Mulheres autistas com altas habilidades podem ser perfeccionistas?
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Mulheres autistas com altas habilidades podem ser perfeccionistas?
Sim. Autistas quando estão em seu hiperfoco que se interessa muito (que por consequência possa ser o motivo de desenvolver tais habilidades), podem se tornar perfeccionistas, pelo fator de ter a tendência de criar sistemas de organização rígidos e previsíveis dos resultados. Assim entrando no "perfeccionismo", por ter um padrão muito exigente de como as coisas deveriam ser.
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Oi, tudo bem? Essa é uma pergunta excelente — e toca num ponto muito sensível da vivência de muitas mulheres autistas com altas habilidades. Sim, elas podem ser profundamente perfeccionistas, e isso geralmente nasce da combinação entre uma mente altamente analítica, uma percepção detalhista e uma necessidade intensa de coerência interna. O cérebro autista, quando associado a altas habilidades, costuma funcionar como um radar que detecta inconsistências e busca resolver tudo até que “faça sentido”. Só que, quando isso se mistura à autocrítica e à necessidade de aceitação social, o resultado pode ser um perfeccionismo exaustivo.
Muitas dessas mulheres se cobram não apenas para entender o mundo, mas para funcionar bem nele. Querem dominar o que fazem, prever reações, entregar o máximo possível — e ainda assim sentir que nunca é suficiente. É como se a mente dissesse: “se eu for impecável, talvez ninguém perceba o quanto eu me esforço para parecer natural”. Essa lógica, embora compreensível, tende a manter o sistema nervoso em alerta constante, levando a ansiedade, fadiga e até sensação de desconexão de si mesma.
Você já se percebe tentando prever tudo antes que aconteça? Ou se frustrando profundamente quando não atinge o nível de excelência que imaginava? Em que momentos esse perfeccionismo te serve — e em quais ele começa a te afastar da leveza que você gostaria de sentir?
Em terapia, costumamos trabalhar para ressignificar essa busca pela perfeição, entendendo que ela muitas vezes nasceu de um desejo legítimo de pertencimento e segurança. Aos poucos, a pessoa aprende a usar o mesmo potencial cognitivo — a inteligência, a sensibilidade e o foco — a favor do autocuidado, e não apenas da performance. Quando a mente encontra um ritmo mais compassado com o corpo, o perfeccionismo deixa de ser prisão e passa a ser uma força criativa. Caso sinta que esse tema faz sentido para você, posso te ajudar a olhar para ele com mais gentileza e profundidade.
Muitas dessas mulheres se cobram não apenas para entender o mundo, mas para funcionar bem nele. Querem dominar o que fazem, prever reações, entregar o máximo possível — e ainda assim sentir que nunca é suficiente. É como se a mente dissesse: “se eu for impecável, talvez ninguém perceba o quanto eu me esforço para parecer natural”. Essa lógica, embora compreensível, tende a manter o sistema nervoso em alerta constante, levando a ansiedade, fadiga e até sensação de desconexão de si mesma.
Você já se percebe tentando prever tudo antes que aconteça? Ou se frustrando profundamente quando não atinge o nível de excelência que imaginava? Em que momentos esse perfeccionismo te serve — e em quais ele começa a te afastar da leveza que você gostaria de sentir?
Em terapia, costumamos trabalhar para ressignificar essa busca pela perfeição, entendendo que ela muitas vezes nasceu de um desejo legítimo de pertencimento e segurança. Aos poucos, a pessoa aprende a usar o mesmo potencial cognitivo — a inteligência, a sensibilidade e o foco — a favor do autocuidado, e não apenas da performance. Quando a mente encontra um ritmo mais compassado com o corpo, o perfeccionismo deixa de ser prisão e passa a ser uma força criativa. Caso sinta que esse tema faz sentido para você, posso te ajudar a olhar para ele com mais gentileza e profundidade.
Sim, mulheres autistas com altas habilidades podem apresentar um perfeccionismo ainda mais acentuado, pois a combinação entre grande capacidade cognitiva e sensibilidade às falhas intensifica a exigência consigo mesmas. Muitas vezes, elas aprendem desde cedo que são valorizadas pelo desempenho e passam a sustentar uma identidade baseada em corresponder às expectativas, utilizando o perfeccionismo como forma de pertencimento e proteção contra críticas. Com o tempo, isso pode gerar sofrimento, medo de errar e bloqueios. A escuta clínica permite diferenciar o prazer de criar e pensar da obrigação de ser impecável, favorecendo um contato mais saudável com suas potencialidades, algo que se constrói com profundidade em um percurso terapêutico.
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