O hiperfoco em relacionamentos é sempre negativo no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

2 respostas
O hiperfoco em relacionamentos é sempre negativo no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Não necessariamente. O hiperfoco pode ser um sinal de intensidade emocional, não apenas algo negativo, mas quando essa intensidade vira dependência, idealização ou medo extremo de perder o outro, pode gerar sofrimento.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? A sua pergunta toca num ponto delicado, porque quando falamos de TPB, falar de relacionamentos é falar de intensidade. Mas vale esclarecer com calma: o que muitas pessoas chamam de “hiperfoco em relacionamentos” no TPB não é o mesmo hiperfoco observado em TEA ou TDAH. No Borderline, essa concentração emocional numa relação costuma nascer de medo de perda, necessidade de conexão intensa ou dificuldade em regular sentimentos — não de um funcionamento atencional alterado. Então, antes de tudo, é importante separar esses conceitos para não gerar interpretações injustas sobre você ou sobre alguém que você conhece.

Dito isso, essa intensidade afetiva não é necessariamente negativa. Ela pode trazer presença, cuidado e um envolvimento profundo que muitas pessoas descrevem como autêntico. O que pode gerar sofrimento é quando essa intensidade vira uma tentativa silenciosa de garantir segurança emocional, como se a mente dissesse: “se eu ficar totalmente focado nessa pessoa, talvez eu não sinta o risco de perdê-la”. E é aí que surgem conflitos, porque a relação passa a carregar um peso maior do que ela pode sustentar.

Fico curioso sobre como isso aparece para você. Quando se envolve emocionalmente com alguém, percebe que sua atenção se estreita para essa pessoa? Esse movimento acontece mais quando você se sente inseguro(a)? Já notou se essa intensidade vem acompanhada de medo de abandono, ou ela surge mesmo quando a relação está estável? Às vezes, entender o que acende esse “foco emocional” revela muito mais sobre as necessidades internas do que sobre o relacionamento em si.

Se essa intensidade tem causado sofrimento — seja para você ou para a outra pessoa — a terapia pode ajudar a diferenciar desejo de proximidade de medo, construir estratégias de regulação e reorganizar formas de se vincular que respeitem seus sentimentos sem te colocar em espirais dolorosas. E, se você já está em acompanhamento psicológico, vale levar essa questão para o seu terapeuta, que conhece sua história e pode fazer distinções ainda mais precisas.

Se quiser continuar pensando sobre isso, posso te ajudar a aprofundar. Caso precise, estou à disposição.

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