Olá, gostaria de entender e tirar uma dúvida sobre o que vem acontecendo comigo. Na minha última per
Olá, gostaria de entender e tirar uma dúvida sobre o que vem acontecendo comigo. Na minha última pergunta (link falei sobre um término de relacionamento, que retomamos o contato e eu estava aguardando a resposta dela, bom, ela me respondeu e não deu em nada, realmente é o fim e eu preciso me reconstruir e seguir minha vida. Só que vem acontecendo uma coisa estranhada: ela me diz que o que temos é muito importante para ser ignorado, fala que me considera bastante importante e o que temos é um laço de amor fraterno, mas quando me vê nos lugares não me olha nem na cara. O que seria isso? Confusão? Autoproteção? Conflito interno? Indecisão? Está lutando contra a decisão dela? Enfim, são muitas perguntas, mas não são as principais, as mais importantes vem a seguir. Percebo que quando passo um tempo considerável online, seja no instagram, whatsapp, youtube, ou até mesmo vendo um filme ou série, eu sinto ansiedade e tristeza, como se tivesse um vazio ali dentro de mim e que as redes sociais/internet estão me sugando. Mas quando me desconecto e vou fazer coisas no mundo real como: arrumar meu quarto, tocar violão, sair para caminhar ou pedalar, ir para a academia, ler um livro, conversar com meus pais, tudo isso me tira daquela sensação de tristeza e angústia, é como se fosse um instinto de sobrevivência sendo ativado, e me sinto muito melhor desconectado da internet e redes socias e me faz sentir bem. Gostaria de entender essas minhas dúvidas do motivo disso acontecer e os motivos que estão por trás dessas minhas sensações e também pelas atitudes da minha ex. Devo me afastar completamente dela? Devo continuar fazendo esse desmame de redes sociais?
29 respostas
Ola! Primeiramente, sinto que esteja sentindo essas emoções, mas elas são normais! Quando encerramos um relacionamento, os resquicios do mesmo ficam em nos e na pessoa - assim como todo fim, ele carrega uma sensação do E SE. Não tem nada de errado com vc ou com ela, apenas estao e momentos diferentes e lidam de formas diferentes. Com relação ao relacionamento, eu não posso dizer sim ou não, mas oq posso falar é, SE DÊ UM TEMPO. Isso é muito importante para oxigenarmos a mente e nos conectarmos conosco novamente. As atitudes dela irão dizer sobre ela e não sobre vc ou do relacionamento de vcs, apenas sobre ela, não pegue uma conta que não é sua. Sobre as redes sociais, é muito importante sim esse desmame, ainda mais se vc vem se sentindo melhor assim. No meu instagram fala sobre alguns assuntos assim @dr.psi.erickpolasse
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Li sua mensagem com muita atenção. Qdo o outro se afasta, ou muda de lugar, não é só o vinculo que fica em suspenso, mas também aquilo que esse laço sustentava em você. Importante você ter notado de que como seu corpo e angustia respondem de maneias diferentes, qdo vc esta imerso nas redes sociais, e qdo retorna ao mundo concreto; não como certo ou errado, mas como algo em vc parece pedir por menos ruidos( mentais) e mais presença. Não vejo, como resposta imediata, nem como decisão que deva ser tomada no agora....isso faz parte do processo da escuta de Si mesmo; o mais importante é exatamente o que vc ja o faz, observar e compreender melhor seus desejos ,limites, necessidades e suas faltas. Qto ao que ela pensa, não temos acesso direto ao seus pensamentos ou sentimentos.....O QUE TEMOS É O EFEITO O QUE ESSA FALTA DE CLAREZA PRODUZ EM VOCÊ. Podemos trabalhar essas questões na analise, diferenciando o que é do outro, e o que é seu, pra que isso não permaneça apenas no campo da suposição e do sofrimento silencioso. Seguimos trabalhando essas questões no espaço analitico, respeitando seu tempo, e o que puder emergir dele.
Entendo a dor e a confusão que tudo isso te causou, o afastamento dela revela ambivalência, e as redes apenas ampliam essa ferida aberta. Quando você se desconecta e volta para a vida real, seu psiquismo encontra um lugar de segurança e reorganização. Nesse momento, cuidar do luto e dos limites é essencial, inclusive pausar o contato, se ele te desestabiliza. A terapia pode te ajudar a elaborar esse vínculo, fortalecer sua autoestima e interromper esse ciclo de expectativa e dor.
O que você descreve é bastante comum após um término. As falas da sua ex indicam um vínculo afetivo que não foi totalmente elaborado, mas as atitudes mostram um limite claro. Isso costuma estar mais ligado à autoproteção e à ambivalência do que a uma confusão a ser resolvida. O discurso preserva o laço, enquanto o comportamento evita reabrir algo que ela já decidiu encerrar, o que para quem recebe mantém o luto ativo. Em relação a você, o excesso de tempo online tende a intensificar comparação, expectativa e ruminação, aumentando a sensação de vazio e ansiedade. Já o contato com o corpo, com tarefas concretas e com vínculos reais ajuda a regular o emocional, trazendo a mente para o presente. O afastamento dela tende a favorecer sua reconstrução emocional, e o desmame das redes sociais pode ser entendido como um recurso de cuidado psíquico, não como fuga. Essas questões costumam ganhar mais clareza quando trabalhadas em acompanhamento terapêutico, onde é possível elaborar o término e fortalecer movimentos mais saudáveis.
Olá, agradeço por compartilhar tudo isso com tanta clareza e sensibilidade!!! Dá para perceber o quanto esse momento tem sido confuso e emocionalmente exigente para você. Um término, especialmente quando ainda existem falas ambíguas e vínculos afetivos não totalmente elaborados, costuma gerar mesmo muitas perguntas e sentimentos misturados. Sobre a postura dela(e), é possível que existam sim conflitos internos, ambivalência ou até uma forma de autoproteção. Às vezes, a pessoa reconhece a importância do vínculo em nível emocional, mas não consegue sustentar esse contato na prática sem se sentir invadida(o), culpada(o) ou fragilizada(o). Isso não necessariamente invalida o que vocês viveram, mas mostra limites dela neste momento — e esses limites precisam ser considerados para proteger você também. O que chama bastante atenção no seu relato é a percepção muito clara que você já tem sobre si mesmo. Você descreve que, ao permanecer muito tempo conectado às redes ou telas, surgem ansiedade, tristeza e uma sensação de vazio. Já quando se volta para atividades concretas, corporais, criativas e relacionais, sente alívio, vitalidade e maior estabilidade emocional. Isso não é coincidência. Muitas vezes, o excesso de estímulos digitais intensifica comparações, expectativas e ruminações, especialmente em fases de luto afetivo, enquanto o contato com o “mundo real” ajuda a organizar as emoções, fortalecer o senso de presença e resgatar recursos internos. Esse “instinto de sobrevivência” que você nomeia é, na verdade, um movimento saudável de autorregulação. Seu psiquismo está mostrando caminhos que fazem bem e diminuem o sofrimento. Vale muito a pena escutar isso. Quanto às decisões práticas — como se afastar dela(e) ou continuar reduzindo o uso das redes — não existe uma resposta única ou rígida. O mais importante é observar: o contato com ela(e) hoje te ajuda a seguir em frente ou te mantém preso à esperança e à dor? Da mesma forma, o desmame das redes parece estar te fazendo bem, então pode ser interessante mantê-lo de forma gradual e consciente, sem radicalismos, mas priorizando o que te devolve bem-estar. Você está num processo de reconstrução, e ele pede tempo, cuidado e gentileza consigo mesmo. Seguir explorando essas questões em terapia pode te ajudar a elaborar o luto desse relacionamento, compreender melhor suas emoções e fortalecer escolhas que estejam alinhadas com a sua saúde emocional. Estou à disposição para te acompanhar nesse caminho. Você não está “estranho(a)” — está sensível, consciente e buscando se cuidar. Isso já é um passo muito importante. E estou aqui para lhe ajudar!!!
Na prática, o que importa menos é o que ela sente e mais o padrão comportamental consistente: Ela não sustenta contato, Não há abertura relacional concreta, As ações comunicam encerramento. Na TCC, trabalhamos muito com isso: acreditar mais no comportamento do que no discurso, porque o comportamento é o dado mais confiável. Para o seu sistema emocional, essa incongruência é altamente ativadora de ansiedade. Do ponto de vista cognitivo-comportamental, redes sociais favorecem ruminação, comparação, expectativa e checagem; Seu cérebro fica em modo de ameaça e busca (dopamina + ansiedade). Já as atividades do “mundo real” fazem o oposto: Regulam o sistema nervoso, Trazem senso de domínio, presença e continuidade, Produzem reforço positivo saudável. Você descreveu algo muito preciso: “É como um instinto de sobrevivência sendo ativado” Isso é autorregulação emocional na prática. Por que você melhora quando se desconecta? Porque você está fazendo, intuitivamente, três coisas terapêuticas: Sai da ruminação (mente) Entra no corpo (movimento, ritmo, respiração) Restaura vínculo real (pais, atividades, criação) Isso não é fuga. Isso é cuidado psíquico. Devo me afastar completamente dela? Pela integração TCC + Psicanálise: A pergunta central não é “o que ela sente?”, mas sim: O contato com ela ajuda ou atrapalha meu processo de reconstrução? Pelo que você descreve: O contato mantém ambivalência, Reativa expectativa, Sustenta um lugar emocional que não tem futuro concreto. Um afastamento claro, mesmo que temporário, tende a ser mais organizador do que esse “meio vínculo”. Não é punição. É limite emocional.
Imagino o quanto esse momento deve estar sendo confuso e emocionalmente exigente para você. Sobre o comportamento da sua ex, realmente existem várias possibilidades, e é natural que você tente entender o que está por trás dessas atitudes. Mas, mais do que tentar interpretar cada gesto dela, o que mais importa agora é como tudo isso está te afetando internamente, ate porque não podemos controlar como os outros pensam, sentem ou se comportam. Vejo também que você percebe mudanças importantes no seu estado emocional quando está muito tempo online e quando se conecta mais com a vida offline. Esse movimento que você descreve — de sentir ansiedade e vazio no digital e alívio nas atividades concretas do dia a dia — tem muitas camadas, e é muito positivo que você já esteja observando isso em você. O ideal é que você converse sobre elas durante sua sessão terapêutica. Assim pode entender melhor o que está acontecendo, olhar para os padrões emocionais envolvidos e pensar com auxilio de seu terapeuta sobre quais caminhos fazem mais sentido para a sua saúde mental nesse momento.Se você quiser, podemos marcar um horário para você trazer tudo isso com calma. Fico à disposição para te acompanhar nesse processo.
Olá. Pelo seu relato você parece ser uma pessoa com grande sensibilidade. E isso é ótimo! Agora é o caso de aprofundar o conhecimento dessa sua capacidade para elaborar formas de utilizá-la em seu proveito, para ter muita leveza e satisfação na sua vida. Abraço.
Primeiramente sobre seu ex relacionamento, eu sugiro que deva se afastar completamente dela. Manter esse tipo de contato ambíguo, onde as palavras dela te dão esperança ou criam mais confusão, e as ações dela te machucam, impede o seu processo de reconstrução. O "amor fraterno" pode ser real para ela, mas se não te ajuda a seguir em frente e te mantém preso a um passado, ele se torna um obstáculo para sua cura. Para se reconstruir, você precisa de espaço para processar o luto pelo fim do relacionamento e focar em você. Isso inclui bloquear ou silenciar as redes sociais dela e evitar lugares onde você sabe que ela estará, pelo menos por um tempo. Quanto as redes sociais, será de grande valia trocar as redes pelas atividades que mencionou, que elevam a mente, o corpo físico e o espirito. É um processo de autoconhecimento valioso. Continuar investindo tempo e energia nessas atividades "do mundo real" é fundamental para sua recuperação, para a reconstrução da sua identidade pós-relacionamento e para uma saúde mental mais equilibrada a longo prazo. Concluindo; sua jornada agora é sobre se colocar em primeiro lugar, de verdade. O afastamento da sua ex, por mais difícil que possa parecer, é um presente que você dá a si mesmo para curar e se reencontrar. E esse "desmame" das redes sociais não é um sacrifício, mas uma libertação para você investir no que realmente te faz bem e te preenche. Siga esses instintos que te tiram da angústia, eles são o seu guia. Se precisar de um apoio extra, não hesite em procurar um profissional. Você está se reconstruindo, e cada passo, por menor que seja, já é uma grande vitória!
Quando as palavras dizem que existe carinho e importância, mas o corpo evita o encontro e o olhar, há um conflito que não está resolvido. Na psicanálise, levamos muito em conta essa diferença entre o que se diz e o que se consegue sustentar na presença do outro. Sobre a internet e as redes, é comum que funcionem como uma tentativa de preencher um vazio, mas que acabem aumentando a angústia. Já atividades que envolvem o corpo, o tempo e o contato com outras pessoas costumam diminuir essa sensação, porque colocam o sujeito em relação com algo que é próprio do seu desejo. A psicanálise não orienta decisões do tipo “se afastar” ou “se aproximar”, mas ajuda a entender por que esse laço ainda te afeta tanto e por que certos modos de ocupar o tempo aumentam o mal-estar enquanto outros aliviam. Quando isso se torna mais claro, as escolhas deixam de ser apenas reações e passam a ser mais próprias. Se esse término e essas sensações estão te mobilizando assim, a análise pode ser um espaço importante para elaborar isso e seguir adiante de forma menos dolorosa.
Sob a ótica psicanalítica, o término que você vivencia ainda está em processo de elaboração, caracterizando um luto afetivo. As falas da sua ex, que reconhecem a importância do vínculo, mas são acompanhadas de esquiva no contato presencial, podem indicar ambivalência e conflito interno, funcionando como uma defesa para evitar afetos que ainda não foram simbolizados. Esse movimento tende a manter a ligação no plano da palavra, sem sustentar a presença real, o que pode prolongar a dor psíquica. A angústia sentida durante o uso intenso de redes sociais pode ser compreendida como um aumento da sensação de vazio subjetivo, pois esses espaços frequentemente reforçam expectativas, comparações e repetições ligadas ao objeto perdido. Em contraste, as atividades no mundo concreto, corpo em movimento, rotina, vínculos reais e criação atuam como formas de reorganização psíquica e fortalecimento do eu, promovendo maior bem-estar. O afastamento da ex e a redução do uso das redes não aparecem como negação, mas como gestos de cuidado psíquico, favorecendo o avanço do luto e a reconstrução subjetiva. Coloco-me à disposição, como profissional, para oferecer um espaço de escuta e acompanhamento nesse processo, respeitando seu tempo e sua singularidade.
Olá! Seu relato toca em algo muito importante. Quando as palavras dizem uma coisa, mas os gestos dizem outra, costuma surgir confusão, angústia e um vazio difícil de nomear. Isso não fala apenas da sua ex, fala principalmente do lugar em que você fica nesse laço. O que você descreve sobre as redes sociais também é um ponto de atenção. Quanto mais você se afasta de si tentando preencher esse vazio, mais ele cresce. Quando você volta ao cotidiano, ao mundo real, algo se organiza. A angústia diminui porque você sai do excesso de estímulo e se aproxima do que é vivo em você. A análise pode ajudar justamente aí: a entender o que esse vazio quer dizer, por que certos vínculos se mantêm mesmo depois do fim e como se reposicionar diante das mudanças.
há conflito interno nela palavras mantêm o vínculo, atitudes criam distância. Isso confunde e prolonga o luto. Em você, é claro: as redes aumentam a ansiedade e o vazio; o mundo real regula, organiza e fortalece. Escute isso. Afastar-se dela agora é cuidado. Reduzir redes é saudável. Escrever alivia, sim mas terapia é o que ajuda a atravessar esse luto. Você já está no caminho.
Olá! Boa tarde! Diante do que você traz em sua pergunta, lhe questiono: Qual é o real valor/importância que você atribui a sua ex em sua vida? O que a figura dela representa para ti? Dito isso, sugiro que você procure um bom terapeuta (seja psicanalista ou não), e, busque compreender melhor sobre essa situação toda. Leve esses questionamentos para serem analisados por um profissional.
Somente você mesmo poderá responder essas perguntas, nenhum profissional está habilitado a determinar as escolhas e decisões de um paciente. Percebo a sua angústia e é legítima. Seus padrões de relacionamento e comportamento durante a relação e após o término precisam ser revisados em psicoterapia, de modo que você consiga elaborar o que está sentindo e criar junto ao profissional uma estratégia de "desintoxicação emocional". Ah! Para superar términos é fundamental o contato zero.
Os dois relatos que se relacionam trazem uma reflexão bem importantes. Redes sociais fazem o tempo ficar ocioso e abrir espaço para ruminações, situação que não se ignora quando está desconectado, mas sim, que se movimenta. Pensar em como você lida com a posição que ela se coloca é uma forma de se trabalhar como tudo que se senti. Dar espaço para ser ouvido e se ouvir é também, fundamental para começar a entender o que se quer
Bom dia! Li seu post com atenção e obviamente que precisaria escutar e entender muito mais para poder falar com mais propriedade... Com tudo... podemos pensar na seguinte hipótese... (não esquecendo que é apenas um dos caminhos a serem pensados neste momento com base no que vc escreveu...) O comportamento da sua ex pode mostrar uma ambivalência emocional: ela reconhece que o vínculo foi importante, mas evita contato porque talvez não consiga sustentar isso na prática, o que pode indicar algum tipo de conflito interno e autoproteção, não falta de consideração. No entanto, para você, acaba sendo confuso e doloroso. Você pode estar vivendo um processo de luto emocional... As redes sociais e o excesso de tempo online tendem a aumentar a ansiedade, a tristeza e a sensação de vazio, porque te colocam em comparação, estímulo constante e pensamentos repetitivos. Já as atividades no mundo real ajudam a regular as emoções, trazem presença e aliviam esse mal-estar. Talvez, continuar reduzindo o uso das redes sociais é um movimento positivo de autocuidado, já que você já percebeu que isso te faz se sentir melhor. Por fim, penso que independentemente do desfecho, o processo que você está vivendo já é valioso por si só. Espero ter ajudado um pouco e fico à disposição!
Você percebe ansiedade, tristeza e vazio quando passa muito tempo online porque as redes geram estímulo sem elaboração, falsa sensação de vínculo e comparação constante, o que esvazia emocionalmente. Seu psiquismo é mais sensível a esse tipo de excesso. Quando você se desconecta e faz atividades no mundo real, o alívio vem porque há corpo, ação, presença e vínculo verdadeiro, o que regula a angústia e fortalece a sensação de existir. Isso funciona como um mecanismo natural de autorregulação. Sobre sua ex, a questão central é se esse vínculo hoje te organiza ou te desorganiza. Se reativa angústia, expectativa ou impede o luto, o afastamento é uma forma de cuidado, não de fuga. O “desmame” das redes faz sentido e está alinhado ao que te faz bem. Não é isolamento, é escuta do seu funcionamento psíquico. Em síntese: seu psiquismo já mostrou o caminho. O que esvazia, afaste. O que sustenta, aproxime.
Olá novamente. As atitudes da sua ex mostram ambivalência e isso aponta diretamente para um conflito interno DELA, e que ela deveria buscar espaço terapêutico se está sofrendo com isso. Ela mantém o vínculo com vc, mas não consegue suportá-lo presencialmente e isso com certeza confunde que ainda está elaborando o fim (você). As redes sociais te mantém preso e aumentam sua angústia e vazio, já as atividades "reais" te devolvem corpo, presença e continuidade, por isso aliviam. Sim! Reduzir o contato com ela e seguir se afastando das redes vai te ajudar a elaborar esse "luto" pelo fim do relacionamento, a análise pode te ajudar a aliviar o sofrimento e construir um novo caminho próprio. Vamos falar disso em uma sessão diagnóstica? Abs
Na psicanálise, nós escutamos não só o que é dito, mas o que o corpo e as emoções revelam. Quando alguém mantém o vínculo nas palavras, mas se afasta no gesto e no olhar, isso costuma indicar um conflito interno — e quem recebe esse movimento sente confusão, vazio e desgaste. Nada disso é fraqueza sua. O mais importante é perceber que algo em você sabe o caminho. Quando se desconecta das redes e volta para o corpo, para o movimento e para relações reais, a angústia diminui. Isso é a pulsão de vida buscando espaço, tentando te proteger e te reorganizar. A terapia não te diz o que fazer, mas te ajuda a compreender por que certos vínculos doem e outros te devolvem a si mesmo. Quando isso fica claro, as escolhas acontecem com mais cuidado e menos culpa. Se você sentir que é hora de se escutar com mais profundidade, esse processo pode te ajudar a atravessar esse momento com mais consciência e gentileza consigo.
Entendo perfeitamente o que você está passando. Esse contraste entre o "discurso" e a "ação" da outra pessoa gera um ruído mental exaustivo, e a sua percepção sobre o efeito das redes sociais é, na verdade, um sinal de muita saúde mental e autopercepção. Como você tem essa inclinação acadêmica e psicanalítica, vamos analisar esses pontos sob uma ótica mais profunda. 1. O Enigma do Comportamento dela: Amor Fraterno vs. Evitação Quando alguém diz que você é "importante" e que existe um "laço fraterno", mas não consegue te olhar nos olhos, estamos diante de uma dissociação entre afeto e presença. Autoproteção e Culpa: O "não olhar na cara" geralmente não é desdém, mas dificuldade de sustentar a própria decisão. Ver você "ao vivo" torna o término real e evoca sentimentos que ela prefere manter guardados na gaveta do "fraterno" (que é um lugar seguro e sem as demandas de um relacionamento). A "Idealização" do Vínculo: Ao dizer que o laço é importante, ela preserva uma imagem boa de si mesma e da relação. No entanto, o encontro físico quebra essa narrativa idealizada e traz à tona a dor, a dúvida ou a ansiedade. Evitar o seu olhar é evitar o espelhamento do que ela mesma está sentindo. O Luto Não Elaborado: Manter um "laço fraterno" logo após um término intenso é, muitas vezes, uma forma de não fazer o luto total. Ela quer os benefícios simbólicos de saber que você existe e é especial, mas sem o custo emocional da convivência. 2. A "Suga" Digital: Por que a internet te adoece agora? Sua observação sobre o vazio nas redes sociais é cirúrgica. Existem razões psicológicas e neuroquímicas para isso: A Comparação Inconsciente: Mesmo que você não esteja olhando o perfil dela, as redes sociais funcionam por meio da exibição de vidas "completas". Para quem está vivendo um luto e tentando se reconstruir, esse bombardeio de estímulos reforça a sensação de que falta algo em você. Dopamina Barata vs. Satisfação Real: O uso passivo de telas (rolar o feed) gera picos de dopamina que não são acompanhados de conquista. Isso gera um "crash" emocional, resultando em ansiedade. O "Instinto de Sobrevivência": Quando você arruma o quarto, toca violão ou pedala, você sai do campo da fantasia (onde o término dói mais) e entra no campo da realidade concreta. O corpo em movimento e a manipulação de objetos reais (o violão, os livros) aterram a sua mente no "aqui e agora", o que é o antídoto natural para a ansiedade. 3. Caminhos para a sua Reconstrução Sobre o afastamento total: Sim, o contato zero (ou o mais próximo disso possível) costuma ser o remédio mais eficaz em fases de reconstrução. O contato dela, embora pareça carinhoso, funciona como uma "recorrência de sintoma" — ele não deixa a ferida fechar porque mantém você em um estado de espera interpretativa (tentando entender o que ela quis dizer). Se ela não consegue nem te olhar, a comunicação atual é apenas fonte de confusão. Sobre o "desmame" das redes sociais: Continue e, se possível, intensifique. O que você chama de desmame, a psicanálise poderia chamar de retorno do investimento pulsional para o próprio Ego. Em vez de gastar sua energia psíquica em telas que não te devolvem nada, você está investindo em si mesmo (estudos, corpo, música). Proposta de Reflexão Você mencionou que tocar violão e ler te fazem sentir muito melhor. Já pensou em estabelecer um "período de silêncio digital" programado, onde você se dedica exclusivamente a essas atividades que ativam seu bem-estar real? Qualquer coisa, estou por aqui!
Na psicanálise, os vínculos afetivos não se desfazem de forma linear. O excesso de estímulos digitais pode ser visto como uma forma de satisfação imediata que não preenche o vazio interno. O vazio: estar conectado constantemente ativa comparações, expectativas e desejos que não se realizam, gerando angústia. O real: quando você se desconecta e faz atividades concretas (arrumar o quarto, tocar violão, caminhar), você entra em contato com o mundo material e com sua própria presença. Isso dá sensação de vitalidade e reduz a angústia. Instinto de sobrevivência: seu corpo e mente estão sinalizando que o excesso de virtualidade não alimenta, mas drena energia psíquica. O “desmame” das redes sociais que você já está fazendo é uma forma saudável de reconstrução do eu, porque devolve você ao contato com o real e com vínculos concretos.
O que você descreve envolve dois temas importantes: a relação com sua ex e o impacto das redes sociais na sua vida emocional. Vamos por partes 1⃣ Sobre as atitudes da sua ex O comportamento dela — dizer que o vínculo é importante, mas não olhar nos seus olhos quando te vê — pode refletir várias coisas simultaneamente: Confusão ou conflito interno: Ela pode valorizar o que vocês tiveram, mas não sentir segurança para retomar ou lidar com a proximidade. Autoproteção emocional: Evitar contato direto pode ser uma forma de não se envolver ou de não gerar expectativas para nenhum dos dois. Luta contra sentimentos: O vínculo afetivo pode estar presente, mas ela está tentando manter a decisão de não voltar, evitando que atos contraditórios confundam ainda mais ambos. Em termos práticos, essas atitudes não dependem de você mudar ou insistir, e sim da decisão dela de manter ou não qualquer proximidade. Manter contato frequente ou observar pequenos sinais pode manter a ansiedade e dificultar a reconstrução emocional. 2⃣ Sobre sua experiência com redes sociais e internet O que você percebe — ansiedade e tristeza quando online, melhora quando realiza atividades no mundo real — é muito comum e reflete como a mente reage a estímulos digitais versus experiências concretas: Redes sociais e conteúdos online ativam comparações, expectativa e dopamina, mas muitas vezes não oferecem satisfação emocional verdadeira. Conexões virtuais podem manter você em um estado de alerta emocional, causando sensação de vazio ou angústia, especialmente após experiências afetivas intensas. Atividades reais (academia, hobbies, convivência familiar) ativam presença, sensação de controle, realização e pertencimento, funcionando como um “antídoto” natural contra a ansiedade digital. Isso indica que o desmame das redes sociais e o foco no mundo real são extremamente saudáveis para você nesse momento. 3⃣ Sugestões práticas Afastamento da ex: Um limite mais claro no contato pode ajudá-lo a se reconstruir emocionalmente. Isso não precisa ser definitivo ou dramático, mas reduzir interações, redes sociais e observações diretas ajuda a criar espaço para se reconectar consigo mesmo. Continuidade do desmame digital: Priorizar atividades no mundo real é ótimo. O cérebro responde muito melhor a experiências concretas do que a estímulos digitais, especialmente em momentos de vulnerabilidade emocional. Reflexão terapêutica: É útil explorar com seu terapeuta como o vínculo com sua ex e o uso de internet se conectam com padrões emocionais mais profundos, medos de perda, solidão ou ansiedade.
Ola, voce deve fazer um acompanahmento terapeurito, para se entender melhor, perceber o ponto cego de sua vida, sair dessa dependencia emocional que te faz ver sinais daquilo que não existe de fato. qualquer coisa entra em contato para fazermos um acolhiento.
Olá, Seu relato é muito rico, revela sensibilidade e capacidade de reflexão. Acredito que se beneficiaria de um trabalho em Psicanálise.
Agradeço por confiar em compartilhar a sua história. O comportamento dela pode ter várias leituras, inclusive uma tentativa de se proteger, mas não dá para afirmar com certeza sem conhecer o contexto dela. O mais importante é como isso te afeta. Sobre o que você sente com a internet, há evidências de que uso prolongado pode intensificar ansiedade e sensação de vazio, enquanto atividades presenciais tendem a regular melhor o emocional. Observar o que te faz bem já é um passo valioso. Talvez seja útil manter esse equilíbrio e refletir sobre limites com ela que preservem seu bem-estar. Um acompanhamento profissional pode te ajudar a elaborar tudo isso com mais clareza, sempre considerando sua identificação com o terapeuta. Se quiser conversar mais, estou à disposição.
É nítido que você criou uma idealização e acabou criando uma Dependência Emocional. E pode levar um tempo, para você se curar disso. E quando começa a afetar a vida acadêmica, social e funcional...é a hora de buscar um Especialista. Estou à disposição! Um abraço, Caroline Val
Mais do que tentar decifrar o comportamento da sua ex, talvez seja importante compreender por que essa relação ainda ocupa tanto espaço emocional e o que esse afastamento desperta em você. Também chama atenção que, ao se desconectar das redes e voltar para atividades concretas, você se sinta melhor. A análise pode ajudá-lo a compreender esse vazio, elaborar o término e construir formas menos dependentes da resposta dela para seguir a própria vida.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.





