O que a análise existencial revela sobre a experiência da vítima bullying?

2 respostas
O que a análise existencial revela sobre a experiência da vítima bullying?
Na análise existencial, a vítima de bullying é vista como alguém que sofre uma ruptura em seu senso de valor, liberdade e pertencimento. O sofrimento não se limita à dor emocional causada pelas agressões, mas atinge o núcleo do sentido existencial — a percepção de que sua vida e seu ser têm importância.

Essa experiência pode gerar sentimentos de vazio, isolamento e perda de identidade, pois o olhar do outro — marcado pela rejeição e humilhação — passa a distorcer a própria imagem que a pessoa tem de si.

A análise existencial busca restaurar essa conexão com o próprio sentido, ajudando o indivíduo a compreender que, mesmo diante da dor e da injustiça, ele continua sendo livre para escolher suas atitudes. O processo terapêutico visa resgatar a capacidade de se posicionar de modo autêntico, reconstruir o sentido de valor pessoal e desenvolver uma visão de si que não dependa da aprovação ou julgamento externo.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? A sua pergunta toca num ponto muito profundo, porque a análise existencial não olha para o bullying apenas como um acontecimento doloroso, mas como uma experiência que atravessa a forma como a pessoa passa a existir no mundo. Só vale um cuidado conceitual: a análise existencial não sugere que a vítima “escolhe” ou “participa” da agressão; ela busca compreender o impacto vivido e como isso afeta sentido, liberdade e identidade.

Quando alguém sofre bullying, muitas vezes há uma ruptura silenciosa dentro de si. A análise existencial observa como essa experiência fere o sentimento de pertencimento, confronta a dignidade e pode gerar a sensação de que o próprio valor foi colocado em dúvida. É como se o mundo, por um período, tivesse se tornado um lugar onde a própria existência parecia inadequada. Quando você pensa nessa fase da sua história, o que desse cenário ainda reverbera dentro de você? Em que momentos percebe que aquela sensação antiga tenta se insinuar no presente?

Ao mesmo tempo, essa abordagem busca entender como a pessoa tenta reorganizar o próprio sentido após a violência vivida. Para algumas pessoas, isso gera silêncio. Para outras, um desejo intenso de provar valor. E para outras ainda, um afastamento da própria identidade, quase como se a mente tivesse aprendido a sobreviver diminuindo partes de si. O que você sente que precisou esconder ou reduzir naquela época? E hoje, olhando com alguma distância, que parte sua merecia ter sido vista com mais cuidado?

A análise existencial também revela algo importante: o sofrimento não define quem a pessoa é, mas muitas vezes define como ela passa a se proteger. E é justamente aí que o processo terapêutico encontra espaço para ajudar a reconstruir caminhos, valores e escolhas mais livres da marca que o bullying deixou. Quando você imagina sua versão de hoje caminhando ao lado da versão que sofreu, o que acha que ela precisaria ouvir para lembrar que ainda existe um “eu” inteiro ali dentro?

Se quiser conversar sobre isso de um jeito mais cuidadoso e profundo, esse pode ser um espaço seguro para explorar essas camadas. Caso precise, estou à disposição.

Especialistas

Natalia Ventura

Natalia Ventura

Psicólogo

Cachoeirinha

Gisele de Brito

Gisele de Brito

Psicólogo

Jacareí

Reginaldo Guimarães

Reginaldo Guimarães

Psicólogo

Ourinhos

Shaira Campos Da Silva Ferreira Do Canto

Shaira Campos Da Silva Ferreira Do Canto

Terapeuta complementar

Rio de Janeiro

Dahiane Roberta Alves de Oliveira

Dahiane Roberta Alves de Oliveira

Fisioterapeuta

Cacoal

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 1020 perguntas sobre Psicoterapia
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.