O que pode ser feito para ajudar pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e sensibil

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O que pode ser feito para ajudar pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e sensibilidade sensorial?
 Caroline Gandara
Psicólogo
Rio de Janeiro
Para ajudar quem tem TPB e sensibilidade sensorial, é importante combinar estratégias emocionais e sensoriais: uso de técnicas da DBT para regulação emocional, criar ambientes mais calmos e previsíveis, reduzir estímulos desencadeantes e trabalhar com terapia ocupacional para ajustar a resposta aos sentidos.

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 Renata Santoro
Psicólogo, Psicanalista
Taubaté
Como ajudar pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline e sensibilidade sensorial

A sensibilidade sensorial no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) exige intervenções que não fiquem apenas no campo do “proteger” ou “amenizar” estímulos. É preciso criar estratégias que ajudem a pessoa a ampliar sua capacidade de lidar com a intensidade, transformando a sensibilidade em recurso, e não apenas em vulnerabilidade.

No campo psicanalítico, isso significa trabalhar para que o paciente reconheça como suas reações sensoriais estão ligadas à sua história emocional e à forma como seu corpo aprendeu a responder ao ambiente. Ao identificar esses padrões, é possível deslocar a relação com o estímulo: o que antes desencadeava fuga ou explosão pode se tornar experiência passível de elaboração.

Além disso, recursos criativos e corporais — como arte, escrita, movimento ou técnicas de percepção — podem servir como pontes para traduzir o excesso sensorial em linguagem simbólica, favorecendo uma integração entre corpo e mente. O objetivo não é “blindar” a pessoa do mundo, mas possibilitar que ela habite esse mundo com maior presença e menos medo do impacto que ele possa causar.

O tratamento, nesse sentido, convida o paciente a atravessar, em vez de evitar, a intensidade dos estímulos. Isso abre espaço para que ele experimente novas formas de se autorregular, fortalecendo sua identidade e expandindo sua liberdade de escolha diante das situações da vida.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

Quando uma pessoa com transtorno de personalidade borderline também apresenta sensibilidade sensorial, o ponto central costuma ser compreender como o ambiente, o corpo e as emoções estão interagindo naquele momento. Em situações de muito estímulo, como barulho, excesso de pessoas, luz intensa ou conflitos emocionais, o sistema nervoso pode ficar sobrecarregado. O cérebro entra em estado de alerta e a regulação emocional pode ficar mais difícil, o que às vezes aumenta irritação, ansiedade, impulsividade ou necessidade de se afastar do ambiente.

Uma das formas mais úteis de ajudar é identificar quais situações costumam funcionar como gatilho para essa sobrecarga. Algumas pessoas percebem que certos ambientes sociais, discussões intensas ou períodos de cansaço aumentam muito a sensibilidade aos estímulos. Quando esses sinais começam a aparecer, pequenas mudanças no ambiente podem ajudar o organismo a se reorganizar, como diminuir estímulos, fazer pausas ou se afastar temporariamente de situações muito intensas.

Também costuma ser importante que familiares ou pessoas próximas compreendam que essas reações não são simplesmente “exagero” ou falta de controle. Muitas vezes o cérebro está tentando lidar com uma combinação de estímulos emocionais e sensoriais ao mesmo tempo. Você percebe se existem ambientes ou situações específicas que parecem esgotar sua energia emocional mais rapidamente? Quando isso acontece, seu corpo costuma dar algum sinal antes, como irritação crescente, tensão ou sensação de saturação mental? E o que normalmente ajuda mais nesses momentos: reduzir estímulos, ficar em silêncio por um tempo ou mudar de ambiente?

A psicoterapia pode ajudar bastante a mapear esses gatilhos e desenvolver formas mais seguras de regulação emocional e sensorial. Em alguns casos, quando há muita sensibilidade ao ambiente ou dúvidas diagnósticas, também pode ser útil uma avaliação complementar com psiquiatra ou neuropsicólogo para aprofundar essa compreensão. Caso precise, estou à disposição.

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