O que causa ou desencadeia a ansiedade existencial?

2 respostas
O que causa ou desencadeia a ansiedade existencial?
Principais causas e fatores que desencadeiam a ansiedade existencial:

Confronto com a finitude da vida
Reflexões sobre a morte (própria ou de pessoas próximas).
Doenças graves, envelhecimento ou perdas significativas.

Busca de sentido e propósito
Dúvidas sobre a própria missão, contribuições ou legado.
Sentir que a vida perdeu significado ou está “no automático”.

Experiências de liberdade e escolha
A percepção de que somos responsáveis por nossas decisões pode gerar medo de errar ou paralisar diante de muitas possibilidades.

Vivência de isolamento ou solidão
Mesmo cercado de pessoas, o sentimento de que, em última instância, estamos sozinhos em nossas experiências e decisões.

Momentos de transição ou crise
Mudanças de carreira, término de relacionamentos, maternidade/paternidade, aposentadoria.
Situações de incerteza (como crises econômicas, pandemias ou guerras).

Traços pessoais e sensibilidades individuais
Pessoas mais reflexivas, com forte senso crítico ou maior sensibilidade emocional, tendem a sentir mais intensamente essas questões.

Exposição a contextos culturais e sociais
Viver em uma sociedade acelerada, focada em produtividade e consumo, pode acentuar a sensação de vazio ou falta de propósito.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem? A sua pergunta toca num ponto bem delicado, porque a ansiedade existencial não nasce de uma única causa. Ela costuma aparecer quando alguma parte da vida começa a entrar em descompasso com aquilo que você sente, deseja ou acredita. É como se a mente percebesse que algo está “fora do lugar” e respondesse com inquietação, mesmo que externamente tudo pareça normal. Esse tipo de ansiedade é menos sobre perigo real e mais sobre significado.

Ela pode ser desencadeada por momentos de transição, como mudanças importantes, perdas, início ou fim de ciclos, desafios profissionais ou até situações em que você se confronta com a própria liberdade de escolher. Também é comum surgir quando você sente que está vivendo no automático, sem conexão com o que realmente importa. Já reparou se essa angústia aparece depois de pensamentos sobre o futuro ou em momentos da noite, quando o silêncio deixa tudo mais intenso?

Outra coisa que contribui bastante é a alta sensibilidade emocional. Pessoas que refletem muito sobre a vida, que percebem nuances, que têm consciência das próprias emoções, costumam sentir o impacto dessas perguntas de forma mais profunda. Quando essa angústia chega, ela tenta avisar que alguma necessidade interna está sendo ignorada. Se você fosse traduzir essa ansiedade em um pedido, qual você acha que seria? E o que essa inquietação revela sobre o que você tem evitado olhar?

Na terapia, exploramos justamente essa raiz. Não para “eliminar” a ansiedade existencial, mas para entender o que ela está tentando mostrar. Quando você aprende a escutar essa angústia sem se perder nela, ela perde o tom de ameaça e passa a funcionar quase como uma bússola. Se estiver sentindo que esse movimento tem ficado pesado, posso te ajudar a compreender melhor o que está acontecendo aí dentro. Caso precise, estou à disposição.

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