Minha filha de 2 anos e 9 meses entrou pra escola há quase 30 dias somente na parte da tarde, sempre
Minha filha de 2 anos e 9 meses entrou pra escola há quase 30 dias somente na parte da tarde, sempre ficou somente comigo em casa e com o pai também após ele chegar do serviço. E ela está com insegurança de ficar longe da professora da escola. Quando a professora precisa se ausentar, seja pra ir no banheiro, ir jogar um lixo fora, Todos os coleguinhas ficam sentados normalmente, mas ela grita, levanta, deixando até a cadeira cair e fala que a tia não pode sair e chora e vai atrás. Em casa ela não tem esse problema de ficar longe de nós, minha casa é grande e ela explora ela, apesar de que ela me chama mais vezes agora, são muitos mamãe. Não sei como ajudar e precisava de ajuda.
15 respostas
Por ela conviver apenas com os pais até os dois é normal esse comportamento quando está em ambientes que não são comuns não se sente segura. A professora representa o adulto presente na ausência dos pais. A adaptação nesta idade varia de criança para criança de acordo com o ambiente familiar. Sugiro levar a criança a compartilhar mais espaços coletivos como parques e salas recreativas para socializar melhor com crianças de sua faixa etária.
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Olá, mamãe! Tudo bem? Primeiro, quero te acolher e tranquilizar: esse comportamento da sua filha é comum e esperado nesse momento de adaptação escolar, principalmente porque ela sempre esteve mais próxima de você e do pai. A entrada na escola representa uma grande mudança para a criança, e a professora acaba se tornando uma nova figura de segurança. Por isso, quando ela se afasta, sua filha pode sentir insegurança e medo, reagindo com choro e tentando ir atrás é a forma que ela encontrou de expressar que ainda está construindo esse vínculo. O fato de em casa ela explorar bem o ambiente é um ótimo sinal! Mostra que ela tem segurança com vocês, e agora está começando a transferir essa segurança para o ambiente escolar. Algumas orientações que podem ajudar nesse processo: Conversar com ela antes de ir para a escola, explicando que a professora pode sair e sempre volta Reforçar frases como: “A tia já volta, você está segura” Manter uma rotina previsível (isso traz segurança emocional) Permitir que ela leve um objeto de apego (se a escola permitir) Alinhar com a professora para que ela avise antes de sair e, se possível, tranquilize sua filha Esse processo de adaptação pode levar algumas semanas (ou até um pouco mais), e cada criança tem seu tempo. O mais importante é que ela está se expressando e isso é saudável. Se esse comportamento persistir por muito tempo ou se intensificar, aí sim é interessante uma avaliação mais detalhada, mas nesse momento tudo indica que faz parte da adaptação. Você está fazendo um ótimo trabalho acolhendo sua filha estou à disposição para te acompanhar nesse processo!
Olá, é natural que sua filha tenha esse comportamento,ela esta em um novo ambiente,com jeitinho a professora vai conversando com ela e no tempo dela,ela irá acostumar.Sobre sua casa, apesar de ser um local de grande espaço, é o local que ela conhece e que se sente segura,por isso nao demonstra medo.
Importante marcar uma reunião com a professora, de preferência junto a Coordenação/Direção, a fim de juntos conversarem sobre o comportamento da criança, fazer um levantamento das possíveis causas, com o olhar e a escuta atenta a observação. Procurar proporcionar junto aos colegas da turma momentos de maior integração, a fim dela sentir-se segura e acolhida junto a toda turma e equipe escolar.

Dra. Luciane Scabuzzi
Psicopedagogo
Prezada mãe, sua preocupação com a adaptação de sua filha à escola é completamente compreensível e muito comum. É um período de grandes mudanças para toda a família, especialmente para a criança, que está explorando um novo ambiente e novas relações. O comportamento que você descreve é um sinal claro de que sua filha está processando essa transição e buscando segurança. Este artigo visa esclarecer o que está acontecendo e oferecer estratégias práticas, fundamentadas na psicopedagogia e em importantes teorias do desenvolvimento, para que você possa apoiar sua filha nesse processo. O que está acontecendo: Uma questão de apego seguro em transição Sua filha, aos 2 anos e 9 meses, está vivenciando uma das primeiras grandes separações de sua vida. Até agora, você e o pai eram suas principais figuras de referência, provedores de segurança e previsibilidade. A entrada na escola, mesmo que por poucas horas, introduz uma nova figura de cuidado—a professora—e um ambiente desconhecido. O fato de ela gritar, levantar e ir atrás da professora quando esta se ausenta, enquanto os outros colegas permanecem sentados, não é um sinal de "birra" ou "mau comportamento". É uma resposta emocional legítima de uma criança que ainda está construindo a confiança de que sua nova figura de apego (a professora) estará disponível e retornará após uma breve ausência. Em casa, onde você está sempre presente e previsível, ela se sente segura para explorar. A casa é um ambiente conhecido e controlado. Na escola, a ausência da professora, mesmo que rápida, pode ser percebida como uma perda temporária de sua base de segurança em um ambiente ainda não totalmente internalizado como seguro. Essa diferença de comportamento entre casa e escola é, na verdade, um indicativo de um apego saudável com você, que agora precisa ser estendido para o novo contexto escolar. 3. A perspectiva da teoria do apego (Bowlby e Ainsworth) A Teoria do Apego, desenvolvida por John Bowlby e aprofundada por Mary Ainsworth, explica que os seres humanos têm uma necessidade inata de formar laços emocionais fortes com figuras de cuidado primárias. Esses laços, ou "apegos", são cruciais para a sobrevivência e o desenvolvimento emocional. Uma criança com um apego seguro (como parece ser o caso de sua filha com você) desenvolve a confiança de que suas figuras de apego estarão disponíveis, responsivas e a protegerão em momentos de necessidade. Essa segurança interna permite que a criança explore o mundo, sabendo que tem uma "base segura" para retornar. No contexto escolar, sua filha está tentando estabelecer um novo apego seguro com a professora. Quando a professora se ausenta, a criança experimenta uma ansiedade de separação, que é uma resposta natural à percepção de que sua base de segurança está temporariamente ausente. Ela ainda não internalizou completamente que a professora, assim como você, retornará. Esse comportamento é um pedido de reafirmação da disponibilidade e da segurança do novo vínculo. 4. A Contribuição de Piaget: Permanência do Objeto Para entender ainda mais profundamente o comportamento de sua filha, a teoria do desenvolvimento cognitivo de Jean Piaget oferece uma perspectiva valiosa, especialmente o conceito de Permanência do Objeto. 4.1. O Estágio Sensório-Motor e as Limitações Cognitivas Piaget descreveu o estágio sensório-motor como o período que vai do nascimento até aproximadamente os 2 anos de idade. Durante esse estágio, as crianças aprendem sobre o mundo através de suas ações e sentidos. Uma das maiores conquistas cognitivas desse período é o desenvolvimento da permanência do objeto—a compreensão de que objetos e pessoas continuam a existir mesmo quando não podem ser vistos, ouvidos ou tocados. 4.2. A Permanência do Objeto aos 2 Anos e 9 Meses Embora a permanência do objeto comece a se desenvolver por volta dos 8-12 meses, sua consolidação plena, especialmente em contextos sociais complexos e emocionalmente carregados, continua além dos 2 anos. Aos 2 anos e 9 meses, sua filha já tem uma noção básica de que você existe mesmo quando não a vê. No entanto, em situações de estresse ou em ambientes novos, essa compreensão pode ser abalada. Para ela, a ausência da professora não é apenas "fora da vista", mas pode ser interpretada emocionalmente como "desapareceu" ou "não vai voltar", gerando pânico. 4.3. Por que isso explica o comportamento de pânico quando a professora sai Quando a professora se ausenta, a criança não apenas sente a falta da figura de apego, mas também pode ter dificuldade em manter a representação mental de que a professora ainda existe e retornará. A falta de uma compreensão sólida e emocionalmente internalizada da permanência da professora nesse novo contexto desencadeia a angústia. Ela não consegue prever com certeza o retorno, e a incerteza é um gatilho para o medo e a busca pela figura de segurança. 4.4. Como a Permanência do Objeto se Relaciona com a Segurança Emocional A permanência do objeto é fundamental para a segurança emocional. A capacidade de manter a imagem mental de uma pessoa amada e a certeza de seu retorno, mesmo na ausência, é a base para a autonomia e a exploração. Quando uma criança desenvolve plenamente a permanência do objeto, ela se sente mais segura para se separar, pois confia que a figura de apego não desapareceu e voltará. No caso de sua filha, ela está no processo de estender essa compreensão para a professora, o que leva tempo e experiências repetidas de separação e reencontro. 5. Como você pode ajudar: Estratégias baseadas em apego Compreendendo as bases emocionais e cognitivas do comportamento de sua filha, podemos implementar estratégias eficazes para ajudá-la a se sentir mais segura na escola: 5.1. Rotina de chegada e despedida clara e consistente Crie um ritual de despedida breve, mas significativo. Um abraço, um beijo e uma frase de reafirmação como: "Mamãe volta para você depois da escola, depois do lanche. Você fica com a tia. Eu prometi e sempre volto." É crucial não sair escondida, pois isso quebra a confiança e aumenta a ansiedade. Despeça-se com clareza, mesmo que ela chore, pois a consistência e a previsibilidade são a base da segurança. 5.2. Comunicação com a professora (essencial) Compartilhe com a professora o que está acontecendo e o histórico de apego seguro de sua filha em casa. Peça que a professora seja uma nova figura de segurança para ela. Sugira que, ao se ausentar, a professora avise a criança de forma clara e simples: "Vou ao banheiro, já volto. Você pode brincar aqui com seus amigos." E, o mais importante, que ela cumpra sempre o retorno prometido, reforçando a confiança. 5.3. Validação emocional em casa Em casa, valide os sentimentos de sua filha. Diga: "Você sentiu medo quando a tia saiu, não foi? Isso é normal. É difícil ficar longe de quem a gente gosta." Evite minimizar os sentimentos com frases como "não chora, não é nada". Em vez disso, ofereça segurança: "A tia sempre volta. Você é segura com ela e com seus amigos." 5.4. Fortalecimento do apego com a professora Incentive a professora a criar momentos de conexão individual com sua filha, como ler uma história só para ela ou brincar de algo que ela goste. Em casa, converse positivamente sobre a professora e a escola: "Sua tia é legal, né? Ela brinca com você." A repetição de experiências positivas e a consistência na presença da professora ajudarão a construir esse novo vínculo de confiança. 5.5. Preparar previamente a criança Use recursos lúdicos para preparar sua filha. Leiam juntos livros sobre ir para a escola, brinquem de "escola" em casa, simulando a chegada, a despedida e o retorno. Isso ajuda a familiarizá-la emocionalmente com a experiência e a processar as separações de forma mais controlada. 6. Brincadeiras para Desenvolver Permanência do Objeto Além das estratégias acima, você pode estimular o desenvolvimento da permanência do objeto em casa através de brincadeiras simples e divertidas. Isso fortalecerá a compreensão de sua filha de que as coisas e pessoas continuam a existir mesmo quando não estão visíveis, o que impacta diretamente sua segurança emocional. 6.1. Jogo do Esconderijo (Peek-a-boo) Idade Apropriada: A partir dos 6 meses, mas pode ser adaptado para crianças maiores. Como Fazer: Cubra seu rosto com as mãos ou um pano e diga "Cadê a mamãe?". Depois, descubra o rosto e diga "Achou!". Varie escondendo-se atrás de um móvel e reaparecendo. Objetivo Cognitivo/Emocional: Reforça a ideia de que você desaparece e reaparece, construindo a confiança no retorno e a representação mental de sua existência mesmo quando não vista. 6.2. Brincar de Esconder Brinquedos Idade Apropriada: A partir de 1 ano e meio. Como Fazer: Esconda um brinquedo favorito de sua filha sob um pano, atrás de uma almofada ou em uma caixa. Peça para ela "achar" o brinquedo. Comece com esconderijos fáceis e aumente a dificuldade gradualmente. Objetivo Cognitivo/Emocional: Ajuda a criança a entender que o objeto continua existindo mesmo quando não está visível, estimulando a busca e a resolução de problemas. 6.3. Caixas de Surpresa Idade Apropriada: A partir de 1 ano. Como Fazer: Coloque um brinquedo dentro de uma caixa e feche-a. Pergunte: "O que tem aqui dentro?". Abra a caixa para revelar o brinquedo. Repita com diferentes objetos. Objetivo Cognitivo/Emocional: Ensina que algo pode estar "escondido" mas ainda presente, reforçando a permanência e a expectativa de que algo bom virá. 6.4. Brincadeira do "Saiu e Voltou" (com pessoas) Idade Apropriada: A partir de 2 anos. Como Fazer: Em casa, diga à sua filha: "Mamãe vai na cozinha e já volta." Saia por alguns segundos e retorne. Aumente o tempo de ausência gradualmente. Você pode pedir para ela esperar sentada ou brincando. Objetivo Cognitivo/Emocional: Simula a situação da escola de forma controlada e segura, permitindo que ela pratique a espera e a confiança no retorno da figura de apego. 6.5. Livros Interativos de Abas Idade Apropriada: A partir de 1 ano. Como Fazer: Utilize livros infantis com abas que escondem personagens ou objetos. Ao levantar a aba, o objeto "reaparece". Objetivo Cognitivo/Emocional: De forma lúdica, reforça a ideia de que algo pode estar escondido e ser revelado, contribuindo para a compreensão da permanência. 6.6. Jogo de Esconder a Mãe (progressivo) Idade Apropriada: A partir de 2 anos. Como Fazer: Comece escondendo-se rapidamente atrás de uma porta e reaparecendo. Depois, diga: "Mamãe vai se esconder e você vai me achar!". Conte até 3 e deixe-a procurar. Comece com esconderijos fáceis e aumente a dificuldade. Objetivo Cognitivo/Emocional: É uma evolução do peek-a-boo, onde a criança assume um papel ativo na busca, fortalecendo a representação mental de que a mãe existe e pode ser encontrada, mesmo quando não está visível. 7. Cronograma de ajuste esperado A adaptação escolar é um processo, não um evento único. Geralmente, podemos observar um padrão: Semanas 1-4 (período atual): Angústia máxima, choro intenso, busca pela figura de apego. Isso é esperado. Semanas 4-8: Redução gradual da angústia com a consistência das rotinas e o estabelecimento de um novo vínculo com a professora. Mês 3 em diante: Aceitação do ambiente escolar, maior interação com colegas e professora, e uma base de segurança mais estabelecida. É importante lembrar que alguns dias podem ser mais difíceis que outros. Isso não é uma regressão, mas sim flutuações normais no processo de adaptação. 8. Sinais de que está evoluindo bem Observe os seguintes sinais de progresso: O choro na despedida diminui em intensidade e duração. Ela começa a explorar as atividades e brincadeiras da escola quando a professora está presente. Menciona a escola ou a professora em casa com um tom menos angustioso, talvez até com entusiasmo. Em casa, ela continua a usar você como "base segura" para depois se afastar e explorar, indicando um apego seguro. Apresenta menos resistência para ir à escola. 9. Quando procurar apoio profissional Se, após 8 a 10 semanas de aplicação consistente dessas estratégias, você notar que: A angústia de separação não diminui ou até se intensifica. Surgem novos sintomas, como recusa alimentar, regressão no sono ou no desfralde, agressividade incomum ou isolamento. A criança não interage com a professora ou colegas em nenhum momento da escola. Há um sofrimento persistente que afeta outras áreas do desenvolvimento. Nesses casos, uma avaliação psicopedagógica ou psicológica pode ser indicada para investigar se há uma ansiedade de separação mais intensa, um apego desorganizado ou outras questões que necessitem de intervenção especializada. 10. Mensagem final Sua filha está em um processo de desenvolvimento saudável e desafiador. O vínculo seguro que você construiu com ela é a base para que ela possa, agora, expandir sua capacidade de confiar em outras pessoas e em novos ambientes. Seu papel é fundamental: ser consistente nas despedidas, validar as emoções dela, trabalhar em parceria com a escola e, acima de tudo, ter paciência e confiança em si mesma e em sua filha. Com apoio consistente e amoroso, ela descobrirá que as separações são seguras e que as pessoas que ela ama sempre voltam. Força! Você está no caminho certo para ajudar sua filha a florescer nesse novo capítulo. Perciliana Pena
Oi! Isso é bem comum nessa fase, principalmente porque ela entrou na escola há pouco tempo e sempre teve vocês como referência principal Esse comportamento mostra mais uma insegurança na separação, não é algo preocupante. Ela ainda está entendendo que a professora sai, mas volta. O ideal é a escola ir trabalhando isso aos poucos, avisando antes de sair e garantindo previsibilidade. Com o tempo e a adaptação, essa reação tende a diminuir. Em casa, vocês podem ajudar reforçando segurança, falando sobre a rotina da escola e que a “tia sempre volta”. Se persistir por muito tempo ou aumentar, aí sim vale observar com mais atenção.
O que você descreve é bastante comum em crianças pequenas no início da adaptação escolar, principalmente quando passaram os primeiros anos quase exclusivamente no ambiente familiar. Nessa idade, a professora acaba se tornando uma figura de referência e segurança emocional dentro da escola. Então, quando ela se afasta — mesmo que rapidamente — sua filha pode sentir como se estivesse “perdendo” essa base de segurança naquele momento. O fato dela não apresentar essa dificuldade em casa é importante, porque mostra que ela consegue explorar ambientes e se afastar das figuras de apego quando se sente segura naquele contexto. A escola ainda é um ambiente relativamente novo emocionalmente para ela. Também é esperado que, após iniciar a escola, algumas crianças fiquem mais “grudadas” nos pais por um período. Isso não significa regressão necessariamente, mas uma necessidade maior de reafirmar vínculo e segurança enquanto passam por essa grande mudança. Se os adultos ficam muito ansiosos ou tentam impedir qualquer choro, a criança pode entender inconscientemente que realmente existe algo perigoso naquela separação. Com o tempo, tendência é que ela vá construindo segurança emocional também dentro da escola. Mas, se isso aumentar muito, persistir por muitos meses ou começar a impactar alimentação, sono, socialização ou bem-estar de forma intensa, vale investigar mais profundamente com a orientação parental e/ou psicopedagogia
Pelo que você descreveu, isso pode estar relacionado ao processo de adaptação escolar e ao vínculo que ela criou com a professora, principalmente por ser a primeira experiência longe da família por um período maior. Nessa idade, algumas crianças demonstram essa insegurança de forma mais intensa, especialmente quando começam a perceber as separações e mudanças na rotina. O fato dela explorar a casa, conseguir ficar em outros ambientes e não apresentar dificuldade importante de separação em casa é um ponto positivo. Esses mamãe mais frequentes também podem ser uma forma de buscar segurança nesse momento novo. O ideal é acolher os sentimentos dela, evitar despedidas longas e transmitir confiança na escola e na professora. Conversar de forma leve sobre como a professora sempre volta também ajuda bastante. Com o tempo e a constância da rotina, a tendência é que ela vá se sentindo mais segura. Mas, caso esse sofrimento aumente muito, permaneça por um longo período ou comece a impactar sono, alimentação e comportamento em outros ambientes, vale procurar um profissional para acompanhar mais de perto.
Compreendo perfeitamente a sua preocupação, mas quero te tranquilizar: o comportamento da sua filha é extremamente compreensível do ponto de vista do desenvolvimento emocional e do processo de adaptação. Para uma criança de 2 anos e 9 meses que sempre esteve no ambiente familiar, a entrada na escola é uma grande transição. Na sala de aula, a professora passou a desempenhar o papel de figura de apego seguro — ela é a 'âncora' que faz a sua filha se sentir protegida longe de você e do pai. Quando a professora precisa sair da sala, a criança ainda não domina a permanência do objeto emocional (a certeza de que a pessoa vai voltar logo) no ambiente escolar. Para ela, a saída da professora gera um sobressalto de desamparo, e a reação física (gritar, derrubar a cadeira e ir atrás) é a resposta do cérebro infantil tentando reestabelecer o contato e a segurança. O fato de ela chamar mais por você em casa também é normal: é o chamado 'reabastecimento emocional' após um período de grande esforço de adaptação. Aqui estão algumas orientações psicopedagógicas e práticas para te ajudar e orientar a escola nesse processo: Estratégia do 'Aviso e Previsibilidade' (Escola): A professora não deve 'escapar' ou sair de fininho. Antes de se ausentar, ela deve se abaixar na altura dos olhos da sua filha, tocar no ombrinho dela e dar uma instrução concreta de tempo: 'A tia vai ali ao banheiro e volta antes de você terminar de pintar esse desenho/contar até 10. O fulano [outro adulto/auxiliar] está aqui cuidando de você'. Objeto de Transição / Objeto de Apego: Envie na mochila um paninho, um ursinho pequeno ou até um objeto seu (como uma xuxinha de cabelo ou uma foto da família em miniatura). Oriente a professora a entregar esse objeto caso precise sair: 'Segura a xuxinha da mamãe/o ursinho enquanto a tia vai ali e já volta'. Isso ajuda a materializar a segurança. Validação e Pontes Verbais: Ao se despedir da sua filha na entrada ou ao conversar sobre a escola, fortaleça a figura da professora como alguém que sempre volta. Exemplo: 'A tia cuida de você na escola e, quando ela sai rapidinho, ela sempre volta para os alunos'. Trabalhar a Permanência em Casa (Brincadeiras): Brincadeiras como esconde-esconde ou esconder brinquedos debaixo da coberta e achar ajudam o cérebro infantil a consolidar a noção de que o que some, volta. Acolhimento sem Punir: O comportamento de derrubar a cadeira e gritar não é pirraça ou falta de limites, é desespero de separação. A escola deve acolhê-la com calma e contenção verbal, sem dar bronca, mas conduzindo-a de volta ao espaço com firmeza carinhosa. Com paciência, previsibilidade e o fortalecimento do vínculo com a equipe escolar, esse comportamento vai diminuir gradativamente à medida que o cérebro dela assimilar a rotina. Você e a escola estão no caminho certo!
Como ela iniciou a escola há pouco tempo e passou a maior parte da vida somente com os pais, essa reação pode estar relacionada ao processo de adaptação e à necessidade de segurança diante da separação. É importante que a escola faça uma adaptação gradual, com uma rotina previsível e estratégias combinadas entre família e professora. Uma avaliação psicopedagógica pode ajudar a compreender como ela está vivenciando esse processo e orientar a família e a escola.
Boa noite! Nesse momento e com relato , dialogar com professora, coordenação escolar e, mesmo consulta com médica pediatra, poderão ajudar.
Olá! Seria interessante procurar um profissional de psicologia, para ajuda-los a entender melhor o motivo do comportamento.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.




