. O paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode querer proximidade e rejeitar ao
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. O paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode querer proximidade e rejeitar ao mesmo tempo?
Sim, isso é bastante comum no TPB. A pessoa pode desejar muito a proximidade e, ao mesmo tempo, se afastar ou rejeitar o outro. Isso acontece porque o medo de ser abandonado pode ser tão intenso que leva a uma tentativa de se proteger antes que a dor aconteça. Na terapia, esse padrão é trabalhado para construir relações mais seguras e estáveis.
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Essa dinâmica é conhecida tecnicamente como ambivalência afetiva e é um dos pilares do comportamento no Transtorno de Personalidade Borderline.
O paciente vive um conflito constante entre a necessidade desesperada de afeto e o medo paralisante da rejeição. Quando ele se aproxima e sente que o vínculo está ficando íntimo, o medo de ser abandonado ou "sufocado" pela relação dispara um sinal de alerta. Para se proteger de uma dor futura, ele recua, ataca ou rejeita o outro preventivamente.
É o ciclo do "chegue perto, mas não tanto": a aproximação traz o alívio da solidão, mas também a vulnerabilidade. Por isso, o paciente alterna entre a busca intensa por cuidado e o afastamento repentino, utilizando o distanciamento como uma estratégia de autodefesa para retomar o controle emocional.
A nível técnico, trata-se de um padrão de apego inseguro ambivalente, onde a proximidade é desejada, mas sentida como uma ameaça iminente à integridade do sujeito.
O paciente vive um conflito constante entre a necessidade desesperada de afeto e o medo paralisante da rejeição. Quando ele se aproxima e sente que o vínculo está ficando íntimo, o medo de ser abandonado ou "sufocado" pela relação dispara um sinal de alerta. Para se proteger de uma dor futura, ele recua, ataca ou rejeita o outro preventivamente.
É o ciclo do "chegue perto, mas não tanto": a aproximação traz o alívio da solidão, mas também a vulnerabilidade. Por isso, o paciente alterna entre a busca intensa por cuidado e o afastamento repentino, utilizando o distanciamento como uma estratégia de autodefesa para retomar o controle emocional.
A nível técnico, trata-se de um padrão de apego inseguro ambivalente, onde a proximidade é desejada, mas sentida como uma ameaça iminente à integridade do sujeito.
Na maioria dos casos é isso que acontece. Toda a dinâmica da pessoa com TPB gira em torno do medo irracional do afastamento do outro e o temor de perder a si próprio numa aproximação mais íntima. Essa dinâmica decorre do próprio desenvolvimento emocional dessas pessoas e remonta a experiências infantis de ausências sentidas como ameaçadoras da própria existência e aproximações experienciadas como invasivas e disruptivas. A sensação que o paciente tem é como se o outro detivesse total controle sobre ele e as atuações funcionam como forma de lidar com isso e tentar manter um distanciamento e aproximações ótimos.
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