Olá, boa noite. Meu filho de 6 anos, vem apresentando um comportamento muito ruim. Ele não aceita se

Olá, boa noite. Meu filho de 6 anos, vem apresentando um comportamento muito ruim. Ele não aceita ser contrariado pelas coisas que ele gosta, fica irritado, chora grita, joga as coisas no chão, me agrade, morde e faz muito escândalo. Ele é uma criança muito intensa, faz amizade com facilidade, alegre demais, super inteligente e tira boas notas na escola. Única coida que me deixa irritada é o comportamento dele de impulsividade. Ele se entrega nas brincadeiras e acaba passando alguns limites, as vezes esbara e bate sem querer. Depois de nervosismo, pede colo e pede desculpa e fala que foi sem querer. O que devo fazer?

6 respostas


Olá! O seu filho apresenta muitas qualidades é inteligente, sociável e afetuoso, mas está encontrando uma barreira comum aos 6 anos: a autorregulação e o controle de impulsos. Crianças intensas e rápidas no pensamento muitas vezes sentem a frustração com a mesma intensidade. Como o cérebro ainda está amadurecendo, a contrariedade vira uma "tempestade" física (gritos, mordidas). O fato de ele pedir desculpas e colo depois mostra que ele reconhece o limite, mas na hora do estopim, falta a habilidade de frear o comportamento. Como ele já vai muito bem na escola, muitos pais não sabem que o psicopedagogo também é o profissional indicado aqui. Esse especialista analisa o desenvolvimento das funções executivas, que envolvem o controle inibitório e a forma como a criança processa regras e limites. Uma avaliação psicopedagógica, se necessário em conjunto com a psicologia infantil, ajudará a dar ferramentas para ele canalizar essa intensidade de forma saudável. Espero ter ajudado! Um abraço.

Laysla Baptista

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Psicopedagogo

São Bernardo do Campo

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Prof. Sandra Piscitelli

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Psicopedagogo

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Prezada mãe, Antes de tudo, quero acolher o cansaço e a preocupação que transparecem na sua fala. Cuidar de uma criança que apresenta momentos de intensidade emocional exige muita energia e presença. O fato de você buscar compreender o que está acontecendo com seu filho já demonstra o quanto você se importa. É comum que mães e pais nessa situação se sintam sozinhos ou culpados — você não está sozinha nessa jornada. Os comportamentos que você descreve — impulsividade, irritabilidade, choro, gritos, agressividade ocasional e dificuldade em aceitar frustrações — são sinais de que seu filho está enfrentando desafios na autorregulação emocional, ou seja, na capacidade de gerenciar as próprias emoções. Segundo o Centro de Desenvolvimento Infantil de Harvard, essa habilidade se constrói gradualmente ao longo da infância e depende tanto da maturação do sistema nervoso quanto das experiências e do ambiente relacional que a criança vivencia. Aos 6 anos, muitas crianças ainda estão em pleno processo de aquisição dessas competências. O fato de seu filho apresentar também inteligência, alegria, facilidade de socialização e arrependimento após os episódios indica que ele possui recursos internos importantes e uma conexão afetiva saudável com você. O arrependimento mostra que ele tem consciência de que aquele comportamento não é como gostaria de agir — um sinal muito positivo e um ponto de partida valioso para o trabalho de desenvolvimento emocional. Ele não age assim por malícia, mas porque, naquele momento, ainda não desenvolveu recursos internos suficientes para lidar com o que sente. No dia a dia, algumas estratégias podem ajudar muito: Manter limites claros e consistentes — a criança precisa saber que, independentemente do que sente, existem regras que protegem a ela e aos outros. A consistência oferece segurança e previsibilidade. Antecipar situações que costumam gerar conflito — se determinadas transições (sair do parque, ir para a escola) costumam detonar episódios, conversar antes sobre o que vai acontecer e combinar combinados pode diminuir a intensidade da reação. Nomear as emoções — quando você diz, com calma, "Eu vejo que você está muito frustrado porque não deu tempo de terminar o brinquedo", ajuda seu filho a construir um vocabulário emocional. Com o tempo, ele começará a usar essas palavras em vez de gritar. Oferecer alternativas de comportamento — em vez de apenas dizer "não bata", oriente: "Quando você sentir essa raiva crescendo, pode apertar o travesseiro, respirar fundo comigo ou me pedir um abraço." A criança precisa aprender não apenas o que não fazer, mas também o que pode fazer com aquela energia intensa. Reforçar comportamentos adequados — elogiar e valorizar os momentos em que a criança consegue se controlar, resolver um conflito verbalmente ou aceitar um "não" fortalece essas habilidades. O cérebro infantil aprende muito mais pela repetição de experiências positivas do que pela punição. Reduzir respostas reativas durante a crise — se a criança grita e o adulto grita de volta, a situação se intensifica. Se o adulto consegue manter a calma, abaixar-se na altura da criança e falar com voz suave, isso atua como um modelo vivo de autorregulação. O Centro de Desenvolvimento Infantil de Harvard chama essa dinâmica de "serve and return" — a criança lança um sinal emocional e o adulto responde de forma acolhedora, ajudando a modular a resposta. É importante mencionar que, quando esses episódios são frequentes, muito intensos, prejudicam a convivência familiar ou escolar, ou colocam a criança ou outras pessoas em risco, pode ser o momento de procurar uma avaliação profissional. Isso não significa que algo está "errado" com seu filho, mas sim que ele pode precisar de apoio mais especializado. Um psicólogo infantil, neuropediatra ou psiquiatra da infância poderá fazer uma avaliação cuidadosa e orientar a família quanto a intervenções que facilitem o desenvolvimento emocional. Quanto mais cedo o apoio é buscado, melhores tendem a ser os resultados. Para encerrar, algo que talvez você precise ouvir: você está fazendo o seu melhor, e o fato de seu filho demonstrar alegria, sociabilidade e arrependimento é reflexo do ambiente amoroso que você oferece. Crianças que se sentem seguras e amadas é que conseguem se arrepender, porque sabem que o vínculo não foi rompido. O caminho do desenvolvimento emocional não é linear, mas com paciência, consistência e, quando necessário, apoio profissional, seu filho tem tudo para aprender a navegar pelas próprias emoções com mais equilíbrio. Cuide de você também nesse processo — uma mãe que se cuida tem mais recursos para cuidar do seu filho. Perciliana Pena Psicopedagoga

Perciliana Pena

Perciliana Pena

Psicopedagogo

Uberlândia

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O comportamento do seu filho traz pistas muito importantes. Por um lado, ele mostra excelente potencial: é inteligente, sociável, afetuoso e vai bem na escola. Por outro, ele apresenta grande dificuldade de autorregulação e controle de impulsos. Essas características são bastante comuns em crianças com o perfil de TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) ou TOD (Transtorno Opositor Desafiador), embora apenas profissionais possam dar esse diagnóstico. O ideal seria procurar um profissional para uma avaliação psicopedagógica, e se necessário, demais encaminhamentos para uma conduta adequada. Espero ter ajudado.

Tayná Fonseca

Tayná Fonseca

Psicopedagogo

Santa Bárbara D'Oeste

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Olá! Lendo o seu relato, me identifiquei muito com a sua vivência. Ter um filho alegre, inteligente, sociável e intenso é maravilhoso, mas lidar com a impulsividade e as explosões quando ele é contrariado é realmente exaustivo. O que você descreve é muito característico do desenvolvimento aos 6 anos: a inteligência cognitiva dele já é avançada, mas a autorregulação emocional e o controle de impulsos ainda estão em construção. No momento do 'não', a frustração vem com tanta força que o cérebro entra em modo de defesa, gerando o choro, o descontrole físico e as agressões. O fato de ele pedir desculpas e colo depois mostra que ele não faz por maldade — ele realmente perde o controle e precisa de ajuda para retornar ao eixo. Aqui vão algumas estratégias que costumam ajudar nesses momentos: Garantir a segurança e conter na crise (com firmeza e sem grito): Quando houver agressão ou objetos jogados, a prioridade é a segurança. Intervenha fisicamente com calma e firmeza: segure as mãos dele suavemente e diga: 'Eu não vou deixar você me bater/jogar as coisas. Sei que você está bravo, mas não pode machucar'. Evite longos discursos no auge do nervoso; o cérebro dele não consegue processar explicações nessa hora. Validar a emoção antes de corrigir o comportamento: Em vez de combater a raiva, dê nome a ela. Dizem que 'tudo bem sentir raiva, mas não é aceitável bater'. Dizer 'Eu entendo que você queria muito continuar brincando e ficou triste por ter que parar' ajuda a criança a se sentir ouvida e reduz a resistência. Treinar o 'freio de mão' nos momentos calmos: Aos poucos, nos momentos em que ele estiver bem, ensine estratégias para quando a raiva chegar (como respirar fundo, apertar uma almofada ou ir para um 'cantinho do aconchego' até o corpo acalmar). Antecipar transições e dar previsibilidade: Crianças intensas sofrem muito com interrupções bruscas no que gostam. Avisar com antecedência ('Faltam 5 minutos para terminar o videogame/brincadeira') reduz o impacto do 'não'. Acolher no pós-crise sem remoer: Quando ele se acalmar e pedir desculpas, acolha o pedido de colo. Diga que o ama, mas que depois vocês vão conversar sobre o que aconteceu e como podem fazer diferente da próxima vez. Se essas crises forem muito frequentes, duradouras ou causarem prejuízos no dia a dia, vale a pena conversar com um neuropediatra ou psicólogo infantil. Um profissional pode ajudar a avaliar o perfil sensorial e de impulsividade dele e orientar a família com ferramentas específicas. Você está fazendo um ótimo trabalho buscando caminhos!

Vania Gonzaga Rodrigues

Vania Gonzaga Rodrigues

Psicopedagogo

São José do Rio Preto

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Olá! Tudo bem? Entendo a sua preocupação. Pelo que você relata, seu filho apresenta muitas características positivas: é alegre, comunicativo, faz amizades com facilidade, demonstra inteligência e tem um bom desempenho escolar. Ao mesmo tempo, as reações intensas diante de contrariedades e a impulsividade parecem estar trazendo dificuldades para a rotina familiar. Nessa idade, é importante observar em quais situações esses comportamentos acontecem, o que costuma desencadeá-los e como os adultos respondem a eles. Choro, gritos, agressividade, jogar objetos e dificuldade para lidar com o “não” podem estar relacionados à dificuldade de autorregulação emocional e ao controle dos impulsos, mas é importante compreender o contexto antes de tirar qualquer conclusão. O fato de ele, depois de se acalmar, procurar colo, pedir desculpas e dizer que fez algo sem querer é uma informação importante. Isso demonstra que ele consegue reconhecer a situação posteriormente e buscar reparação, embora ainda possa precisar de ajuda para aprender a lidar com a frustração e controlar suas reações no momento em que está nervoso. Algumas estratégias podem ajudar: estabelecer limites claros e consistentes, antecipar mudanças e situações de frustração, evitar longas discussões durante a crise e conversar sobre o comportamento somente depois que ele estiver tranquilo. Também é importante reforçar positivamente quando ele consegue aceitar um “não”, esperar, controlar um impulso ou resolver uma situação sem agressividade. Como esses comportamentos estão causando preocupação, uma avaliação psicopedagógica pode ajudar a compreender melhor os aspectos relacionados à autorregulação, impulsividade, interação e aprendizagem, além de identificar estratégias que possam favorecer seu desenvolvimento. Caso os episódios de agressividade sejam frequentes, intensos ou estejam aumentando, também pode ser importante conversar com o pediatra e, se necessário, buscar avaliação de um profissional da área do desenvolvimento infantil. Cada criança tem seu próprio ritmo, e o objetivo não é apenas corrigir o comportamento, mas ajudá-la a desenvolver recursos para compreender e expressar suas emoções de uma maneira mais adequada. Rejane Romão Psicopedagogia Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento Rejane Romão

Rejane Romão

Rejane Romão

Psicopedagogo

Rio de Janeiro

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Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.