O que pode ser feito para estimular a neuroplasticidade no processo de luto?
O que pode ser feito para estimular a neuroplasticidade no processo de luto?
6 respostas
Na TCC, para estimular a neuroplasticidade no luto, são indicadas práticas como: reestruturação cognitiva (mudança de pensamentos disfuncionais), atividades prazerosas, exercícios físicos, meditação, rotinas saudáveis e aprendizado de novas habilidades. Tudo isso ajuda o cérebro a se adaptar e criar novas conexões.
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A neuroplasticidade no processo de luto, pode ser reestruturada de várias maneiras diferentes, aqui irei apresentar 3 possibilidades. De maneira geral, para haver reconstrução de significado e integração é necessário que eventualmente nós revisitarmos memórias dolorosas de forma segura, confrontando-as com experiências que tragam alívio ou conforto, permitindo que seu cérebro reconstrua essas lembranças de maneira menos dolorosa. Também é comum que o estresse vinculado a perda esteja cristalizado em seu corpo, por isso exercícios suaves, respiração, movimentos conscientes ajudam a liberar tensões e regular o sistema nervoso. O mais importante de tudo isso é dar significado à perda, expressando sentimentos, contando sua história e refletindo sobre novas formas de se relacionar com a vida. Buscar uma terapia focada no luto pode te ajudar em tudo isso.
O cérebro humano possui a capacidade de se reorganizar e formar novas conexões, o que significa formar novas respostas aos estímulos e situações da vida. A neuroplasticidade leva às transformações que acontecem com o tempo na relação da pessoa com o luto, amenizando e dando lugar para essa dor tão difícil que é a perda de alguém importante. Existem algumas formas de favorecer a neuroplasticidade durante o luto, e a principal delas é o acompanhamento psicológico para elaboração da perda, somado ao apoio de sua rede de amigos e familiares. É importante também, ter momentos ao longo do dia para a respiração consciente, que fortalece as redes neurais ligadas à calma e à autorregulação. Ainda, outra possibilidade é a realização de atividades criativas de expressão e movimento do corpo. Além de práticas espirituais que tragam mais sentido à experiência. Mas, lembro que cada pessoa vai viver a experiência da dor de maneira muito singular, e vai possuir necessidades específicas, que devem ser respeitadas, com paciência e acolhimento.
O EMDR (Dessensibilização e Reprocessamento por Movimentos Oculares) é uma abordagem terapêutica capaz de ajudar pessoas enlutadas a lidar com as memórias dolorosas, especialmente as que ficaram “presas” no sistema nervoso. A estimulação bilateral, permite ao cérebro reprocessar essas lembranças sem apagá-las da memória. A psicoterapia ajuda o paciente a ressignificar suas perdas, fortalecendo seus recursos internos como sensação de segurança, autocontrole e capacidade de seguir em frente, respeitando o tempo individual para vivenciar o luto.
A neuroplasticidade se favorece com repetição e experiências novas. No luto, isso pode incluir: reconstruir rotinas (mesmo que bem simples), manter o básico de sono e alimentação, praticar atividade física, retomar vínculos sociais e buscar novas referências de sentido. Também ajudam práticas que regulam o sistema nervoso (respiração lenta, mindfulness) e, quando necessário, terapia: a exposição gradual a lembranças e a ressignificação de crenças podem apoiar essa reorganização. Se estiver muito difícil fazer mudanças sozinho(a), vale buscar ajuda profissional.
no luto, estimular a neuroplasticidade não significa “superar rápido”, mas favorecer novas formas de adaptação diante de uma vida que mudou. isso pode acontecer por meio de rotina possível, sono, alimentação, movimento corporal, vínculos seguros, expressão emocional e experiências que ajudem a pessoa a reconstruir referências. o cérebro se reorganiza a partir de repetição, vínculo e sentido. por isso, o cuidado precisa ser gradual, não forçado.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.
