Olá, meu filho tem quase 4 anos e começou, há alguns dias, questionar muito se está "de parabéns" e
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Olá, meu filho tem quase 4 anos e começou, há alguns dias, questionar muito se está "de parabéns" e se eu ainda o amo. Qualquer coisa que ele faz "de errado" já me olha e pergunta "Mamãe, eu to de parabéns? Vc ainda me ama?". Eu e meu marido nunca expressamos essas frases pra ele.. sempre digo que o amo e sempre vou amar, não importa o que aconteça, sem condicionantes. Não costumamos punir, bater, colocar de castigo.. sempre conversamos e fazemos entender as consequências dos seus atos e como repará-las (Derrubou algo? Pedimos a ajuda dele para limpar e falamos sobre a importância de tomar cuidado e reparar o que fez. Bateu ou foi desrespeitoso? Conversamos sobre como as pessoas podem ficar chateadas e que devemos pedir desculpas, etc etc). Não sei se é algo que veio da escola e até entendo que lá seja preciso um sistema maior de ações e recompensas. Mas fico preocupada com a autoestima dele ou por não se sentir amado de alguma forma. O que posso fazer?
Olá!
O que você traz é muito importante: aos 4 anos, as crianças estão em pleno desenvolvimento emocional e social, e é natural que busquem confirmação do afeto e da aprovação dos adultos de referência. Essa necessidade pode aparecer por fatores internos (fase do desenvolvimento) ou externos (como interações na escola, colegas ou até programas infantis).
A boa notícia é que existem formas de lidar com isso de maneira que fortaleça a autoestima dele e reforce o vínculo familiar, ajudando-o a se sentir seguro, mesmo diante de erros ou frustrações.
Esse é justamente o tipo de situação que trabalho na orientação parental, um espaço onde ofereço ferramentas práticas e apoio para que pais possam compreender melhor os comportamentos da criança e responder de forma que favoreça o desenvolvimento saudável.
Se você quiser, podemos marcar uma sessão inicial, para que eu entenda melhor o contexto do seu filho e juntos pensarmos em estratégias específicas para a sua família.
Tenho doutorado na área de desenvolvimento, então se interessar, fico à disposição! Abraços!
O que você traz é muito importante: aos 4 anos, as crianças estão em pleno desenvolvimento emocional e social, e é natural que busquem confirmação do afeto e da aprovação dos adultos de referência. Essa necessidade pode aparecer por fatores internos (fase do desenvolvimento) ou externos (como interações na escola, colegas ou até programas infantis).
A boa notícia é que existem formas de lidar com isso de maneira que fortaleça a autoestima dele e reforce o vínculo familiar, ajudando-o a se sentir seguro, mesmo diante de erros ou frustrações.
Esse é justamente o tipo de situação que trabalho na orientação parental, um espaço onde ofereço ferramentas práticas e apoio para que pais possam compreender melhor os comportamentos da criança e responder de forma que favoreça o desenvolvimento saudável.
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Entendo a sua preocupação e o cuidado que você demonstra com o seu filho. Quando ele pergunta se está “de parabéns” ou se você ainda o ama, parece que ele está buscando uma confirmação de segurança e de valor diante de situações que o deixam em dúvida. É como se ele estivesse tentando entender se, mesmo quando erra ou faz algo que não agrada, continua pertencendo e sendo amado.
Algo interessante de observar é de onde pode ter vindo essa linguagem – na escola, entre amigos ou mesmo em pequenas frases que ele ouviu de adultos. Crianças nessa idade ainda não diferenciam bem o “fiz algo errado” do “sou errado”, e podem interpretar facilmente qualquer correção como algo que coloca em risco o amor e o reconhecimento que recebem.
O fato de você e seu marido não condicionarem amor a comportamento é um ponto muito importante, porque ajuda a criar uma base segura. Talvez o que ele esteja pedindo, ao repetir essas perguntas, não seja exatamente uma resposta lógica, mas uma reconfirmação afetiva. Ele pode precisar ouvir várias vezes, em diferentes situações, que o amor não depende do que ele faz.
Vale se perguntar: quando ele faz essa pergunta, o que você percebe no olhar, no tom, no corpo dele? Parece mais medo de perder o amor ou expectativa de receber aprovação? Que diferença você sente quando responde com carinho, em comparação a quando apenas explica? Essas pequenas variações podem dar pistas de como ele está vivendo esse momento.
Algo interessante de observar é de onde pode ter vindo essa linguagem – na escola, entre amigos ou mesmo em pequenas frases que ele ouviu de adultos. Crianças nessa idade ainda não diferenciam bem o “fiz algo errado” do “sou errado”, e podem interpretar facilmente qualquer correção como algo que coloca em risco o amor e o reconhecimento que recebem.
O fato de você e seu marido não condicionarem amor a comportamento é um ponto muito importante, porque ajuda a criar uma base segura. Talvez o que ele esteja pedindo, ao repetir essas perguntas, não seja exatamente uma resposta lógica, mas uma reconfirmação afetiva. Ele pode precisar ouvir várias vezes, em diferentes situações, que o amor não depende do que ele faz.
Vale se perguntar: quando ele faz essa pergunta, o que você percebe no olhar, no tom, no corpo dele? Parece mais medo de perder o amor ou expectativa de receber aprovação? Que diferença você sente quando responde com carinho, em comparação a quando apenas explica? Essas pequenas variações podem dar pistas de como ele está vivendo esse momento.
Cada um de nós percebemos as coisas não apenas pelo que ouvimos, mas do que vemos, do que sentimos, etc. Todos nós temos necessidades básicas de atenção, de pertencimento, de carinho, etc. e cada um tem essas necessidades em medidas próprias, isso significa que, por exemplo, uma criança pode ter mais necessidade de atenção, palavras de apoio, etc. que outra. Quando essas necessidades não são supridas, aparecem os sintomas. Como cada pessoa tem aspectos únicos, é importante ter um maior conhecimento do que está acontecendo nesse caso, para uma orientação mais adequada. Lembrando que a infância é um período de muita importância nas nossas vidas, pois muitas aflições da vida adulta tem origem na infância. Mais do que deixar bens materiais aos nossos filhos, o mais importante é a saude mental. Minha sugestão é procurar ajuda de um psicólogo, com quem você se sinta bem e tenha confiança, para verificar quais necessidades emocionais da criança não estão sendo atendidas e elaborar o que pode ser feito.
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