O que é atenção compartilhada no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
3
respostas
O que é atenção compartilhada no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Olá, atenção compartilhada é a capacidade de dividir o foco de atenção com outra pessoa em torno de um mesmo objeto, evento ou situação. Por exemplo: quando uma criança aponta para um brinquedo e olha para o adulto para se certificar de que ele também está vendo — isso é atenção compartilhada. No Transtorno do Espectro Autista (TEA), essa habilidade costuma estar prejudicada ou se desenvolver mais tarde, o que pode dificultar a interação social e a comunicação. A criança pode até perceber o objeto, mas não busca compartilhar aquele momento com o outro — não olha, não aponta ou não responde ao olhar e gesto do adulto.
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
Oi, tudo bem?
A atenção compartilhada é um dos pilares da comunicação humana — é o momento em que duas pessoas concentram a atenção no mesmo objeto, pessoa ou situação, trocando olhares e expressões como quem diz: “olha isso comigo”. No desenvolvimento típico, esse gesto começa cedo, por volta dos 9 a 12 meses, e serve como base para aprender, se conectar e construir vínculos.
No Transtorno do Espectro Autista, essa habilidade pode se desenvolver de forma diferente. A criança pode até perceber o objeto, mas ter mais dificuldade em coordenar o olhar com o outro ou em perceber o interesse compartilhado. Não é falta de vontade de se relacionar, mas uma diferença na forma como o cérebro processa os sinais sociais. Na neurociência, entende-se que áreas ligadas à percepção social e à integração entre visão e emoção funcionam de maneira distinta no autismo, o que afeta o reconhecimento espontâneo desses “convites para compartilhar atenção”.
Essa diferença impacta o aprendizado e as relações, porque é pela atenção compartilhada que a criança descobre o sentido social das coisas — por exemplo, entender que apontar para algo é uma forma de dizer “olha o que eu achei!”. Quando o adulto reconhece e valoriza as tentativas da criança, mesmo que pequenas, está ajudando o cérebro dela a criar pontes emocionais e comunicativas.
Você já percebeu se a criança demonstra interesse em algo e tenta mostrar, mesmo que de forma sutil? Ou se reage quando alguém olha para o mesmo ponto que ela? Esses momentos são preciosos e podem ser o início de uma bela construção de vínculo e comunicação.
Quando sentir que é o momento, a terapia pode ajudar a fortalecer essas trocas, respeitando o ritmo da criança e celebrando cada avanço como parte do seu processo de conexão com o mundo.
A atenção compartilhada é um dos pilares da comunicação humana — é o momento em que duas pessoas concentram a atenção no mesmo objeto, pessoa ou situação, trocando olhares e expressões como quem diz: “olha isso comigo”. No desenvolvimento típico, esse gesto começa cedo, por volta dos 9 a 12 meses, e serve como base para aprender, se conectar e construir vínculos.
No Transtorno do Espectro Autista, essa habilidade pode se desenvolver de forma diferente. A criança pode até perceber o objeto, mas ter mais dificuldade em coordenar o olhar com o outro ou em perceber o interesse compartilhado. Não é falta de vontade de se relacionar, mas uma diferença na forma como o cérebro processa os sinais sociais. Na neurociência, entende-se que áreas ligadas à percepção social e à integração entre visão e emoção funcionam de maneira distinta no autismo, o que afeta o reconhecimento espontâneo desses “convites para compartilhar atenção”.
Essa diferença impacta o aprendizado e as relações, porque é pela atenção compartilhada que a criança descobre o sentido social das coisas — por exemplo, entender que apontar para algo é uma forma de dizer “olha o que eu achei!”. Quando o adulto reconhece e valoriza as tentativas da criança, mesmo que pequenas, está ajudando o cérebro dela a criar pontes emocionais e comunicativas.
Você já percebeu se a criança demonstra interesse em algo e tenta mostrar, mesmo que de forma sutil? Ou se reage quando alguém olha para o mesmo ponto que ela? Esses momentos são preciosos e podem ser o início de uma bela construção de vínculo e comunicação.
Quando sentir que é o momento, a terapia pode ajudar a fortalecer essas trocas, respeitando o ritmo da criança e celebrando cada avanço como parte do seu processo de conexão com o mundo.
Olá!
A atenção compartilhada é a habilidade de duas ou mais pessoas direcionarem a atenção para o mesmo objeto, evento ou situação, de forma consciente e conjunta, com a intenção de compartilhar a experiência. Ela envolve comportamentos como apontar, seguir o olhar do outro, alternar o olhar entre um objeto e uma pessoa e demonstrar interesse em dividir o foco da atenção. Essa habilidade é fundamental para o desenvolvimento da comunicação, da linguagem e das interações sociais, pois permite que as pessoas aprendam umas com as outras e construam vínculos sociais
A atenção compartilhada é a habilidade de duas ou mais pessoas direcionarem a atenção para o mesmo objeto, evento ou situação, de forma consciente e conjunta, com a intenção de compartilhar a experiência. Ela envolve comportamentos como apontar, seguir o olhar do outro, alternar o olhar entre um objeto e uma pessoa e demonstrar interesse em dividir o foco da atenção. Essa habilidade é fundamental para o desenvolvimento da comunicação, da linguagem e das interações sociais, pois permite que as pessoas aprendam umas com as outras e construam vínculos sociais
Especialistas
Perguntas relacionadas
- Quais são as principais características dos transtornos do espectro autista?
- Quais são as áreas de dificuldade para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
- O que é cognição social no contexto do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
- O que é a Teoria da Mente e como ela se relaciona com o autismo?
- Quais são os aspectos comportamentais marcantes que as pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) desenvolvem?
- Qual tipo de comportamento sensorial pode ser observado em uma pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
- O que se reconhece atualmente sobre as habilidades cognitivas em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
- Por que as pessoas autistas podem parecer indiferentes às emoções dos outros?
- Como o autismo afeta a interação e a comunicação social?
- Quais são os comportamentos sensoriais atípicos no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Você quer enviar sua pergunta?
Nossos especialistas responderam a 1165 perguntas sobre Transtorno do Espectro Autista
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.