O medo de abandono é um sintoma comum do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Como a autova

4 respostas
O medo de abandono é um sintoma comum do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Como a autovalidação pode ajudar a lidar com esse medo?
 Indayá Jardim de Almeida
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Infelizmente não é possível definir um panorama do que pode ser feito, sem entender a história do sujeito, mas o trabalho psicanalítico em casos como o citado, tem como objetivo ajudar o paciente a construir um contorno para suas emoções e questões. Espero ter ajudado, estou á disposição!

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A autovalidação ajuda a lidar com o medo de abandono ao permitir que a pessoa reconheça e aceite suas próprias emoções como legítimas, em vez de depender exclusivamente da confirmação externa. Quando a pessoa consegue se ouvir, acolher seus sentimentos e dar sentido ao que sente, diminui a urgência de buscar constantemente segurança nos outros. Na psicoterapia, esse processo fortalece a confiança interna, ajuda a reduzir reações impulsivas e a interpretar vínculos de forma mais equilibrada. Com a prática da autovalidação, o medo de abandono ainda existe, mas passa a ser menos avassalador, permitindo relacionamentos mais estáveis e menos dolorosos.
Sim, o medo de abandono é central no TPB.

A autovalidação ajuda porque ensina a pessoa a reconhecer e legitimar suas emoções sem depender exclusivamente da confirmação externa. Ao aprender a dizer para si mesma “o que estou sentindo faz sentido diante da minha história”, ela reduz a urgência de buscar garantias constantes do outro, diminui reações impulsivas e fortalece a sensação interna de segurança.

Com o tempo, isso aumenta a estabilidade emocional e reduz a intensidade do medo de ser deixada.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

O medo de abandono é realmente um dos aspectos mais sensíveis no Transtorno de Personalidade Borderline, e a autovalidação pode ter um papel muito importante nesse processo. Quando a pessoa aprende, aos poucos, a reconhecer e legitimar o que sente, ela começa a depender menos exclusivamente das respostas externas para se sentir segura.

A autovalidação não significa dizer que tudo está certo ou que todas as interpretações são precisas. Ela está mais ligada a reconhecer que a emoção faz sentido dentro da história e da experiência daquela pessoa. Por exemplo, sentir medo diante de um possível afastamento pode ser compreensível, mesmo que a situação atual não represente, de fato, um abandono. Esse reconhecimento já reduz um pouco a intensidade da reação.

Do ponto de vista emocional, isso ajuda a criar um espaço interno mais estável. Em vez de a emoção levar diretamente a uma reação impulsiva ou a uma busca intensa por confirmação, a pessoa começa a desenvolver uma pausa interna, onde consegue nomear o que sente e compreender de onde isso vem. Esse pequeno espaço pode fazer muita diferença na forma como ela se posiciona nos relacionamentos.

Outro efeito importante é a redução da dependência emocional. Quando a validação vem apenas de fora, qualquer sinal de distanciamento pode ser vivido como uma ameaça maior. Com a autovalidação, a pessoa passa a construir uma base interna que não elimina o medo, mas torna possível lidar com ele de forma menos avassaladora.

Talvez faça sentido refletir: quando o medo de abandono aparece, você tende a buscar imediatamente uma resposta do outro ou consegue, em algum momento, reconhecer o que está sentindo antes de agir? Você percebe esse medo mais como algo do presente ou como algo que já esteve presente em outras fases da sua vida? E como você costuma se tratar internamente nesses momentos, com acolhimento ou com crítica?

Desenvolver autovalidação é um processo, não algo que acontece de uma vez. Mas, com o tempo, ela pode se tornar um recurso importante para lidar com esse tipo de medo de forma mais consciente e menos dolorosa.

Caso precise, estou à disposição.

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