Olá, meu nome é Guilherme, tenho 32 anos e vou tentar resumir para não ficar um texto cansativo.

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Olá, meu nome é Guilherme, tenho 32 anos e vou tentar resumir para não ficar um texto cansativo.

De forma geral, para você ter uma base sobre mim: não sou formado, não trabalho, moro com os meus pais e me mudo bastante de estado. Estou há 1 ano e 4 meses morando em Osasco; antes, morava em São Luís. Em 2024, passei por crises fortes de ansiedade e pânico e demorei a conseguir sair de casa. Meu psiquiatra me receitou antidepressivo, mas quando cheguei a São Paulo, parei de tomar; já faz quase um ano que não uso medicação.

Não me exercito há 10 anos, fumo muito cigarro, assisto pornografia demais (sinto que com os anos mudou a minha cabeça) me estresso com coisas fúteis e não me alimento bem. Estou literalmente há 1 ano e 4 meses sem sair de casa para relaxar ou me divertir — apenas vou ao mercado e cuido das coisas do dia a dia. Tranquei um curso de Direito que fiz durante 3 anos (em intervalos longos) e não me recordo muito das matérias. Atualmente, me matriculei em Criminologia e uso o dinheiro do meu pai. Sinto vergonha da minha vida. Há muitas outras coisas a se falar, mas vou focar no que está acontecendo atualmente.

Sinto falta de ficar com mulheres, porém minha autoestima está completamente destruída e sinto insegurança em tudo. Baixei o Tinder e tive quase mil likes. Muitas pessoas não acreditam que estou nesse celibato há mais de um ano. Recebo elogios, mas minha cabeça pensa:
• “Você é feio, cara”
• “Tudo é filtro, luz ou ângulo”
• “Essas fotos têm uns 4 anos”
• “Essa menina formada e lindíssima não é para você; deve ter curtido porque é louca”

Mesmo quando pergunto às pessoas se as fotos se parecem comigo e elas dizem que sim; mesmo postando fotos atuais e recebendo feedback positivo; mesmo com tantos likes de pessoas que considero inacessíveis; ou quando mulheres me convidam para sair… minha cabeça não aceita elogios e sempre destrói minha autoestima.
Meu mundo se tornou muito virtual. Esses dias, no Instagram, postei um vídeo atual no meu no story, e uma menina que está flertando comigo não curtiu, apenas visualizou. Isso me deixou mal e na minha cabeça pensei: ‘Ela viu que sou feio’ ou ‘A foto está muito diferente’. Para mim, ela é lindíssima, então nem sei como estaria dando atenção a um cara como eu e mostrando interesse em me ver, combinando encontro e tal. No mesmo momento fui conversar com ela, perguntando se queria sair ainda (na minha cabeça estava, viu que sou feio) ela estava marcando um dia comigo mesmo assim. Mas, eu parei de conversar, arquivei minhas fotos e sumi do Instagram, deixando ela me perguntando “amanhã?”.

Meu Deus, o que está acontecendo comigo?

Há soluções para isso? Estou muito triste, inseguro e não consigo aceitar esse feedback.

Não entendo muito bem, mas isso é algo que um psicólogo ou terapeuta pode ajudar? Isso pode mudar na minha cabeça? Posso ser feliz?

Desculpe pelo texto enorme; nem metade do que passa na minha cabeça eu contei aqui.

Sou de Osasco e preciso de ajuda.
Olá Guilherme, nada esta perdido, o passo inicial de mudança precisa partir de você, a vontade de mudar e usar como um trampolim para estimular a mudança. Escrever aqui já foi o primeiro passo, continue... Precisa de terapia urgente para se encontrar e se auto conhecer. Um profissional vai ajudar a mudar esses comportamentos e resgatar essa auto estima, fazendo voltar a enxergar suas virtudes. NINGUEM É SO DEFEITOS. Invista em você.

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Olá, como vai?
Eu sugiro que você procure por um psicólogo na modalidade presencial, para que você tenha mais um motivo para sair de casa, que é o cuidar de si mesmo.
Sugiro que você retorne ao psiquiatra e passe por uma nova avaliação, para verificar a necessidade de medicação, isso combinada à psicoterapia.
Por mais que você não va a academia, tente sair para caminhar, um dia sim, um dia não. Começe aos poucos, e gradativamente vá se autoavaliando sobre o seu exercício.
As questões do coração são importantes para a autoestima, sem dúvida. Mas no seu caso, conforme o seu relato, há questões mais importantes e relacionadas à saúde que aparentemente são prioritárias, como alimentação, exercício, estudo, trabalho e independência.
Qualquer tratamento de saúde mental requer tempo, e haverão dias muito difíceis e outros só dífíceis, mas o próprio tempo e a dedicação do sujeito implicado em sua melhora farão o tratamento avançar.
Se você tiver dificuldades, procure pelo CAPS mais próximo de sua casa, a instituição pode te ajudar!
Espero ter ajudado, fico à disposição.
Oi, Guilherme, obrigado por compartilhar sua história de forma tão aberta.

O que você descreve mostra como a autoestima fragilizada pode distorcer a forma como você se enxerga e se relaciona com os outros. Mesmo quando recebe elogios e sinais claros de interesse, sua mente parece encontrar uma forma de anular isso, como se não pudesse acreditar em algo positivo vindo na sua direção. Essa desconfiança de si mesmo e a autocrítica constante acabam prendendo você num ciclo de insegurança, isolamento e tristeza.

Também aparece muito forte a vergonha da sua vida atual, como se o fato de não estar trabalhando, ter interrompido cursos e depender financeiramente do seu pai fosse um peso difícil de carregar. Essa visão crítica de si mesmo parece alimentar ainda mais o sentimento de que você não merece coisas boas, inclusive nos relacionamentos.

Outro ponto marcante é como sua vida está muito centrada no virtual. Isso intensifica comparações, inseguranças com a aparência e interpretações negativas de pequenos detalhes, como alguém que viu um story e não reagiu. É como se cada mínima coisa fosse tomada como uma confirmação do que você já teme sobre si mesmo.

O que você traz é sim algo que pode ser trabalhado em psicoterapia. Esse acompanhamento pode ajudar a compreender melhor de onde vem essa dificuldade em aceitar elogios, como interromper o ciclo de autossabotagem nos relacionamentos e de que maneira pequenas mudanças na rotina, como cuidar do corpo, retomar atividades fora de casa e reduzir o isolamento, podem fortalecer sua autoestima de forma concreta.

Esse processo não é imediato, mas é totalmente possível mudar a forma como você se vê e se sente. Você pode aprender a se relacionar consigo mesmo de maneira menos dura, mais realista e mais acolhedora.
 Indayá Jardim de Almeida
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá, Guilherme! Sinto muito que esteja passando por esse sofrimento, aconselho buscar um psicólogo/ psicanalista para ter um espaço de escuta sensível e acolhimento, possibilitando assim, encontrar saídas para essas questões, pois elas podem ser solucionadas. Espero ter ajudado, estou á disposição!
O que você está sentindo é compreensível diante de tudo o que você tem vivido e da forma como construiu seu olhar sobre si mesmo ao longo dos anos. A terapia pode ser muito útil para te ajudar a entender como suas experiências, pensamentos e sentimentos têm moldado sua autoestima e sua percepção de si mesmo. É possível mudar esse padrão de pensamento e começar a recuperar sua autonomia e confiança, mas é importante saber que isso exige tempo, paciência e prática diária. O processo envolve se permitir entrar em contato com suas emoções, questionar essas críticas internas e experimentar novas formas de se relacionar consigo mesmo e com os outros. Com acompanhamento profissional, é possível resgatar sua autoestima, aprender a lidar melhor com a insegurança e criar condições para viver experiências mais positivas e satisfatórias, incluindo relações afetivas e sociais. A terapia é justamente o espaço seguro para iniciar esse trabalho e construir, aos poucos, uma forma de se sentir mais confiante e feliz.
Oi Guilherme, esse tipo de situação acontece com muitas pessoas e é comum que venham acompanhadas de muitas reações de autossabotagem. Seria importante uma boa psicoterapia, com um psicólogo com quem você se sinta bem e tenha confiança, para trabalhar a autoestima e as demandas que envolvem isso.

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