O que a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode fazer quando se sente sozinha ?

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O que a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode fazer quando se sente sozinha ?
Quando a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline se sente sozinha, é importante acolher esses sentimentos sem julgamento e buscar estratégias que promovam conexão e bem-estar emocional. Pode ajudar entrar em contato com alguém de confiança, como um amigo ou familiar, ou envolver-se em atividades que tragam conforto, como ouvir música ou praticar técnicas de respiração e mindfulness. Procurar apoio profissional, como psicoterapia, também é fundamental para aprender formas saudáveis de lidar com a solidão e fortalecer habilidades de regulação emocional. Lembrar-se de que esse sentimento, por mais intenso que pareça, tende a passar, e buscar pequenas ações de autocuidado pode fazer diferença no momento.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? Essa pergunta toca num ponto muito profundo do TPB, porque a sensação de solidão, para quem vive o transtorno, raramente é só “estar sem alguém por perto”. Muitas vezes é um vazio que aparece mesmo em ambientes cheios, como se a mente de repente dissesse “ninguém me alcança por dentro”. Falar sobre isso com cuidado já é parte importante do processo.

Quando alguém com TPB se sente sozinho, o primeiro desafio costuma ser reconhecer o que está acontecendo naquele momento. Às vezes a solidão vem de um gatilho externo, outras vezes surge quando alguma emoção difícil foi ativada e o corpo reage como se estivesse desamparado. O que você percebe que dispara com mais frequência essa sensação na pessoa que motivou sua pergunta? Há momentos do dia em que isso parece mais forte?

Nessas situações, costuma ajudar muito quando a pessoa aprende, na terapia, a identificar o que essa solidão tenta comunicar. Muitas vezes ela está ligada ao medo de ser esquecida, à expectativa de rejeição ou à dificuldade de confiar que o vínculo continua existindo mesmo quando o outro não está disponível naquele segundo. É como se a mente, para se proteger, imaginasse rapidamente todas as perdas possíveis. Você já observou se essa sensação aparece logo depois de algum atrito, silêncio inesperado ou mudança no tom da conversa?

Outra coisa importante é desenvolver pequenas âncoras emocionais que ajudam o corpo a sair do modo de ameaça. Pode ser uma prática breve de atenção plena, um gesto de autocuidado que lembre a pessoa de que ela ainda existe ali dentro, ou até escrever o que está sentindo para organizar a confusão interna. Não resolve tudo, mas traz chão. E com o tempo, essas estratégias começam a fazer a solidão perder um pouco da força paralisante.

Se quiser, podemos explorar o caso específico e entender como essa solidão se manifesta para encontrar caminhos que façam sentido para aquela pessoa. Caso precise, estou à disposição.

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