O que são meltdowns e shutdowns no contexto do autismo?

2 respostas
O que são meltdowns e shutdowns no contexto do autismo?
Dra. Janilda Reis
Psicólogo
Jaboatão Dos Guararapes
Meltdowns e shutdowns são respostas que podem informar que a pessoa autista está sobrecarregada. São respostas ao excesso de estresse, estímulo sensorial ou emocional. Essas respostas se dão de formas diferentes: no meltdown ocorre uma explosão externa de sobrecarga; ao passo que no shutdowns, o corpo e a mente entram em colapso interno, havendo um retraimento externo para o corpo se proteger.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
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Os meltdowns e shutdowns são reações intensas do sistema nervoso diante de uma sobrecarga emocional ou sensorial — algo que o cérebro interpreta como “demais para lidar agora”. Eles não são birras, nem fraqueza emocional; são respostas legítimas de um organismo que atingiu seu limite de processamento.

O meltdown acontece quando essa sobrecarga transborda para fora. A pessoa pode chorar, gritar, sentir o corpo agitado ou precisar se afastar rapidamente de um ambiente. É como se o cérebro dissesse: “preciso descarregar essa energia para não implodir por dentro”. Já o shutdown é o movimento oposto: a energia se recolhe. A pessoa pode ficar em silêncio, desligar emocionalmente, evitar contato visual ou parecer “ausente”. Nesse caso, o sistema nervoso entra num modo de proteção, quase como se tentasse se esconder para se recompor.

Essas reações são comuns porque o cérebro autista tende a processar estímulos de forma mais intensa. Sons, luzes, emoções, interações sociais — tudo pode chegar amplificado. Quando não há tempo ou espaço para regular esse excesso, o colapso acontece. Você já percebeu o que costuma anteceder esses momentos? Que sinais seu corpo dá antes de chegar ao limite? E o que costuma ajudar quando o mundo parece barulhento demais? Essas respostas são chaves importantes no processo de autoconhecimento e autorregulação.

Na terapia, trabalhamos para reconhecer esses sinais precoces, desenvolver estratégias de acolhimento e criar ambientes que respeitem o ritmo do cérebro — para que ele não precise “explodir” ou “desligar” para se proteger.
Caso precise, estou à disposição.

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