O que difere o ciúme no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) do ciúme "normal"?

3 respostas
O que difere o ciúme no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) do ciúme "normal"?
 Zeila Sliozbergas
Psicanalista, Psicólogo
Rio de Janeiro

Pessoas com TPB tendem a serem intensas e voláteis, o medo de serem abandonadas, promove mais instabilidade nas relações. Podem hiper valorizar uma pessoa de seu ciclo e alterar para desvalorização. Dando importância a pequenas situações que podem não ser significativas. O ciúme pode criar um situação de controle intensificando a ansiedade, levando por vezes a percepções paranoides, de delírio de ciúme. Nestes casos as pessoas envolvidas devem procurar ajuda, buscando a terapia de casal, para entender o ciclo instável entre amor, ciúme, perdão, repetidamente.

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O ciúme é uma emoção comum nas relações humanas, mas no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ele tende a se manifestar de forma mais intensa. Enquanto o ciúme “normal” está ligado ao medo momentâneo de perder alguém importante, no Transtorno de Personalidade Borderline esse sentimento costuma vir acompanhado de uma angústia profunda de abandono e de uma dificuldade em regular as emoções.
A pessoa pode interpretar pequenas situações como sinais de rejeição, reagindo com impulsividade, desconfiança ou comportamentos de controle. Essas reações não nascem de falta de amor, mas de um medo intenso de ser deixado ou não ser suficientemente valorizado.
Com acompanhamento psicológico e, em alguns casos, psiquiátrico, é possível aprender a reconhecer esses sentimentos e desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com eles.
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o ciúme se diferencia do ciúme “normal” principalmente pela intensidade, frequência e dificuldade de controle. Ele surge de forma desproporcional, muitas vezes diante de situações ambíguas ou sem ameaça real, e está ligado a medo intenso de abandono ou rejeição, insegurança profunda e instabilidade emocional. Ao contrário do ciúme comum, que é episódico e geralmente controlável, o ciúme no TPB pode gerar impulsividade, conflitos interpessoais significativos e sofrimento intenso, exigindo estratégias de regulação emocional mais estruturadas.

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