O paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) “sabe quem ele é”?

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O paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) “sabe quem ele é”?
Oi, é um prazer te ter por aqui.

Frequentemente, não de forma estável. A instabilidade de identidade é um dos núcleos do TPB:

Mudanças rápidas de valores, objetivos e autoconceito.

Sensação de vazio e confusão interna.

Dificuldade em integrar partes contraditórias do self.

Autoimagem que oscila entre idealização e desvalorização.

O paciente sente que “não tem um eu contínuo”, o que gera sofrimento e impulsividade.

Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem? Essa pergunta é muito sensível, porque a resposta não é simplesmente “sim” ou “não”. Muitas pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline sabem quem são em vários aspectos da vida, mas podem ter dificuldade em manter uma sensação estável e integrada de identidade, principalmente em momentos de estresse emocional, rejeição, conflito ou medo de abandono.

No TPB, pode acontecer de a pessoa oscilar na forma como se percebe, no que deseja, no valor que atribui a si mesma e até na maneira como entende seus vínculos. Em um momento, pode se sentir capaz, amada e conectada; em outro, diante de uma frustração, pode se sentir vazia, inadequada, sem valor ou sem direção. Isso não significa fingimento ou falta de personalidade, mas uma instabilidade no senso de identidade que pode gerar bastante sofrimento.

Uma pergunta importante é: essa pessoa consegue reconhecer seus próprios valores, limites e necessidades mesmo quando está com medo de perder alguém? Ou sente que sua identidade muda conforme a aceitação, a rejeição ou a distância do outro? Muitas vezes, o olhar do outro funciona como um espelho muito poderoso, e quando esse espelho parece ameaçado, a pessoa pode sentir que também perde partes de si.

Na terapia, esse trabalho costuma envolver a construção de uma identidade mais contínua, menos dependente das oscilações emocionais e das respostas externas. Aos poucos, a pessoa pode aprender a reconhecer que emoções intensas são estados internos importantes, mas não precisam definir completamente quem ela é. Caso precise, estou à disposição.

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