O que significa o esquecimento para a psicanálise?

O que significa o esquecimento para a psicanálise?

39 respostas


Na psicanálise, o esquecimento não é apenas uma falha de memória, mas um aspecto com significados mais profundos. Freud entendeu o esquecimento como um mecanismo de defesa do inconsciente para reprimir conteúdos que causam angústia ou desconforto. Ou seja, memórias dolorosas, conflitos internos ou desejos reprimidos podem ser “esquecidos” como uma forma de autopreservação. Além disso, o esquecimento pode estar ligado a lapsos e atos falhos, expressões do inconsciente que revelam aquilo que tentamos evitar. No contexto da terapia, investigar esses esquecimentos pode ajudar o indivíduo a compreender melhor seus sentimentos, traumas e bloqueios, permitindo um maior autoconhecimento e elaboração emocional.

Alice Ferraz

Alice Ferraz

Psicanalista

Rio de Janeiro

Agendar consulta

Obtenha respostas com a consulta online

Precisa do conselho de um especialista? Agende uma consulta online: receba todas as respostas sem sair de casa.


Na Psicanálise, o esquecimento não é apenas algo aleatório, como quando perdemos as chaves ou esquecemos um nome. Muitas vezes, ele tem um motivo mais profundo. Freud dizia que esquecemos certas coisas porque, no fundo, nosso inconsciente quer afastá-las – geralmente porque são dolorosas, desconfortáveis ou entram em conflito com o que acreditamos sobre nós mesmos. É como se a mente tivesse um sistema de defesa, empurrando para longe memórias, emoções ou desejos difíceis de lidar. Isso pode acontecer com traumas, experiências marcantes ou até com pequenos detalhes do dia a dia que, de alguma forma, tocam em algo sensível para nós. Por isso, na terapia psicanalítica, explorar esses “esquecimentos” pode revelar muito sobre o que está guardado no inconsciente e ajudar no processo de autoconhecimento.

Rafael Haddad

Rafael Haddad

Psicanalista

Niterói

Agendar consulta

A amnésia infantil que protege-nos de todas as situações angustiantes e traumaticas que aconteceram na infancia, é algo natural e benefico para o psiquismo do bebe, os demais acontecimentos ficam registrados os com maiores picos de tensão, a nossa memoria consciente é relativamente pequena segundo o que vivemos e esquecemos.


Para a psicanálise, o esquecimento não é simplesmente um fenômeno biológico ou uma falha da memória, mas um mecanismo psíquico com significado profundo. Freud, em A Psicopatologia da Vida Cotidiana (1901), mostrou que esquecemos não apenas por acaso, mas porque há um conflito inconsciente por trás desse esquecimento. Algumas interpretações do esquecimento na psicanálise: 1. Repressão – O esquecimento pode ser um ato de recalcamento, no qual a mente empurra para o inconsciente aquilo que é doloroso, vergonhoso ou proibido. É uma forma de defesa psíquica contra conteúdos que causariam angústia. 2. Retorno do reprimido – Paradoxalmente, o que foi esquecido pode voltar de maneira distorcida, como lapsos de memória, atos falhos ou sintomas neuróticos. Isso mostra que o inconsciente nunca esquece de verdade, apenas disfarça o conteúdo indesejado. 3. Esquecimento como resistência – Quando alguém esquece de um compromisso, um nome ou um conceito importante, pode haver um desejo inconsciente de evitar aquela situação ou informação. 4. Esquecimento e desejo – Freud notou que esquecemos seletivamente aquilo que, em algum nível, queremos esquecer, mesmo sem perceber conscientemente. Isso pode indicar um desejo reprimido ou um conflito interno. Ou seja, para a psicanálise, o esquecimento não é apenas uma falha da memória, mas um sintoma que pode revelar desejos ocultos e conflitos psíquicos. Fico a disposição


O que você tem esquecido. O esquecimento, pode ser uma pergunta.

Vinicius Xavier

Vinicius Xavier

Psicanalista

São Paulo

Agendar consulta

Olá! Somente pelo seu relato não é possível definir, mas para a psicanálise o sintoma, seja ele qual for, é uma maneira das nossas questões inconscientes virem à tona, diante disso, caso esteja apresentando esse quadro aconselho buscar um psicólogo/ psicanalista para te proporcionar um espaço de escuta sensível, acolhimento e investigação para esse sintoma, possibilitando assim, construir saídas para o sofrimento. Espero ter ajudado, estou á disposição!


Podemos considerar uma forma protetiva de lidar com situações dolorosas.

Dr. Jansen Santana

Dr. Jansen Santana

Psicanalista

Petrópolis

Agendar consulta

Para a psicanálise, o esquecimento nunca é mero acaso. Freud mostrou que esquecemos não por falta de memória, mas porque algo foi recalcado – ou seja, empurrado para o inconsciente por ser incômodo ou conflitante. Lacan aprofunda essa ideia ao dizer que o que esquecemos nunca desaparece de fato, mas retorna de outras formas: em lapsos, sintomas ou repetições na vida. O esquecimento, então, não é simplesmente perder algo, mas uma forma do psiquismo lidar com o que não quer confrontar. A análise permite que o sujeito escute o que pode estar por trás desse "esquecimento".


Na psicanálise, o esquecimento não é observado apenas como uma falha da memória, mas como um fenômeno com significados profundos ligados ao inconsciente. Sigmund Freud, destacou que o esquecimento pode estar relacionado a mecanismos de defesa, repressão e resistência. Para a psicanálise, o esquecimento não é um simples erro da memória, mas um sinal do funcionamento do inconsciente. Pode indicar momentos conflituosos de defesa ou repressão, que influenciam no comportamento de cada indivíduo

Flavia Palermo

Flavia Palermo

Psicanalista

Campinas

Agendar consulta

Na psicanálise, o esquecimento é visto como um mecanismo do inconsciente, muitas vezes ligado à repressão de conteúdos dolorosos ou conflitantes. Pode ser uma forma de defesa psíquica, resistência ou até um ato falho que revela desejos ocultos. Não é apenas um apagamento, mas um indício do funcionamento psíquico.

Dra. Karen Bustamante

Dra. Karen Bustamante

Psicanalista

Vargem Grande Paulista

Agendar consulta

O esquecimento é um mecanismo de defesa e, consequentemente, de adaptação a acontecimentos que, se lembrados, causam sofrimento. Acontecimentos que causam, sentimentos percepções desagradáveis sobre si mesmo como por exemplo, injustiça, humilhação, abandono, rejeição, taição, entre outros. Então monentos de interações que despertem essas sensações podem ser esquecidos. Fico à disposição. Abraço.


Para a psicanálise, o esquecimento é um fenômeno complexo que não é encarado apenas como um simples "erro" ou falha da memória. Ele possui um significado psicológico mais profundo, geralmente relacionado ao recalque (ou repressão), um dos conceitos centrais na teoria freudiana. A seguir, explico os principais significados e implicações do esquecimento na psicanálise: 1. Esquecimento como Resultado do Recalque O esquecimento pode ser o resultado da ação do mecanismo de defesa do recalque (repressão). Quando conteúdos psíquicos (como memórias, emoções, desejos ou traumas) são considerados ameaçadores ou desconfortáveis para o ego, eles são "empurrados" para o inconsciente. Esses conteúdos, embora fora da consciência, não desaparecem. Eles podem ressurgir de forma disfarçada, através de lapsos de memória, atos falhos, sonhos ou sintomas neuróticos. Exemplo: Esquecer um encontro importante ou uma obrigação pode não ser mero descuido, mas um sinal de resistência inconsciente àquela situação. Talvez exista um desejo reprimido de evitar o encontro ou um conflito emocional associado a ele. 2. Esquecimento de Nomes, Palavras ou Informações (Atos Falhos) Freud estudou o fenômeno do esquecimento em seu livro "A Psicopatologia da Vida Cotidiana", onde descreve os lapsos de memória como expressões do inconsciente. Quando esquecemos o nome de uma pessoa, uma palavra ou uma informação específica, isso pode indicar que algo ligado a esse elemento é emocionalmente significativo e está sendo "bloqueado" pela mente consciente. Exemplo: Alguém pode esquecer o nome de uma pessoa com quem teve uma experiência desagradável, porque a mente reprime o desconforto associado a essa memória. 3. Esquecimento de Traumas e Experiências Dolorosas O inconsciente tem um papel central no esquecimento de experiências traumáticas. Segundo Freud, quando uma experiência é muito dolorosa ou perturbadora, a mente pode reprimi-la como forma de autoproteção. Entretanto, isso não resolve o conflito interno, mas o desloca para o inconsciente, onde pode gerar sintomas, como ansiedade, fobias ou depressão. Exemplo: Uma pessoa que sofreu um trauma na infância pode esquecer completamente o evento, mas continuar apresentando sintomas de angústia ou comportamento evitativo sem saber o motivo. 4. O Retorno do Recalcado O que foi reprimido e esquecido no consciente pode retornar de forma indireta. Esse retorno pode ocorrer através de sonhos, atos falhos, sintomas físicos ou até mesmo na forma de pensamentos intrusivos. Exemplo: Uma pessoa que esqueceu o aniversário de um ente querido pode sonhar, nos dias seguintes, com situações de rejeição ou culpa, como uma tentativa do inconsciente de trazer à tona o conflito reprimido. 5. Esquecimento e Transferência na Psicanálise Durante o processo psicanalítico, o esquecimento pode aparecer como forma de resistência. O paciente pode esquecer detalhes importantes de suas experiências ou mesmo evitar certos tópicos inconscientemente, porque tocar neles ativaria conteúdos reprimidos dolorosos. Esse esquecimento pode indicar que o conteúdo esquecido é crucial para o progresso da análise, pois o inconsciente está "defendendo-se" contra a revelação. 6. Esquecimento e o Prazer Inconsciente Em certos casos, o esquecimento pode ser interpretado como uma forma de buscar prazer inconsciente. Isso está relacionado ao conceito de "ganho secundário", no qual o indivíduo pode esquecer compromissos ou responsabilidades para evitar uma situação desagradável ou obter um alívio emocional. Exemplo: Uma pessoa que está sobrecarregada de trabalho pode esquecer intencionalmente (de forma inconsciente) uma reunião estressante, como um mecanismo de fuga para evitar o confronto com aquela pressão. 7. Esquecimento como Função Normal Nem todo esquecimento é patológico ou está relacionado a traumas ou recalques. A psicanálise também reconhece que esquecer informações irrelevantes ou detalhes sem significado emocional é um processo natural da mente. No entanto, o que chama a atenção na abordagem psicanalítica é quando o esquecimento envolve elementos com carga emocional significativa. Resumindo o Significado do Esquecimento na Psicanálise: Não é acidental: O esquecimento, muitas vezes, tem um propósito inconsciente. Ligado ao recalque: Reflete tentativas da mente de evitar conflitos emocionais ou conteúdos desagradáveis. Sintoma de conflitos internos: Pode indicar a presença de desejos reprimidos, traumas ou resistências. Retorna de forma disfarçada: O que é esquecido pode reaparecer em sonhos, sintomas físicos ou atos falhos. Freud dizia: "O inconsciente não esquece, apenas guarda para mais tarde." Assim, na psicanálise, o esquecimento não é um erro da mente, mas uma pista valiosa para decifrar os desejos ocultos e os conflitos internos de uma pessoa.

Paulo Bonzanini

Paulo Bonzanini

Psicanalista

Santo André

Agendar consulta

Depende da história (familiar, social); experiência de vida de cada pessoa. Cada pessoa tende a esquecer algo ? Sim. E isso somente cada pessoa poderá responder.


Para a psicanálise, o esquecimento não é apenas um simples problema de memória, mas um fenômeno carregado de significado psíquico. Ele pode ser entendido como um mecanismo de defesa ligado ao inconsciente que foi reprimido, o esquecimento pode ser uma pista para acessar alguns desses conteúdos.


Para a psicanálise, o esquecimento não é apenas um fenômeno simples, mas algo profundamente significativo e simbólico, relacionado com o inconsciente. Na psicanálise, o esquecimento não é apenas um fenômeno aleatório ou trivial, mas sim um reflexo de processos psíquicos mais profundos, como a repressão de lembranças dolorosas ou inaceitáveis. Esses esquecimentos podem ser uma defesa contra conteúdos que a mente não pode ou não quer lidar de imediato, e muitas vezes, o trabalho psicanalítico envolve explorar esses conteúdos inconscientes para trazer à tona o que foi esquecido ou reprimido.

Rosana Britva

Rosana Britva

Psicanalista

São Paulo

Agendar consulta

Na psicanálise, o esquecimento não é visto apenas como uma falha da memória, mas como um fenômeno psíquico ligado a processos inconscientes, como um mecanismo de defesa de algo que teme. Freud identificou que esquecemos certas coisas não por acaso, mas porque há conteúdos reprimidos que nossa mente evita trazer à consciência. Os principais significados do esquecimento na Psicanálise: - Repressão (mecanismo de defesa): quando uma experiência é dolorosa ou inaceitável, o psiquismo a reprime, empurrando-a para o inconsciente. Exemplo: alguém pode esquecer uma conversa traumática porque o conteúdo causa ansiedade. - Esquecimento como resistência: o inconsciente pode fazer a pessoa "esquecer" algo que ameaça sua estrutura psíquica. Exemplo: esquecer compromissos importantes relacionados a situações que despertam medo ou conflito interno. - Lapsos de memória (atos falhos): Freud mostrou que esquecimentos aparentemente banais (nomes, palavras, datas) podem revelar desejos ou conflitos inconscientes. Exemplo: chamar alguém pelo nome errado pode indicar um sentimento reprimido por outra pessoa. - Esquecimento e retorno do recalcado: o que é esquecido não desaparece, mas pode retornar de forma disfarçada, como em sonhos, sintomas ou atos falhos. Exemplo: uma fobia pode ser um retorno simbólico de um trauma reprimido na infância. Na psicanálise, o esquecimento não é um simples "apagão" da mente, mas sim um mecanismo inconsciente que protege o indivíduo de lembranças dolorosas ou desejos reprimidos. Muitas vezes, o que esquecemos pode ser uma pista para entender nossos conflitos internos.


Na Psicanálise, o esquecimento tem um sentido simbólico e pode revelar repressões, defesas e desejos inconscientes. O que esquecemos muitas vezes diz muito sobre aquilo que, em algum nível, estamos tentando evitar.


Nada além d um mecanismos de defesa.


É difícil dar uma resposta genérica a uma pergunta tão ampla, mas o esquecimento muitas vezes é um mecanismo de defesa, em que esquecemos aquilo que aconteceu para não revivermos o sofrimento associado ao episódio. No entanto, a psicanálise parte do princípio de que aquele afeto que foi esquecido permanece presente no nosso aparelho psíquico, mesmo que disfarçado ou escondido. Um dos trabalhos de uma análise é poder trazer à tona, com cuidado e respeitando o ritmo do paciente, aquilo que foi esquecido, um trauma, por exemplo. Para assim, poder desfazê-lo e dar outros destinos para aquilo que estava travado, preso, esquecido.


Olá, quando existe um trauma, geralmente nosso corpo (mente) para nos proteger procura "recalcar" empurrar para o inconsciente, um local escondido, onde sem as técnicas da psicanálise não temos acesso. Nesse mecanismo de defesa muitas vezes esquecemos o trauma, mas acabamos esquecendo também momentos importantes que ocorreram no mesmo período. Por isso, o esquecer não é sinal de cura, a cura vem do lembrar sem sentir dor. Espero ter ajudado, se quiser continuar essa conversa me chame no direct do Instagram @terapeutadanielatrindade


Oi, tudo bem? O esquecimento, para a psicanálise, pode ser muito mais do que uma simples falha da memória. Muitas vezes, ele revela algo recalcado, um conteúdo que a mente empurra para o inconsciente por ser difícil de lidar. Esquecer pode ser um sintoma, uma defesa ou até mesmo um modo de proteção. Mas cada caso é único. Se isso te inquieta, talvez valha a pena explorar em análise. Estou à disposição para acolher suas questões. Um abraço!

Felipe Firenze

Felipe Firenze

Psicanalista

Rio de Janeiro

Agendar consulta

O esquecimento na sessão de psicanálise, muitas vezes, é entendido como um fenômeno relevante que pode oferecer insights importantes sobre o inconsciente do paciente. Na prática psicanalítica, o ato de esquecer pode ser interpretado de várias maneiras: 1. Mecanismo de Defesa: O esquecimento muitas vezes é visto como um mecanismo de defesa. Quando uma pessoa não consegue lembrar de certos eventos, sentimentos ou pensamentos, isso pode indicar que essas memórias estão associadas a experiências dolorosas ou traumáticas. O inconsciente pode "reprimir" essas lembranças para proteger o indivíduo de angústia emocional. 2. Transferência e Resistência: O esquecimento pode ocorrer em contextos de transferência, onde sentimentos ou experiências passadas são projetados na relação com o analista. O paciente pode, inconscientemente, esquecer certos aspectos da sua vida ou da sua história que são difíceis de confrontar. Esse esquecimento pode ser considerado uma forma de resistência ao processo analítico, onde o paciente evita abordar questões que são particularmente desafiadoras. 3. Conteúdo Psíquico Relevante: A análise dos esquecimentos pode ser uma ferramenta poderosa na psicanálise. O que é esquecido pode revelar algo significativo sobre o estado emocional do paciente, suas preocupações e a dinâmica de suas relações. O analista pode explorar esses esquecimentos para ajudar o paciente a acessar e processar conteúdos inconscientes. 4. O Inconsciente e a Memória: Na teoria psicanalítica, o inconsciente desempenha um papel crucial na formação da memória e na forma como as experiências são armazenadas. O esquecimento pode ser uma forma de o inconsciente lidar com conteúdos que não são facilmente integrados ou que são perturbadores. 5. Interpretação e Significado: Durante a análise, o esquecimento pode ser trazido à tona para interpretação. O analista pode ajudar o paciente a explorar o que está por trás do esquecimento e como isso se relaciona com questões mais amplas de sua vida e de seu desenvolvimento psíquico.

Osni Dos Anjos

Osni Dos Anjos

Psicanalista

Telêmaco Borba

Agendar consulta

Ola, vamos conversar, são necessárias sessões de psicanalise, para acessar bloqueios que estão guardados no inconsciente, traumas, feridas do passados e atuais ... alegrias desejos ... até sonhos são respostas ou a falta deles... tudo é analisado... te convido para uma sessão. att Psicanalista Patricia Rodrigues - @psicanalista.patriciarodrigues

Patricia Rodrigues

Patricia Rodrigues

Psicanalista

Caraguatatuba

Agendar consulta

Na psicanálise, o esquecimento é um mecanismo de defesa do inconsciente que pode ter significados mais profundos do que apenas uma falha de memória. O esquecimento pode ser um mecanismo de defesa do inconsciente para reprimir conteúdos psíquicos que são considerados indesejáveis .

Dra. Karina Jacob

Dra. Karina Jacob

Psicanalista

Mogi das Cruzes

Agendar consulta

Na psicanálise, o esquecimento não é visto como simples falha de memória, como algo que "falta" ou como um defeito do funcionamento mental. Muito pelo contrário: o esquecimento tem um sentido, e, na maioria das vezes, carrega uma função psíquica. Freud nos ensinou que esquecemos aquilo que, de alguma forma, causa conflito dentro de nós — ideias, lembranças ou sentimentos que são incômodos, inaceitáveis ou dolorosos para o nosso eu consciente. Então, o esquecimento pode funcionar como uma forma de defesa: ao esquecer, o sujeito se protege de algo que o afeta mais do que ele pode suportar naquele momento. E veja: isso não acontece só com memórias difíceis. Às vezes esquecemos um nome, um compromisso, uma palavra — e, na perspectiva psicanalítica, até essas pequenas falhas podem carregar um conteúdo simbólico, inconsciente. Freud chamou isso de atos falhos — e neles, o inconsciente se manifesta de maneira disfarçada. Ou seja: esquecimentos dizem mais sobre nós do que a gente imagina. E não é raro que, num processo analítico, aquilo que foi esquecido retorne — não exatamente como lembrança nítida, mas como um afeto, um sonho, um sintoma, uma repetição. Porque o inconsciente, como dizemos na psicanálise, nunca esquece. Ele retorna — de outras formas, em outros tempos, em outros registros. Por isso, na clínica, não tratamos o esquecimento como um obstáculo. Pelo contrário: ele é um caminho de acesso. O que foi esquecido talvez precise ser escutado — e, mais importante do que "lembrar" no sentido racional, é poder dar um lugar psíquico àquilo que foi recalcado. Eu sou Rode Ziembick - Psicanalista @rodeziembick

Rode Ziembick

Rode Ziembick

Psicanalista

São Paulo

Agendar consulta

Repressão de uma idéia.


Olá, O esquecimento pode significar muitas coisas, vai depender do contexto, onde acontece, como acontece e etc ... é preciso muito cuidado ao responder a estas questões, pois o que acontece em uma sessão de análise não é generalisável, muitas vezes o esquecimento PODE SIGNIFICAR uma resistência a entrar em contato com certos conteúdos.


Claro! Na visão da psicanálise, o esquecimento não é só descuido ou distração. Muitas vezes, é o inconsciente querendo esconder da nossa consciência algo que nos incomoda ou que não queremos encarar, como lembranças, desejos ou sentimentos conflitantes. Sabe quando você esquece aquele compromisso importante ou o nome de alguém logo depois de uma situação desconfortável? Para a psicanálise, isso é um sinal de que, no fundo, existe algo aí que você está tentando evitar. Esquecer pode ser uma forma de proteção do nosso próprio psiquismo. Por isso, prestar atenção ao que a gente esquece pode revelar muito sobre o que se passa no nosso mundo interno.

Rodrigo Teixeira

Rodrigo Teixeira

Psicólogo

Belo Horizonte

Agendar consulta

o esquecimento pode ser visto como um mecanismo de defesa do inconsciente, onde memórias ou experiências traumáticas ou dolorosas são reprimidas ou escondidas da consciência O esquecimento também pode ser relacionado ao conceito de "recalcamento", onde pensamentos, sentimentos ou impulsos inaceitáveis são afastados da consciência. Segundo Freud, o esquecimento pode ser uma forma de evitar o desconforto ou a ansiedade associados a essas memórias. Esquecer para não acessar as dores da alma.


Esquecer, para a psicanálise, geralmente significa que algo foi reprimido — ou seja, uma ideia, lembrança ou desejo que causa conflito ou angústia foi empurrado para o inconsciente, porque é difícil ou doloroso demais lidar com aquilo conscientemente. Freud dizia que o esquecimento é muitas vezes intencional e inconsciente, como quando esquecemos um nome, um compromisso ou algo importante — não por acaso, mas porque há um conteúdo emocional por trás.

Dr. Marcus Vinícius

Dr. Marcus Vinícius

Psicanalista

Duque de Caxias

Agendar consulta

Na psicanálise, o esquecimento não é visto como algo simples ou acidental, mas sim como um fenômeno psíquico cheio de significado. Freud já destacou que o esquecimento pode ser uma manifestação do inconsciente, onde conteúdos, pensamentos ou memórias são reprimidos porque são conflitantes, dolorosos ou ameaçadores para a consciência do indivíduo. Ou seja, o esquecimento pode funcionar como um mecanismo de defesa — o psiquismo “esquece” para proteger a pessoa de emoções ou lembranças difíceis. Isso significa que o que é esquecido muitas vezes tem uma importância significativa para a vida emocional e pode estar ligado a conflitos não resolvidos. Além disso, na clínica psicanalítica, o ato de esquecer pode abrir espaço para que esses conteúdos reprimidos retornem de forma simbólica, por meio de sintomas, sonhos ou lapsos (os famosos “lapsos de memória” ou “atos falhos”). Portanto, para a psicanálise, o esquecimento é uma pista valiosa para entender os processos inconscientes e a dinâmica interna do paciente, sendo um caminho para o autoconhecimento e a cura.


Muitos esquecimentos são manifestações do recalque: conteúdos (desejos, lembranças, sentimentos) que causam desconforto ou conflito são afastados da consciência e “guardados” no inconsciente. O esquecimento funciona como um mecanismo de defesa, evitando que algo ameaçador ou doloroso venha a tona. Exemplo clássico: esquecer um nome, um compromisso ou uma palavra pode revelar um conflito interno ou uma resistência inconsciente relacionada aquilo que foi esquecido.

Bruna Borges

Bruna Borges

Psicanalista

São Paulo

Agendar consulta

Para a Psicanálise, especialmente na perspectiva de Sigmund Freud, o esquecimento não é visto apenas como uma falha simples da memória ou falta de atenção. Pelo contrário, o esquecimento é frequentemente interpretado como um fenômeno psíquico com um significado e uma intenção inconsciente. Os pontos centrais sobre o esquecimento na Psicanálise incluem: Mecanismo de Defesa (Recalque): É a dimensão mais enfatizada. O esquecimento é frequentemente o efeito direto do recalque (ou repressão), um mecanismo de defesa psíquico. O indivíduo "esquece" para se defender de ideias, lembranças, desejos ou afetos que seriam dolorosos, geradores de ansiedade, ou inaceitáveis para a consciência. O que é esquecido não é realmente apagado, mas sim empurrado para o inconsciente, onde continua a exercer influência. Ato Falho (ou Lapso): O esquecimento de nomes, datas, ou a perda de objetos são exemplos de atos falhos (ou "Psicopatologia da Vida Cotidiana"). Esses pequenos esquecimentos aparentemente insignificantes são, para Freud, manifestações do inconsciente. Eles revelam um desejo reprimido ou um pensamento inconsciente que se opõe à intenção consciente da pessoa, fazendo com que o esquecimento não seja acidental, mas sim intencional (embora a intenção seja inconsciente). Amnésia Infantil: Freud observou que os adultos geralmente têm poucas ou nenhuma lembrança dos primeiros anos da infância (amnésia infantil). Essa amnésia é explicada pelo recalque das fantasias e vivências sexuais infantis (complexo de Édipo, por exemplo), que são emocionalmente intensas. Em resumo, na Psicanálise, o esquecimento é uma formação do inconsciente que serve, predominantemente, a um propósito defensivo, protegendo o ego do desprazer de conteúdos recalcados. O objetivo da análise é justamente superar as resistências que causam o esquecimento para que o paciente possa "recordar" (trazer à consciência e elaborar) esses conteúdos e sua própria história.

Luciana Gantus

Luciana Gantus

Psicanalista

São Paulo

Agendar consulta

Para a psicanálise, o esquecimento nem sempre é “falha de memória”. Muitas vezes ele tem sentido: é uma forma de a mente tirar de cena algo que causa incômodo, conflito ou angústia. Freud chamou isso de recalque: certos pensamentos, desejos, lembranças ou afetos ficam “fora do consciente”, e podem voltar de outros jeitos, como sintomas, sonhos, atos falhos e repetições.Por isso, esquecer um nome, uma data, um compromisso ou uma palavra pode, às vezes, mostrar que aquele assunto toca em algo emocionalmente carregado (medo, culpa, raiva, desejo, vergonha). O esquecimento pode funcionar como uma proteção: evita sentir algo difícil agora. Mas ele também pode ter um “preço”, porque o que foi empurrado para fora pode continuar atuando por baixo.Ao mesmo tempo, a psicanálise não diz que todo esquecimento é inconsciente: muitas vezes é só cansaço, estresse, falta de atenção, sono ruim. A diferença é que, quando o esquecimento é repetitivo, acontece em temas específicos, ou vem acompanhado de “coincidências” (como esquecer justo o que traz conflito), ele pode ser um material importante para ser trabalhado em análise.

Sueli Simões

Sueli Simões

Psicanalista

São Paulo

Agendar consulta

Para a psicanálise, o esquecimento não é simples falha da memória. Muitas vezes, ele indica que algo foi recalcado porque gera conflito, angústia ou dor. Aquilo que não pôde ser simbolizado tende a retornar de outras formas, como lapsos, sonhos, sintomas ou repetições. Esquecer não é apagar. É uma maneira do psiquismo lidar com o que ainda não encontrou palavras. O trabalho analítico permite que esses conteúdos retornem de forma elaborável, sem forçar lembranças nem impor sentidos. A psicoterapia oferece um espaço para compreender o que o esquecimento está tentando proteger ou esconder. Estou disponível para essa escuta.

Ramon Andrade

Ramon Andrade

Psicanalista

Rio de Janeiro

Agendar consulta

Para a psicanálise, o esquecimento é raramente entendido como uma falha mecânica da memória ou um simples apagamento de informações, mas sim como um processo ativo e cheio de significado. O que deixamos de lembrar não desaparece simplesmente da nossa mente; na verdade, muitas vezes o esquecimento funciona como um mecanismo de defesa chamado recalque. Isso acontece quando uma ideia, uma imagem ou um desejo nos causa tanta angústia ou conflito que o nosso psiquismo decide escondê-lo da consciência para que possamos continuar vivendo sem aquele incômodo constante. Assim, esquecemos não porque a memória é fraca, mas porque aquela lembrança específica carrega um peso que a nossa mente preferiu, em algum momento, deixar de lado para nos proteger. Esse conceito nos mostra que o esquecimento é, curiosamente, uma forma de memória que se manifesta pelo silêncio. Freud, o pai da psicanálise, observou que aquilo que esquecemos costuma retornar de outras formas, como nos sonhos, nos atos falhos (aqueles momentos em que trocamos uma palavra por outra sem querer) ou em sintomas físicos e comportamentos repetitivos. É como se a verdade que tentamos esquecer continuasse batendo na porta, tentando encontrar um jeito de ser ouvida. Por isso, em uma análise, o que o paciente esquece é tão importante quanto o que ele lembra, pois as lacunas na nossa história costumam esconder os pontos de maior sensibilidade e os segredos que guardamos de nós mesmos. Além do recalque, o esquecimento também pode ser visto como uma função necessária para o funcionamento da mente, permitindo que a gente abra espaço para o novo e não fique soterrado por cada detalhe irrelevante do dia a dia. No entanto, o esquecimento que interessa à clínica é aquele que gera um vácuo estranho, onde deveríamos saber algo, mas não sabemos. Compreender esses lapsos é um convite para o autoconhecimento, pois ao investigarmos o que foi esquecido, muitas vezes descobrimos desejos e traumas que, uma vez trazidos para a luz da fala, perdem o poder de nos causar sofrimento e nos permitem viver com mais liberdade e clareza sobre quem realmente somos. O esquecimento, portanto, é uma linguagem cifrada do nosso inconsciente. Olhar para ele com acolhimento e sem julgamento nos ajuda a perceber que a nossa mente é muito mais profunda e complexa do que imaginamos, e que até os nossos silêncios têm muito a dizer. Em vez de nos sentirmos frustrados por não lembrar de algo, a psicanálise nos convida a perguntar o que aquela ausência está tentando nos contar sobre a nossa própria história e sobre as defesas que construímos ao longo da vida para sobreviver às dores que enfrentamos. Espero ter ajudado!


Para a psicanálise, o esquecimento não é apenas uma falha da memória, mas pode ter um sentido. Muitas vezes ele está ligado a conteúdos que geram conflito, angústia ou sofrimento psíquico, sendo afastados da consciência como forma de proteção. O que é esquecido não desaparece, mas pode retornar de outras maneiras, como lapsos, repetições ou sintomas, indicando algo que ainda busca elaboração.

Caroline Gonçalves

Caroline Gonçalves

Psicanalista

Belo Horizonte

Agendar consulta

Para a psicanálise, o esquecimento também pode ser chamado lapso de memória e sempre significa um fenômeno inconsciente. Ou seja, não podemos encarar o esquecimento como algo acidental, sempre há um motivo para se esquecer de algo. Diante de um paciente que afirma esquecer alguma coisa, é necessário fazê-lo falar das circunstâncias atuais de sua vida e contextualizar o fenômeno, pois o lapso de memória pode representar desejos inconscientes (que o sujeito nega conscientemente), medos ou culpas que geram resistência à lembrança ou conflitos psíquicos internos dos quais a pessoa ainda não se deu conta, entre outras possibilidades de significação. Vale dizer que, em casos de esquecimentos que acontecem com pessoas na terceira idade é fundamental investigar a possibilidade de haver relação com síndromes demenciais, como a doença de Alzheimer.


No meu ver pode significar varias situações, mas uma comum é que o cerebro tenta nos levar apra um local seguro ocultando certas lembrnaças ou emoções pra nao sofrermos. @psi.elielalmeida

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.