O terapeuta pode demonstrar afeto em uma relação terapêutica com pacientes com Transtorno de Persona
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O terapeuta pode demonstrar afeto em uma relação terapêutica com pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
Se o afeto for o acolhimento, uma escuta ativa, pode mas deve ter cuidado para não se misturar com as emoções do paciente .
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Essa é uma questão muito sensível, porque envolve justamente aquilo que mais está em jogo no Transtorno de Personalidade Borderline: a experiência de vínculo. E sim, o terapeuta pode demonstrar afeto, mas não de qualquer forma. O afeto, nesse contexto, precisa ser terapêutico, consistente e bem delimitado.
Quando falamos de afeto na relação terapêutica, não estamos falando de proximidade sem limites ou de uma relação pessoal, mas de uma presença genuína, interessada e emocionalmente disponível. O paciente precisa sentir que é visto, compreendido e levado a sério. Ao mesmo tempo, esse afeto não pode ser imprevisível ou dependente de comportamento, porque isso pode ativar ainda mais o medo de abandono ou a necessidade de aprovação.
O ponto mais importante é que o afeto venha acompanhado de estabilidade. O cérebro emocional de quem tem TPB costuma ser muito sensível a variações no vínculo, então pequenas mudanças na postura do terapeuta podem ser interpretadas como afastamento. Por isso, o cuidado não está apenas em demonstrar afeto, mas em manter uma constância que transmita segurança ao longo do tempo.
Fico pensando… como você percebe o afeto quando ele vem de alguém importante? Ele traz mais tranquilidade ou vem acompanhado de medo de perder? E quando esse afeto parece diminuir, o que acontece dentro de você naquele momento? Você tende a se aproximar mais ou a se proteger se afastando?
Na prática clínica, o afeto bem conduzido se torna uma experiência emocional corretiva. É como se o paciente começasse a viver um tipo de vínculo que talvez não tenha tido antes: próximo, mas seguro; acolhedor, mas estruturado. E é justamente essa combinação que favorece mudanças mais profundas.
Caso precise, estou à disposição.
Essa é uma questão muito sensível, porque envolve justamente aquilo que mais está em jogo no Transtorno de Personalidade Borderline: a experiência de vínculo. E sim, o terapeuta pode demonstrar afeto, mas não de qualquer forma. O afeto, nesse contexto, precisa ser terapêutico, consistente e bem delimitado.
Quando falamos de afeto na relação terapêutica, não estamos falando de proximidade sem limites ou de uma relação pessoal, mas de uma presença genuína, interessada e emocionalmente disponível. O paciente precisa sentir que é visto, compreendido e levado a sério. Ao mesmo tempo, esse afeto não pode ser imprevisível ou dependente de comportamento, porque isso pode ativar ainda mais o medo de abandono ou a necessidade de aprovação.
O ponto mais importante é que o afeto venha acompanhado de estabilidade. O cérebro emocional de quem tem TPB costuma ser muito sensível a variações no vínculo, então pequenas mudanças na postura do terapeuta podem ser interpretadas como afastamento. Por isso, o cuidado não está apenas em demonstrar afeto, mas em manter uma constância que transmita segurança ao longo do tempo.
Fico pensando… como você percebe o afeto quando ele vem de alguém importante? Ele traz mais tranquilidade ou vem acompanhado de medo de perder? E quando esse afeto parece diminuir, o que acontece dentro de você naquele momento? Você tende a se aproximar mais ou a se proteger se afastando?
Na prática clínica, o afeto bem conduzido se torna uma experiência emocional corretiva. É como se o paciente começasse a viver um tipo de vínculo que talvez não tenha tido antes: próximo, mas seguro; acolhedor, mas estruturado. E é justamente essa combinação que favorece mudanças mais profundas.
Caso precise, estou à disposição.
A confiança e o vínculo são muito importantes em todo tratamento. No TPB não é diferente, o terapeuta deve estar atento para que o vínculo seja positivo, a confiança vem da escuta atenta às questões apresentadas.
Demonstrar afeto na relação terapêutica não significa ultrapassar limites, mas sim oferecer presença, escuta genuína e interesse real pelo paciente. Esse cuidado consistente contribui para a construção de uma relação segura e confiável.
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