Olá, é normal as vezes se sentir uma pessoa horrível?
Olá, é normal as vezes se sentir uma pessoa horrível?
9 respostas
Oi, é um prazer te ter por aqui Sim, às vezes é sim. Mas é crucial separar se é apenas um sentimento, se as pessoas estão te fazendo se sentir assim... Há de fato uma cobrança muito grande no mundo atual para que todas as pessoas sejam excelentes em tudo. Isso é um problema, pois pode nos levar a nos sentirmos horríveis quando não estamos acompanhando ou simplesmente não queremos acompanhar o ritmo de vida de outras pessoas. Nos mande mais perguntas. Abraços
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Sim, isso pode acontecer e não define quem você é. Esses momentos costumam surgir quando estamos cansados, sobrecarregados, vivendo conflitos ou carregando culpas antigas que não foram elaboradas. Nesses estados, a mente tende a ser mais dura e punitiva, fazendo parecer que somos “o problema”, quando na verdade estamos em sofrimento. Sentir isso de forma pontual é diferente de se sentir assim o tempo todo. Quando essa sensação se repete, costuma indicar a presença de autocrítica excessiva, baixa autoestima ou feridas emocionais que merecem cuidado. A psicoterapia oferece um espaço seguro para acolher essas partes difíceis, desenvolver mais compaixão por si e reconstruir uma visão mais justa de quem você é. Se quiser, posso te acompanhar nesse processo com cuidado, escuta e profundidade. Você não precisa carregar isso sozinho(a). Isadora Klatm Psicóloga CRP 07/19323
Olá. Sim, em alguns momentos é comum sentir-se “uma pessoa horrível”, especialmente em situações de culpa, frustração ou autocrítica intensa. Esse sentimento costuma falar mais da forma como a pessoa está se percebendo do que de quem ela realmente é. Se isso se torna frequente ou muito intenso, pode ser importante buscar apoio psicológico para compreender essas emoções e construir uma relação mais gentil consigo mesmo. Estou à disposição.
Olá, tudo bem? Olha, depende da frequência, da intensidade e do que acompanha esses sentimentos. Veja só, se for um sentimento que se repete várias vezes, é importante tentar entender qual o gatilho. Pois indica que tem algo ou alguém te machucando. O ideal é que sintamos bem com nós mesmos a maior parte do tempo.
Olá, boa tarde. Acredito que todo mundo já tenha passado vez ou outra por essa situação. Erramos e é natural nos arrependermos disso. O que costumo analisar na clínica é a frequência, intensidade e duração das vezes em que as pessoas se sentem pessoas horríveis. Qualquer um destes está em maior escala, gera grande sofrimento à pessoa.
Olá, como vai? Depende, o que significa ser uma pessoa horrível para você? Há pessoas que cometem crimes e não se consideram horríveis - utilizando um exemplo um mais exagerado. Em alguma instância ou momento, todos nós fomos ou seremos horríveis para alguém e vice-versa, e isso faz parte da vida. Cabe a cada um avaliar, rever, analisar e encontrar suas próprias respostas. Espero ter ajudado, fico à disposição!
Esse tipo de sensação pode aparecer, mas talvez seja importante se perguntar o que faz você se sentir assim. Em quais situações isso surge, que pensamentos vêm junto e o que está acontecendo na sua vida quando essa percepção aparece. Entender de onde vem esse sentimento pode ajudar muito mais do que apenas tentar classificá-lo como normal ou não.
Olá, espero que esteja tudo bem com você. Isso depende do que você quer dizer com "às vezes". Se for algo ocasional que não interfere negativamente me sua vida, sim é normal. Agora, se isso atrapalha sua paz interior e é recorrente, recomendo buscar ajuda profissional. Se você gostou da minha resposta e tenha interesse em ingressar em um processo terapêutico, estou disponível.
Olá! Em momentos de culpa, vergonha, ansiedade ou tristeza, algumas pessoas podem pensar: “sou uma pessoa horrível”. Ter esse pensamento ocasionalmente não significa que você realmente seja horrível. Muitas vezes, ele é uma conclusão muito dura sobre quem você é, criada a partir de um erro, de uma crítica recebida ou de experiências em que você aprendeu a se enxergar de forma negativa. Na psicoterapia, esse pensamento pode ser trabalhado como uma crença sobre si, e não como uma verdade definitiva. A TCC, por exemplo, ajuda a compreender o que desperta essa ideia, quais emoções aparecem e o que você faz quando acredita nela. O questionamento socrático, utilizado nessa abordagem, favorece mudanças cognitivas e pode contribuir para a redução dos sintomas depressivos. Talvez seja importante começar perguntando: o que significa, para você, ser uma pessoa horrível? É cometer um erro? Decepcionar alguém? Sentir raiva? Não conseguir corresponder às expectativas? Quem lhe ensinou que essas experiências definem todo o seu caráter? Observe também: “Em quais situações esse pensamento costuma aparecer?” “Qual foi o acontecimento e qual foi a conclusão que tirei sobre mim?” “Eu fiz algo de que me arrependo ou estou condenando toda a minha identidade?” “Eu julgaria outra pessoa com a mesma dureza?” “Existe alguma atitude minha que não combina com a ideia de que sou horrível?” “Quando acredito nisso, eu me cuido e reparo o que aconteceu ou apenas me castigo?” Essa última pergunta é muito importante. A culpa pode ajudar alguém a reconhecer uma atitude e tentar repará-la. Já a autodepreciação costuma paralisar: a pessoa se isola, se pune, pede desculpas repetidamente ou acredita que não merece coisas boas. Nesse caso, o sofrimento não está ajudando a mudar; está apenas reforçando uma imagem negativa. Experiências antigas também podem influenciar essa percepção. Críticas frequentes, humilhações, rejeição ou relações abusivas podem formar crenças negativas sobre si. Técnicas terapêuticas que trabalham essas memórias e seus significados podem ajudar a atualizar essas crenças. Portanto, sentir-se assim às vezes não define quem você é. Mas, se esse pensamento aparece com frequência, provoca muito sofrimento ou vem acompanhado de desesperança, isolamento, perda de interesse, sensação de inutilidade ou dificuldade para realizar suas atividades, vale conversar com um psicólogo. A TCC é uma das abordagens que podem ajudar a investigar a origem dessa crença e construir uma visão mais equilibrada de si. Se também surgirem pensamentos de morte, vontade de desaparecer ou de se machucar, procure ajuda profissional imediatamente e conte isso diretamente a alguém de confiança. As diretrizes recomendam avaliar de forma clara e direta o risco de suicídio quando há depressão e sentimentos intensos de desvalor. Você pode ter cometido erros, ter sentimentos difíceis ou estar atravessando uma fase ruim sem que isso transforme toda a sua identidade. Uma pergunta mais justa talvez seja: “O que aconteceu para eu estar me enxergando dessa maneira, e do que preciso para lidar com isso de uma forma mais saudável?”
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.

