Ola me chamo Leandra e estou em um relacionamento de quase 3 anos e meu namorado sempre desconfiou d

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Ola me chamo Leandra e estou em um relacionamento de quase 3 anos e meu namorado sempre desconfiou de mim pelo fato de eu não lembrar de algumas coisas, mas eu sempre provei tudo pra ele, ate mesmo de chegar no ponto de eu ter que gravar meu dia a dia, sempre para fazer com que ele acredite que eu não faço nada de errado pois nunca fiz mesmo, já da parte dele já teve vários acontecimentos, inclusive traição, sempre pedi para ele me mostrar que tinha mudado mas ele se recusa a fazer isso, sempre falando que eu que tenho que fazer isso, eu que esqueço as coisas, que somos diferentes e ele não precisa provar nada e etc., ele desconfia de mim e eu sempre tento conforta-lo mas na minha vez ele só me da mais desconfiança, como por exemplo, ter acesso ao meu telefone e e eu não ter acesso ao dele, e ele ate diz que se eu mexer ele vai ficar bravo. Não sei oq fazer, sempre tenho que mostrar confiança mas nunca recebo o mesmo. O que eu faço e o que isso significa?
 Rute Rodrigues
Psicólogo, Psicanalista
Porto Alegre
Olá Leandra! Penso que seria muito importante tu buscar tratamento psicológico, pode ajudar a entender porque você se submete a situações de dominação por parte deste namorado. Podemos elencar vários motivos para que ele haja assim. Não nos levaria a muitos lugares pois de qualquer forma faz efeito sobre ti que se mantém numa relação opressora. Neste sentido , seria importante refletir profundamente sobre tua aceitação destas imposições humilhantes.

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Olá, Leandra. O que você descreve não é uma dinâmica saudável de confiança, e é compreensível que você esteja confusa e emocionalmente desgastada. Em um relacionamento, confiança precisa ser mútua. Quando apenas uma pessoa é constantemente vigiada, cobrada e colocada à prova - enquanto a outra não assume responsabilidade pelos próprios comportamentos (inclusive traição) - há um desequilíbrio importante.
Exigir provas constantes, controlar seu telefone, restringir acesso enquanto se recusa a oferecer transparência e inverter a culpa são sinais de uma relação marcada por controle, insegurança e abuso emocional. Esquecimentos não justificam vigilância, nem a perda da sua privacidade. Confiar não é gravar o dia a dia para ser acreditada.
A psicoterapia pode te ajudar a entender essa dinâmica, fortalecer sua autoestima, reconhecer limites e decidir, com mais clareza e segurança, o que é saudável para você - seja para reconstruir a relação de outra forma ou para se proteger emocionalmente.
Se quiser, posso te acompanhar nesse processo em psicoterapia, com acolhimento, escuta cuidadosa e respeito à sua história. Você não precisa enfrentar isso sozinha. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
Olá, Leandra. Obrigada por compartilhar com sensibilidade o que você vem vivenciando. O que você descreve aponta para uma relação marcada por desconfiança, controle e desequilíbrio, o que pode gerar intenso sofrimento emocional. Quando apenas um lado precisa provar constantemente sua honestidade enquanto o outro não se responsabiliza, algo importante precisa ser olhado. Isso não fala sobre falhas suas, mas sobre a dinâmica do vínculo. A psicoterapia pode ajudar a compreender essa relação, fortalecer seus limites e decidir, com mais clareza, o que faz sentido para você.
Olá, tudo bem? Nossa, imagino que isso seja muito difícil e dolorido. Veja só, essas são táticas comuns de manipulação. Acredito que você deveria assistir o filme Gaslight (1940). Ele é muito utilizado atualmente para discussões atuais sobre relacionamentos pesados. Caso você se identificar com a situação, pode ser interessante conversar com sua família e pessoas mais intimas sobre a situação. Caso seja difícil lidar com tudo sozinha, pode ser interessante buscar também o apoio de um psicólogo. Te desejo tudo de bom Leandra.
Olá! Leandra, sinto muito que você esteja vivendo isso. Pelo que descreve, há um padrão de desconfiança e controle que não está sendo recíproco. Na TCC, olhamos para fatos: você vem se esforçando para gerar confiança, enquanto ele mantém comportamentos incoerentes, inclusive após uma traição, e transfere a responsabilidade para você. Esquecer coisas não justifica vigilância, exigências excessivas ou falta de reciprocidade. Um relacionamento saudável exige confiança mútua, limites claros e responsabilidade de ambos. Quando apenas um precisa provar tudo, há um desequilíbrio. Sugiro buscar apoio psicológico para te ajudar a avaliar essa relação, fortalecer sua autoestima, seus limites e decidir o que é saudável para você. Você não precisa viver em constante prova ou culpa.
Boa tarde! A melhor coisa a se fazer diante a situação é iniciar um processo psicoterapêutico, em um ambiente confiável onde você seja escutada de verdade. Esse relato pode significar muitas coisas, mas o que interessa é entender o que significa para você! Estou aqui para te auxiliar nesse processo de elaboração, agende sua consulta!
Olá, boa tarde.

É uma situação difícil de desproporção. Enquanto um lado precisa fazer mais, o outro faz menos. Não posso dizer o que você precisa fazer, pois o mais relevante é: o que você quer fazer? Me parece que não está satisfeita, então recomendo que vocês busquem lidar com essa situação em conjunto. Precisa haver diálogo e precisa haver confiança das duas partes.
Olá, como vai?
Lendo seu relato, eu me senti desconfortável em imaginar que você sempre é invalidada, enquanto ele está numa posição de poder e saber absoluto. Sua relação tem traços de um relacionamento abusivo! Você precisa sair dessa relação, pois um namoro saudável não passa por essa desconfiança e invalidação. Procure por um psicólogo para te ajudar, se for necessário, você pode procurar pelas delegacias especializadas na proteção da mulher se a situação se agravar mais. Esse tipo de controle não é sutil, está escancarado e nenhuma mulher precisa passar por isso na esperança que o namorado vai mudar, pois ele não vai.
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Oi, Leandra! Esse problema acontece com muitas pessoas, pois dependendo de como fomos criados, o sentimento de desconfiança fica sempre muito presente e tende a desgastar o relacionamento. Para esses casos, é interessante fazer uma boa terapia, com um psicólogo, com quem a pessoa se sinta bem e tenha confiança para trabalhar esses sentimentos de desconfiança que prejudicam muito a qualidade de vida da pessoa e do outro.
Olá, sinto muito que você esteja vivenciando essa situação em seu relacionamento. Pelo que você relata, parece haver um desequilíbrio na relação, marcado pela falta de reciprocidade e pela presença de sofrimento emocional. Não é possível afirmar o que as atitudes do seu parceiro significam, mas pode ser importante que você volte o olhar para a sua própria experiência, buscando compreender como se sente nessa relação, fortalecer a percepção sobre seus limites e refletir sobre o que deseja e espera de um relacionamento. O espaço psicoterapêutico pode ajudar a clarear o significado dessa relação para você e a encontrar formas mais cuidadosas de lidar com essa vivência. Se fizer sentido, coloco-me à disposição.
 Lucas Teixeira
Psicólogo
Belo Horizonte
Leandra, o que você descreve não é uma relação baseada em confiança mútua, mas em um desequilíbrio de poder. Quando você precisa provar o tempo todo que é confiável — ao ponto de gravar sua rotina — enquanto a outra pessoa, mesmo após traição, se recusa a oferecer transparência, algo está profundamente desajustado. Isso não significa que haja “algo errado” com você ou com sua memória; significa que a desconfiança está sendo colocada apenas de um lado.

Em vínculos saudáveis, confiança não é exigência unilateral, nem vigilância. O que aparece aí é uma inversão: quem traiu não se responsabiliza, e quem tenta sustentar a relação acaba se justificando o tempo todo. Isso costuma gerar desgaste emocional, insegurança e confusão sobre o próprio valor.

É importante se perguntar, com honestidade: esse formato é suportável para você a longo prazo?
Diante do que você descreve, aparece uma relação marcada por um movimento constante de explicação, justificativa e prova da sua parte. Você relata que precisa mostrar, registrar, confirmar, gravar o cotidiano para sustentar algo que, para você, já é verdadeiro: o fato de não fazer nada de errado. Isso parece colocá-la numa posição em que você se sente constantemente em débito, como se houvesse uma dívida a ser paga ou uma falta a ser reparada, ainda que você não reconheça ter causado essa falta. Que dívida é essa que precisa ser continuamente quitada? E, se ela existe, quando ela se encerra? Em que momento é suficiente? Isso vai desenhando uma certa hierarquia: um lugar em que um precisa provar e o outro não; um pode desconfiar e o outro precisa compreender; um é cobrado e o outro se exime.
É comum que existam inseguranças em vínculos afetivos. O que chama atenção não é a insegurança em si, mas como ela é vivida e colocada na relação. A insegurança dele parece atravessar você como uma exigência de controle. E talvez seja importante se perguntar como é, para você, viver sob essa exigência constante. Essa forma de estar com o outro, sendo permanentemente convocada a provar quem você é, faz sentido para você hoje? É nisso que você deseja permanecer investida?
Talvez o convite seja olhar para o significado que essa experiência tem na sua vida. Como você se sente estando nessa relação?
Um psicólogo cognitivo-comportamental, é indicado para ajudar nessa situação. Pela TCC, o trabalho envolve identificar padrões de relacionamento disfuncionais, crenças de culpa e responsabilidade excessiva, fortalecer autoestima, estabelecer limites saudáveis e avaliar comportamentos de controle e desconfiança. A terapia ajuda a compreender o impacto emocional dessa dinâmica e a tomar decisões mais seguras para o seu bem-estar.

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