O vazio crônico pode ser considerado um fator de sofrimento psíquico?

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O vazio crônico pode ser considerado um fator de sofrimento psíquico?
Sim, o vazio crônico é um fator central de sofrimento psíquico, especialmente no TPB, porque não se trata apenas de um desconforto passageiro, mas de uma experiência contínua de falta de sentido, desconexão interna e fragilidade na sensação de identidade. Esse estado tende a corroer o interesse pela vida, dificultar a sustentação de vínculos e intensificar angústias, muitas vezes levando o sujeito a buscar formas rápidas de alívio, como impulsividade, uso de substâncias ou relações instáveis, que acabam por ampliar ainda mais o sofrimento. Do ponto de vista clínico, ele também aparece na transferência como uma oscilação entre demandas intensas e afastamentos, revelando uma tentativa de lidar com essa sensação de “não se sentir em si”. Pensar o vazio como sofrimento é reconhecer que há algo a ser escutado ali, não apenas preenchido, mas simbolizado ao longo do processo terapêutico.

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No Transtorno de Personalidade Borderline, o vazio crônico é sim considerado um importante fator de sofrimento psíquico. Ele não é apenas uma sensação passageira, mas algo persistente que afeta diretamente o bem-estar emocional, a identidade e a forma como a pessoa se relaciona com a própria vida.

Esse estado contínuo de “vazio” costuma gerar angústia, desmotivação e pode levar a comportamentos impulsivos na tentativa de aliviar o desconforto. Por isso, ele é visto clinicamente como um marcador relevante de sofrimento e de impacto funcional.

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Sim. O vazio crônico é uma das experiências mais dolorosas relatadas por pacientes com TPB. Ele gera desesperança, instabilidade emocional, impulsividade e dificuldade em manter vínculos. Também contribui para crises e comportamentos autodestrutivos. Trabalhar esse vazio é essencial para melhorar autoestima, identidade e qualidade de vida.

Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
fernandosegundo.com
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Abraços

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