O que os testes projetivos dizem sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

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O que os testes projetivos dizem sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
Os testes projetivos não diagnosticam o Transtorno do Espectro Autista, mas ajudam a compreender o funcionamento subjetivo da pessoa. Podem indicar formas particulares de percepção, processamento emocional, comunicação simbólica e vínculo com o outro, aspectos que nem sempre aparecem em instrumentos objetivos. Seu valor está em ampliar a leitura clínica e orientar o acompanhamento terapêutico, sempre integrados a uma avaliação psicológica completa.

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 Thatiane Torres
Psicólogo, Psicanalista
Guarulhos
Essa é uma questão bem importante e que gera muita dúvida. No Transtorno do Espectro Autista (TEA), os testes projetivos — aqueles em que a pessoa interpreta desenhos ou manchas, por exemplo — não são usados para dar o diagnóstico em si. O autismo é um transtorno do neurodesenvolvimento, então o diagnóstico é clínico e baseado no comportamento e na história de vida.
​Onde esses testes entram, então? Eles podem ser úteis para entender como a pessoa se sente, como ela lida com as emoções e como percebe o mundo ao seu redor. Ou seja, eles ajudam a 'colorir' o laudo, trazendo informações sobre a personalidade e a saúde mental do paciente, mas não substituem as escalas específicas e os testes neuropsicológicos que medem a comunicação e a interação social.
​O diagnóstico de TEA é como um quebra-cabeça, e os testes projetivos são apenas uma das peças que ajudam o profissional a ter uma visão mais completa do ser humano que está ali, para além do diagnóstico. Espero ter esclarecido!
Os testes projetivos podem ajudar a compreender aspectos emocionais, forma de percepção e organização do pensamento em pessoas com TEA.

Eles contribuem para ampliar a compreensão do funcionamento psicológico, mas não são utilizados isoladamente para diagnóstico.

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