Minha Filha vai fazer 3 anos agora em Maio , e coloquei na creche . No princípio ela gostava da prof

Minha Filha vai fazer 3 anos agora em Maio , e coloquei na creche . No princípio ela gostava da professora , mais houve uma mudança de auxiliar de sala e ela se apegou demais a que entrou. E de uns meses pra cá , chora quando a auxiliar falta porque diz não gostar da professora. Semana passada a professora veio questionar o comportamento dela, isso dois dias em seguida . Conversei com ela , ela chorou muito e não queria ir mais pra creche . Eu não sei o que está acontecendo . Ela não gosta da professora , ela deve ter falando com ela de forma grosseira. Hoje fui deixa - lá , mesmo não sendo a professora do ocorrido , ela chorou muito . Eu não sei o que devo fazer ! Tenho medo dela criar certa resistência e não querer ir pra creche de forma alguma .

9 respostas


Olá! É muito angustiante ver nossos filhos chorando e rejeitando a escola, ainda mais quando antes ela estava adaptada. Pelo seu relato, parece que houve uma mudança importante no vínculo dela com a auxiliar, e isso pode ter gerado dependência maior desta figura específica. Nessa idade, é comum que a criança se apegue a um adulto de referência, e quando essa pessoa não está presente, ela pode se sentir insegura e reagir com choro ou recusa. Sobre ela dizer que "não gosta da professora", é importante olhar com cuidado. Crianças pequenas ainda não conseguem explicar exatamente o que sentem, então isso pode estar mais relacionado ao desconforto com a ausência da auxiliar ou alguma situação pontual, e não necessariamente algo mais grave. É importante manter a rotina da escola, evitando interromper, para não reforçar a recusa. Conversar com a escola de forma aberta, validar os sentimentos dela ( "eu sei que você triste quando a auxiliar não está", mas sem reforçar que a escola é um lugar ruim e criar pequenos rituais de despedida para dar mais segurança. Caso este comportamento persista, podemos pensar em uma observação mais detalhada ou até em uma intervenção. Você está no caminho certo em buscar entender para ajudar a sua filha.

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O que você está descrevendo pode acontecer nessa faixa etária, principalmente quando a criança cria um vínculo forte com uma pessoa específica da escola — nesse caso, a auxiliar. Com quase 3 anos, muitas crianças ainda têm dificuldade para lidar com mudanças, ausência de figuras de segurança e situações que geram desconforto emocional. Quando elas se sentem inseguras ou se assustam com alguma interação, isso pode afetar diretamente a relação com a escola. O fato dela chorar para ir, rejeitar especificamente a professora e ter mudado depois dessas conversas, merece atenção, sim. Isso não significa necessariamente que houve algo grave, mas mostra que, para ela, alguma experiência foi vivida de forma negativa ou angustiante. O mais importante agora é evitar minimizar o que ela sente ou forçá-la sem acolhimento. Tente validar: “Eu entendi que você ficou triste/chateada na escola. A mamãe está aqui para te ajudar.” Também acho importante conversar com a escola de forma tranquila, tentando entender: - Como ela fica durante o dia, - Se houve alguma mudança na rotina ou na forma de manejo, - Como acontecem os momentos de choro, - Como está a relação dela com essa professora. Nessa idade, a forma como o adulto fala, olha e conduz a criança faz muita diferença emocionalmente, mesmo quando não existe intenção de machucar. Se esse comportamento persistir, aumentar ou começar a gerar sofrimento intenso diariamente, vale investigar mais de perto para entender o que ela está comunicando através dessa resistência.


Olá! Essa mudança no comportamento da sua filha merece atenção, principalmente porque aconteceu após ela já estar adaptada à creche. Aos 3 anos, as crianças ainda têm dificuldade para expressar exatamente o que estão sentindo e, muitas vezes, demonstram seu desconforto por meio do choro, da recusa em ir à escola ou do apego a um adulto específico. O primeiro passo é conversar com calma com a professora e a coordenação para compreender como tem sido a rotina dela na sala, como ocorrem as interações e em quais momentos ela demonstra maior sofrimento. É importante ouvir todos os envolvidos antes de tirar conclusões. Em casa, acolha os sentimentos da sua filha, valide o que ela sente (“Eu sei que você está triste”) e evite insistir para que ela explique detalhes, pois isso pode aumentar a ansiedade. Observe se ela menciona espontaneamente algum acontecimento durante as brincadeiras ou conversas. Caso esse comportamento persista por algumas semanas, aumente de intensidade ou venha acompanhado de alterações no sono, alimentação ou humor, vale buscar uma avaliação com um psicólogo infantil ou psicopedagogo para compreender melhor o que está acontecendo e orientar a família e a escola. Lembre-se: a adaptação à escola envolve vínculos. Às vezes, a ausência de uma pessoa de referência é suficiente para gerar insegurança, mas também é importante investigar se existe algum fator no ambiente escolar que esteja causando esse sofrimento. O diálogo entre família e escola é o melhor caminho.

Laysla Baptista

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Psicopedagogo

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Prof. Sandra Piscitelli

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Psicopedagogo

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O comportamento da sua filha reflete uma fase de transição e apego muito comum nessa idade. Crianças de 3 anos ainda estão desenvolvendo a regulação emocional e a segurança afetiva; por isso, a troca da auxiliar gerou uma forte referência de afeto em quem chegou, enquanto a ausência dessa figura rompe a rotina de segurança dela. Quando ela diz que "não gosta" da professora, muitas vezes não é uma rejeição à pessoa em si, mas sim uma forma de expressar o desconforto com a dinâmica da sala, a falta da auxiliar favorita ou o medo de não receber o mesmo acolhimento. Investigação com a escola É fundamental abrir um canal de diálogo transparente e neutro com a coordenação pedagógica da creche, e não apenas com a professora diretamente envolvida. Você pode solicitar uma reunião para entender como tem sido a rotina da criança na ausência da auxiliar, como a professora lida com os limites e se houve alguma mudança na abordagem pedagógica após o questionamento do comportamento. O foco deve ser investigar o ambiente escolar com cooperação, garantindo que a escola saiba do seu receio quanto a possíveis falas ríspidas ou posturas inadequadas. Fortalecimento do vínculo e da segurança Em casa, valide o sentimento dela sem reforçar o medo da creche. Diga coisas como: "Eu sei que você queria a sua tia (auxiliar) hoje e que dá saudades, mas a mamãe te busca logo depois". Evite pressionar, brigar ou demonstrar muita ansiedade na hora da despedida, pois as crianças captam a nossa insegurança. Crie um pequeno ritual de despedida rápido e afetuoso, reforçando que a creche é um lugar seguro e que você sempre vai voltar para buscá-la. Acompanhamento da resistência Observe se o choro na entrada é o "choro de transição" (que passa logo após os pais saírem) ou se ela permanece angustiada o dia todo. Caso a resistência persista de forma intensa e a escola não demonstre abertura para investigar o que está gerando esse sofrimento, pode ser o momento de reavaliar o ambiente escolar ou buscar um acompanhamento psicopedagógico mais próximo para avaliar a dinâmica da turma.

Vania Gonzaga Rodrigues

Vania Gonzaga Rodrigues

Psicopedagogo

São José do Rio Preto

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É importante acolher o que sua filha está expressando e conversar com a escola para compreender o que aconteceu e como estão sendo conduzidas essas situações. A mudança de comportamento após a troca de profissional merece ser observada com atenção, sem tirar conclusões precipitadas. Uma avaliação psicopedagógica pode ajudar a compreender como ela está vivenciando o ambiente escolar e orientar família e escola sobre estratégias para favorecer sua adaptação e segurança emocional.


Boa noite! Dialogar com coordenação escolar, primeiramente; poderão ajudar.


Olá! Eu acredito que uma psicóloga poderia lhe ajudar na questão do motivo do choro.


Entendo sua preocupação. Uma mudança repentina na forma como uma criança pequena reage à creche merece atenção, mas, somente pelo choro, não é possível concluir que a professora tenha sido grosseira ou que tenha ocorrido algo mais grave. Aos três anos, mudanças de cuidadores, vínculos afetivos intensos e experiências desagradáveis — mesmo aparentemente pequenas para os adultos — podem gerar insegurança e resistência. Procure conversar com sua filha em momentos tranquilos, utilizando perguntas abertas e sem sugerir respostas, como: “O que acontece quando você fica com a professora?”, “Como você se sente na sala?” ou “O que faz você ficar triste?”. Evite repetir muitas vezes as perguntas ou afirmar que alguém a tratou mal, pois crianças dessa idade ainda estão desenvolvendo a capacidade de organizar e relatar acontecimentos. Solicite uma reunião com a professora, a auxiliar e a coordenação. Pergunte em quais situações o comportamento ocorre, como ela fica após a sua saída, quanto tempo demora para se acalmar, como se relaciona com as outras crianças e se houve alguma mudança na rotina ou na forma de conduzir as atividades. Peça que a adaptação seja acompanhada e registrada por alguns dias, com uma pessoa de referência para recebê-la. Na chegada, faça uma despedida breve, carinhosa e previsível, reforçando que voltará para buscá-la. Entretanto, não é recomendável ignorar um sofrimento intenso e persistente nem obrigá-la sem compreender o que está acontecendo. Observe também alterações no sono, alimentação, brincadeiras, controle esfincteriano, medo de determinados adultos, falas incomuns, lesões ou mudanças importantes de comportamento. Se a resistência continuar, aumentar ou aparecer também em outros ambientes, procure um psicólogo infantil ou neuropsicopedagogo clínico com experiência em primeira infância para avaliar a situação e orientar a família e a escola. Diante de qualquer indício concreto de violência ou tratamento inadequado, registre as informações e procure imediatamente a direção da instituição e os órgãos de proteção à criança.

Dr. Marcelo Perdigão

Dr. Marcelo Perdigão

Psicopedagogo

Belo Horizonte

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