O que define o Masking especificamente no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

4 respostas
O que define o Masking especificamente no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
 Clarice Tognocchi
Psicólogo, Psicanalista
Sorocaba
O Masking é um esforço realizado para se adequar ao meio, uma tentativa de se adequar ao padrão neurotípico, como se esforçar para olhar nos olhos, para rir com piadas, utilizar entonações e expressões faciais, por exemplo. Exige um automonitoramento constante, sendo exaustivo e demandando um alto custo emocional e cognitivo.

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No TEA, o masking é o esforço de esconder, disfarçar ou compensar características autistas para se adaptar socialmente. A pessoa pode imitar expressões, forçar contato visual, controlar movimentos, ensaiar falas ou esconder desconfortos sensoriais. Embora possa ajudar na aceitação social em alguns contextos, também costuma gerar exaustão, ansiedade e sensação de não poder ser quem realmente é.
No Transtorno do Espectro Autista (TEA), o masking (ou camuflagem) é a estratégia consciente ou inconsciente de suprimir comportamentos autistas naturais — como estereotipias (stimming), desconforto sensorial e interesses intensos — e simultaneamente performar comportamentos sociais neurotípicos, forçando contato visual, usando roteiros ensaiados e imitando expressões para se ajustar ao ambiente. Embora permita evitar bullying e rejeição social, esse esforço contínuo de monitoramento e atuação consome imensa energia mental, levando a consequências graves como exaustão crônica (burnout autista), ansiedade, depressão, perda da identidade e atraso no diagnóstico.
O masking no TEA acontece quando a pessoa tenta esconder ou adaptar características do autismo para se encaixar socialmente, como imitar comportamentos, controlar expressões ou “ensaiar” interações sociais.

Embora muitas vezes seja uma forma de adaptação, isso pode gerar grande desgaste emocional e aumentar ansiedade e sensação de exaustão.

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