Olá. Boa tarde. Meu filho tem 7 para 8 anos tem laudo de TDAH há um ano. E venho fazendo acompanhame
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Olá. Boa tarde. Meu filho tem 7 para 8 anos tem laudo de TDAH há um ano. E venho fazendo acompanhamento com um neuropediatra. Onde esse me passou ritalina 10mg e risperidona 1mg. A risperidona e em gotas(1ml) ao dia. Porém o jeito agressivo, debochado e de não aceitar comandos continuam. Ela havia me dito que a risperidona e um modulador de comportamento. Mas será que não é a hora de trocar a medição?
Ola.Existe outras maneiras de modular comportamento sem uso de medicacao como o neuro-biofeedback.At.Dr Claudio.
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O comportamento relatado não costuma ter relação com o TDAH. É importante passar por uma avaliação do funcionamento familiar junto com a testagem para o TDAH para saber o benefício que seu filho terá com a medicação e qual a mais indicada. No caso do TDAH ser confirmado a ritalina já seria suficiente e traria grandes benefícios para o quadro e não seria necessária outra medicação ou esperada outras alterações comportamentais. Att.
Excelente pergunta — e muito pertinente, especialmente porque o TDAH infantil frequentemente vem acompanhado de alterações comportamentais que exigem um plano terapêutico ajustado ao longo do tempo. O seu cuidado e observação dos efeitos do tratamento são fundamentais.
1. Entendendo o tratamento atual:
O neuropediatra prescreveu dois medicamentos com finalidades diferentes:
Ritalina (metilfenidato 10 mg):
Atua estimulando os sistemas de dopamina e noradrenalina no cérebro, melhorando atenção, concentração e controle dos impulsos.
Seu efeito é mais cognitivo — ou seja, ajuda na organização e foco mental.
Risperidona (1 mg/dia, em gotas):
É um modulador de comportamento, usado em doses baixas para reduzir irritabilidade, agressividade, impulsividade e crises de oposição, especialmente quando há explosões emocionais associadas.
Atua sobre os receptores de dopamina e serotonina, ajustando o limiar de controle emocional.
2. Por que o comportamento pode não ter melhorado ainda:
Existem algumas possibilidades comuns:
Tempo de adaptação:
A risperidona costuma ter efeito progressivo. A melhora emocional e comportamental pode levar 2 a 4 semanas de uso regular para se tornar perceptível.
A dose pode estar abaixo da ideal:
Cada criança responde de forma diferente, e 1 mg pode ser insuficiente dependendo do peso, metabolismo e intensidade dos sintomas. O neuropediatra pode ajustar a dose com segurança, sempre gradualmente.
O foco do tratamento pode estar em excesso no medicamento:
O TDAH e os comportamentos opositores exigem abordagem multimodal — não apenas remédios, mas também:
Terapia comportamental cognitiva infantil (TCC);
Orientação parental (para alinhar rotinas e limites);
Acompanhamento escolar, com estratégias adaptadas à atenção e autocontrole.
O tipo de comportamento observado (desafio, deboche, oposição) pode indicar comorbidades comportamentais, como transtorno desafiador de oposição (TDO) ou transtorno de regulação emocional, o que modifica o plano terapêutico.
3. Sinais de que o tratamento pode precisar de ajuste:
Irritabilidade e desobediência continuam intensas mesmo após 4 a 6 semanas de uso regular;
O sono, o apetite e o humor não melhoraram;
O comportamento piora em determinados horários, o que pode indicar necessidade de ajustar o horário da Ritalina (por exemplo, se o efeito acaba muito cedo e há “rebote”).
4. O que fazer agora:
Não suspenda nem troque a medicação por conta própria — a retirada abrupta pode causar agitação e insônia;
Marque um retorno com o neuropediatra, levando um registro do comportamento diário (horários de maior irritabilidade, sono, alimentação e rotina escolar);
Questione se o caso se beneficiaria de:
Ajuste da dose de risperidona (em passos de 0,25 a 0,5 mg);
Terapia comportamental complementar;
Avaliação com psicólogo infantil para reforço da regulação emocional;
E, em alguns casos, mudança da formulação do estimulante (ex.: Ritalina LA ou Concerta, com liberação prolongada).
5. Em resumo:
O comportamento opositor e agressivo nem sempre melhora apenas com o início da medicação;
O efeito da risperidona é gradual e dependente da dose;
O tratamento mais eficaz do TDAH é multimodal, unindo medicação, psicoterapia e rotina estruturada;
Se após 4 a 6 semanas o comportamento não evoluiu, vale reavaliar a dose e o plano com o neuropediatra.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento próximo com o neuropediatra e o apoio psicológico são fundamentais para ajustar a conduta e garantir segurança no tratamento.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e online em todo o Brasil, com foco em neurologia infantil, TDAH, regulação emocional e medicina do sono, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
1. Entendendo o tratamento atual:
O neuropediatra prescreveu dois medicamentos com finalidades diferentes:
Ritalina (metilfenidato 10 mg):
Atua estimulando os sistemas de dopamina e noradrenalina no cérebro, melhorando atenção, concentração e controle dos impulsos.
Seu efeito é mais cognitivo — ou seja, ajuda na organização e foco mental.
Risperidona (1 mg/dia, em gotas):
É um modulador de comportamento, usado em doses baixas para reduzir irritabilidade, agressividade, impulsividade e crises de oposição, especialmente quando há explosões emocionais associadas.
Atua sobre os receptores de dopamina e serotonina, ajustando o limiar de controle emocional.
2. Por que o comportamento pode não ter melhorado ainda:
Existem algumas possibilidades comuns:
Tempo de adaptação:
A risperidona costuma ter efeito progressivo. A melhora emocional e comportamental pode levar 2 a 4 semanas de uso regular para se tornar perceptível.
A dose pode estar abaixo da ideal:
Cada criança responde de forma diferente, e 1 mg pode ser insuficiente dependendo do peso, metabolismo e intensidade dos sintomas. O neuropediatra pode ajustar a dose com segurança, sempre gradualmente.
O foco do tratamento pode estar em excesso no medicamento:
O TDAH e os comportamentos opositores exigem abordagem multimodal — não apenas remédios, mas também:
Terapia comportamental cognitiva infantil (TCC);
Orientação parental (para alinhar rotinas e limites);
Acompanhamento escolar, com estratégias adaptadas à atenção e autocontrole.
O tipo de comportamento observado (desafio, deboche, oposição) pode indicar comorbidades comportamentais, como transtorno desafiador de oposição (TDO) ou transtorno de regulação emocional, o que modifica o plano terapêutico.
3. Sinais de que o tratamento pode precisar de ajuste:
Irritabilidade e desobediência continuam intensas mesmo após 4 a 6 semanas de uso regular;
O sono, o apetite e o humor não melhoraram;
O comportamento piora em determinados horários, o que pode indicar necessidade de ajustar o horário da Ritalina (por exemplo, se o efeito acaba muito cedo e há “rebote”).
4. O que fazer agora:
Não suspenda nem troque a medicação por conta própria — a retirada abrupta pode causar agitação e insônia;
Marque um retorno com o neuropediatra, levando um registro do comportamento diário (horários de maior irritabilidade, sono, alimentação e rotina escolar);
Questione se o caso se beneficiaria de:
Ajuste da dose de risperidona (em passos de 0,25 a 0,5 mg);
Terapia comportamental complementar;
Avaliação com psicólogo infantil para reforço da regulação emocional;
E, em alguns casos, mudança da formulação do estimulante (ex.: Ritalina LA ou Concerta, com liberação prolongada).
5. Em resumo:
O comportamento opositor e agressivo nem sempre melhora apenas com o início da medicação;
O efeito da risperidona é gradual e dependente da dose;
O tratamento mais eficaz do TDAH é multimodal, unindo medicação, psicoterapia e rotina estruturada;
Se após 4 a 6 semanas o comportamento não evoluiu, vale reavaliar a dose e o plano com o neuropediatra.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento próximo com o neuropediatra e o apoio psicológico são fundamentais para ajustar a conduta e garantir segurança no tratamento.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e online em todo o Brasil, com foco em neurologia infantil, TDAH, regulação emocional e medicina do sono, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
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