. O paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode querer proximidade e rejeitar ao

3 respostas
. O paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode querer proximidade e rejeitar ao mesmo tempo?
Sim, isso é bastante comum no TPB. A pessoa pode desejar muito a proximidade e, ao mesmo tempo, se afastar ou rejeitar o outro. Isso acontece porque o medo de ser abandonado pode ser tão intenso que leva a uma tentativa de se proteger antes que a dor aconteça. Na terapia, esse padrão é trabalhado para construir relações mais seguras e estáveis.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
Essa dinâmica é conhecida tecnicamente como ambivalência afetiva e é um dos pilares do comportamento no Transtorno de Personalidade Borderline.
​O paciente vive um conflito constante entre a necessidade desesperada de afeto e o medo paralisante da rejeição. Quando ele se aproxima e sente que o vínculo está ficando íntimo, o medo de ser abandonado ou "sufocado" pela relação dispara um sinal de alerta. Para se proteger de uma dor futura, ele recua, ataca ou rejeita o outro preventivamente.
​É o ciclo do "chegue perto, mas não tanto": a aproximação traz o alívio da solidão, mas também a vulnerabilidade. Por isso, o paciente alterna entre a busca intensa por cuidado e o afastamento repentino, utilizando o distanciamento como uma estratégia de autodefesa para retomar o controle emocional.
​A nível técnico, trata-se de um padrão de apego inseguro ambivalente, onde a proximidade é desejada, mas sentida como uma ameaça iminente à integridade do sujeito.
Na maioria dos casos é isso que acontece. Toda a dinâmica da pessoa com TPB gira em torno do medo irracional do afastamento do outro e o temor de perder a si próprio numa aproximação mais íntima. Essa dinâmica decorre do próprio desenvolvimento emocional dessas pessoas e remonta a experiências infantis de ausências sentidas como ameaçadoras da própria existência e aproximações experienciadas como invasivas e disruptivas. A sensação que o paciente tem é como se o outro detivesse total controle sobre ele e as atuações funcionam como forma de lidar com isso e tentar manter um distanciamento e aproximações ótimos.

Especialistas

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Anna Paula Balduci Brasil Lage

Psicólogo

Rio de Janeiro

Claudia Matias Santos

Claudia Matias Santos

Psicólogo

Rio de Janeiro

Anabelle Condé

Anabelle Condé

Psicólogo

Rio de Janeiro

Paloma Santos Lemos

Paloma Santos Lemos

Psicólogo

Belo Horizonte

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 3541 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.