Perdi,meu primogênito de 8 anos para o cancer, glioma .hoje faz 20 dias da sua partida, lutamos des

7 respostas
Perdi,meu primogênito de 8 anos para o cancer, glioma .hoje faz 20 dias da sua partida, lutamos des de seus 21 dias de vida diagnóstico de leucemia congênita, recaida da doença há 6 anos,quando acreditávamos que tínhamos vencido ,o diagnóstico de glioma em,doença causada pelo tratamento da leucemia, como lidar com essa perda tão dolorosa?,depois de tanta luta, des de bebe,e agora super ativo,estudioso criança amada por todos. como aceitar essa partida?como seguir adiante?
Essa dor não é apenas luto, é exaustão emocional acumulada por anos de batalha. Vocês não perderam apenas um filho, perderam um projeto de futuro construído com muito esforço, esperança e amor. O corpo e a mente ainda estão em estado de choque. Nos primeiros dias e semanas, não existe “lidar bem”, existe sobreviver emocionalmente. Chorar, sentir vazio, revolta, confusão ou anestesia são respostas normais diante de uma perda dessa magnitude.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
 Mariana Vieira
Psicólogo
Jundiaí
Olá! Sinto muito pela sua perda. Em situações de luto tão intensas, pode ser muito difícil vivenciar esse momento sem algum tipo de apoio especializado. Contar com um acompanhamento pode oferecer um espaço de escuta e cuidado, no qual a dor possa ser acolhida sem pressa e sem exigências de superação, tornando possível encontrar alguma sustentação e amparo para atravessar um momento tão difícil, pelo tempo que for necessário.
Boa tarde! Sinto muito… muito mesmo. Perder um filho já é algo que fere a alma de um jeito impossível de explicar — e no seu caso, depois de anos de luta desde os primeiros dias de vida, isso ganha um peso ainda mais profundo. Não é “só” o luto pela morte. É o luto pela história inteira de coragem, esperança, exaustão, vitórias parciais, recaídas, fé… e pelo futuro que vocês sonharam juntos. O que você está vivendo não é apenas tristeza. É um abalo existencial. É o seu corpo, sua mente e seu coração tentando entender algo que não faz sentido. Procure ajuda de um psicólogo para tratar esta dor.
Olá, boa tarde.

O luto é um processo com começo meio e fim. Pode parecer nesse momento que nunca vai acabar em sua vida, mas com o devido cuidado, irá. O que mais costumo recomendar é que você sinta o que precisa sentir. Pode parecer cansativo diante de tantas emoções que deva estar passando, mas o sentimento de perda precisa ser sentido em sua totalidade para que esse sentimento consiga estar sob controle.

Converse com pessoas sobre sua perda, o que o câncer de seu filho te fez e faz sentir. Fale bastante, veja fotos, tenha lembranças. Sinta o que precisa sentir. Pode ser tristeza, mas também culpa, raiva, inveja, alegria. Qualquer emoção que passar por você.

Se precisar de ajuda, me coloco a disposição para te ajudar nesse processo.
Sinto muito pela perda do seu filho. Não há palavras que deem conta de uma dor como essa. Perder um filho, depois de tantos anos de luta, de cuidados desde o início da vida, de esperanças renovadas e novamente atravessadas pela doença, é algo devastador. O que você está vivendo não é apenas um luto, é um luto atravessado por exaustão, por amor, por injustiça e por uma história de muita entrega. Lidar com essa dor não significa aceitar no sentido de concordar ou achar que faz sentido. Aceitar, nesse momento, pode ser apenas reconhecer que a perda aconteceu e que ela dói. É natural que tudo pareça sem chão, que a vida perca o sentido e que o futuro fique nebuloso. Não existe um jeito certo de viver esse luto, nem um tempo determinado. Chorar, sentir revolta, saudade, vazio, culpa, cansaço ou até momentos de anestesia são reações humanas diante de uma perda tão profunda. Seguir adiante não é esquecer, nem deixar de amar, nem ser forte o tempo todo. Seguir adiante, aos poucos, pode significar permitir-se sentir, não atravessar isso sozinha, se apoiar nas pessoas próximas, aceitar ajuda, falar do seu filho, da história dele, da luta dele e do amor que vocês construíram. Buscar apoio psicológico pode ser muito importante para ter um espaço seguro onde você não precise se conter, se explicar ou se apressar. Você merece acolhimento, cuidado e tempo. Você não precisa dar conta de tudo agora. Um dia de cada vez, um passo de cada vez, com apoio, com presença e com muita gentileza consigo mesma.
Não tenha pressa. Lembre-se de que você tem o direito de viver a perda: chorar, lembrar, sentir... Ninguém pode tirar esse momento de você, ou diminuir sua dor, ela merece espaço e acolhimento. Caso seja muito intenso e por um tempo prolongado, se estiver com muita dificuldade para as tarefas do dia a dia (como trabalho, estudos, família) então é interessante considerar o início da psicoterapia. Espero ter te ajudado ao menos um pouco. Meus sentimentos pela sua perda.
Não existe uma forma única, correta ou esperada de lidar com uma perda como essa. O luto não é um processo linear, nem um conjunto de etapas que se cumprem até um “fim”. Na perspectiva existencial, o luto é uma experiência vivida, singular, que se dá no modo como essa ausência passa a habitar o mundo de quem ficou.

A morte rompe não apenas um vínculo, mas também projetos, expectativas, sentidos construídos ao longo dos anos. Aceitar essa partida não significa concordar com ela, compreendê-la racionalmente ou deixar de sentir dor. Muitas vezes, “aceitar” é apenas reconhecer que algo irreversível aconteceu e que a vida, tal como era antes, não existe mais. Seguir adiante não é esquecer, nem substituir, nem deixar esse filho para trás, é aprender, aos poucos e no próprio tempo, a existir em um mundo onde ele não está fisicamente, mas continua presente na história, na memória, no corpo e nos afetos.

Algumas perdas não se fecham; elas se transformam. A dor pode mudar de forma, de intensidade, de lugar, mas o vínculo permanece. Permitir-se sentir (tristeza, raiva, culpa, vazio, saudade, até mesmo amor) é parte desse processo. Não apressar o tempo, não se cobrar força, não tentar “funcionar” como antes são formas legítimas de cuidado consigo.

Nesse caminho, um processo terapêutico pode ser um espaço potente para sustentar essa travessia. Um lugar onde a dor não precise ser explicada, resolvida ou normalizada; onde seja possível dar palavras ao indizível, reconhecer ambivalências, revisitar sentidos e, sobretudo, ser acompanhada na construção de um modo possível de seguir existindo após uma perda tão profunda. Não para apagar a dor, mas para não atravessá-la sozinha.

Especialistas

Patrícia Penrabel

Patrícia Penrabel

Psicólogo

Campo Grande

João Crivoi

João Crivoi

Psicanalista

Vinhedo

Thalita Daoualibi de Ricchezza

Thalita Daoualibi de Ricchezza

Psicólogo

Itajaí

Maria Alice Lazzarotto de Freitas

Maria Alice Lazzarotto de Freitas

Psicólogo

São Carlos

Diane Barranco

Diane Barranco

Psicólogo

Brasília

Renata Camargo

Renata Camargo

Psicólogo

Camaquã

Perguntas relacionadas

Você quer enviar sua pergunta?

Nossos especialistas responderam a 82 perguntas sobre Processos de luto
  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.