane Romão Psicopedagogia Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento Rejane Romão
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.





