Olá suspeito ter TOC, tenho todos praticamente todos os sintomas mania, pensamentos obssesivos e int

23 respostas
Olá suspeito ter TOC, tenho todos praticamente todos os sintomas mania, pensamentos obssesivos e intrusivos, medo de que se não fizer determinada coisa de um jeito especifico algo ruim irá acontecer, ansiedade constante queria saber se devo primeiro buscar um psiquiatra ou um psicologo ou psicanalista qual vou primeiro, e como melhorar esses sintomas.
Olá.
Cada especialidade listada por você vai te ajudar de alguma forma. Mas se você deseja uma abordagem não medicamentosa, pode começar com um psicólogo ou psicanalista. Um desses profissionais vai te apoiar e, se necessário, pode indicar um psiquiatra para apoio com medicamento. O importante é iniciar um atendimento.

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Dra. Rosana Paula Silva Medeiros
Psicólogo, Psicanalista
Rio de Janeiro
Olá. O transtorno de TOC é considerado crônico, costuma ter seu diagnóstico muitas vezes tardio, normalmente quando se busca ajuda profissional o indivíduo pode estar em um estágio onde já esteja com sua qualidade de vida prejudicada. Dificilmente os sintomas de TOC podem ser eliminados com apenas um determinado tipo de tratamento, pois é uma patologia que tende a incapacitar o individuo, caso não tratada, além de poder, evoluir para situações mais graves.
A demora no diagnóstico é comum o indivíduo tende a desenvolver outros tipos de doenças como;
*DEEPRESSÃO
*DISTURBIOS ALIMENTARES
*FOBIAS
*PÂNICO
* ANSIEDADE GENERALIZADA
*DEPENDÊNCIA ALCOOL,CIGARRO E OUTRAS DROGAS

É um transtorno grave que precisa ser acompanhado por profissionais qualificados, um acompanhamento de psicoterapia se faz necessário, e pode reduz até 80% dos sintomas do transtorno, em conjunto do acompanhamento psiquiátrico para um tratamento medicamentoso, mesmo que seja por um breve período.
O melhor profissional seja para um acompanhamento medicamentoso ou psicoterapia é aquele que você confia. Porém é importante você dar a oportunidade de confiar no profissional, nada vem pronto, seja seu processo medicamentoso ou terapêutico, a evolução ou remissão dos sintomas depende muito mais de quanto você deseja estar melhor.
Espero ter ajudado. Estimo melhoras e boa sorte, caso precisar pode contar comigo.
Abços.
 Daniela Boudakian
Psicólogo, Psicanalista
São Paulo
Caro anônimo, uma coisa importante você já percebeu: não é preciso enfrentar isso sozinho. Comece pela escuta. O medicamento é um recurso, mas nem sempre o primeiro passo. Um bom analista saberá dizer se o medicamento é bem-vindo.

Diante desses sintomas, a busca por ajuda é essencial, e minha orientação é que você inicie consultando um psicanalista ou psicólogo.

​Por quê? Porque esses rituais e pensamentos intrusivos, embora tragam sofrimento, possuem um sentido e uma função na sua economia psíquica. É importante tentar compreender o que esses sintomas estão tentando comunicar ou encobrir antes de buscar suprimi-los imediatamente com medicação. Como falei, um bom analista saberá avaliar a gravidade nas sessões iniciais. Se for percebido que a angústia está paralisante a ponto de impedir o progresso da terapia, ele mesmo fará o encaminhamento responsável a um psiquiatra para o suporte medicamentoso. Começar pela análise garante que o tratamento foque na causa, e não apenas no silenciamento do sintoma. De qualquer forma, você pode medir a ida ao psiquiatra por quão insuportável está o quadro pelo qual você está passando. Estou por aqui. Boa sorte no percurso.
Os fenômenos que você descreve — pensamentos que retornam, repetições, rituais, exigências internas que parecem não ter dono — indicam que há algo do seu inconsciente que insiste. Na psicanálise, não tratamos isso como “manias” ou “erros da mente”, mas como uma formação de sentido, um arranjo que o sujeito cria para tentar lidar com algo que não encontrou ainda outra via de expressão.

A psicanálise pode te ajudar justamente a localizar de onde vem essa necessidade tão intensa de controlar, conferir, repetir, e por que certa imagem de perigo se sustenta para você.
Não vamos tentar eliminar o pensamento nem ensinar técnicas para “bloquear” o que surge — isso apenas fortalece o circuito. O trabalho é entender o que, em você, dá lugar a isso.

Com o tempo, conforme o sujeito se escuta, esses automatismos perdem força, porque deixam de ser respostas obrigatórias a algo desconhecido e passam a ter um lugar simbólico: você passa a reconhecer o que está por trás dessa lógica que hoje te captura.

Em análise, o sintoma não é um inimigo a ser combatido, mas um modo de dizer. E quando você encontra esse dizer, o sintoma pode se transformar — perde urgência, perde rigidez, perde a necessidade de repetição.

Se algo está insistindo desse jeito, vale dar espaço para esse dizer emergir num trabalho de fala. A análise abre justamente essa possibilidade.
Olá. Sugiro ir no profissional que você se sentir mais confortável. Legalmente um psicólogo é habilitado a fazer esse diagnóstico. O profissional poderá indicar o tratamento para melhorar os sintomas.
 Dirk Albrecht Dieter Belau
Psicanalista
São Paulo
Olá, tudo bem? Menos os sintomas que você mencionou? A resposta vai depender da linha profissional de quem responde. E da gravidade do seu sofrimento. Se você acha que precisa de um calmante para poder passar o dia, procure um psiquiatra. Se você quer entrar numa psicoterapia longa e profunda, procure um psicanalista. Equivalente ao psicanalista seria um psicólogo da linha humanista, também chamada de psicoterapia falada. Ela é longa também e profunda. A psicoterapia "cognitiva comportamental" é a que mais rapidamente chega a certos resultados, porém não sendo profunda, fornece resultados de duração limitada no tempo. Pode acontecer que uma mudança na sua disciplina e no seu comportamento lhe traz revelações de como vocé pode contornar seu problema. Sendo eu da linha humanista, recomendo procurar um psicoterapeuta desta linha (também se chama "centrada na pessoa") ou um psicanalista. Infelizmente, os custos seriam maiores por causa do número de sessões que vai ser maior. Concluindo: a sua vivência muito provavelmente vai requerer uma mudança "profunda," pois você deve ter adquirido a atitude de medo cedo na infância e ela deve estar bastante dominante na sua mente, e assim difícil de se mudar. Mas cada esforço vai lhe render uma melhora. Desejo bom ânimo para começar.
Primeiro, sugiro que você passe por um psiquiatra. Não porque “é grave”, mas porque alguns quadros obsessivos precisam de apoio medicamentoso para reduzir a intensidade da ansiedade. Isso abre espaço para o segundo passo, que é onde o trabalho realmente acontece.

Em paralelo, o caminho mais profundo é a psicanálise. O TOC não é apenas um conjunto de manias; ele é uma forma que o psiquismo encontra para tentar controlar uma angústia mais antiga, mais funda, muitas vezes silenciosa. Os rituais funcionam como defesas, como acordos que a mente cria para evitar algo que ainda não consegue simbolizar.

Na análise, vamos trabalhar justamente isso:
– de onde vem essa angústia,
– qual é o significado dos pensamentos intrusivos,
– o que o sintoma está tentando proteger,
– e como você pode elaborar tudo isso para que os rituais deixem de ser necessários.

O objetivo não é “apagar” o TOC, mas tirar a força dele. Quando o conflito interno encontra palavra, o sintoma perde o comando.

Fico à disposição!
Com a psicanalise vamos trazer esses sentimentos a tona, e pensar sobre as experiencias de vida, te ajudando a baixar essa tensão e poder assim entender o seu lugar.
 Daniel Strucchi
Terapeuta complementar, Psicanalista
Rio de Janeiro
Os sintomas que você relata, como pensamentos obsessivos, imagens intrusivas, necessidade de fazer algo de um jeito específico para evitar que “algo ruim aconteça” e ansiedade constante, são compatíveis com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo.
O caminho mais indicado é iniciar com um psicólogo que trabalhe com Terapia Cognitivo-Comportamental, principalmente com Exposição e Prevenção de Resposta, que é o tratamento mais eficaz para TOC segundo as pesquisas científicas atuais.
Também é importante passar por um psiquiatra, que pode confirmar o diagnóstico e avaliar a necessidade de medicação, especialmente quando os sintomas são intensos ou interferem no dia a dia.
Outras abordagens, como psicanálise e terapias integrativas, podem ajudar no entendimento emocional, mas não substituem as intervenções comportamentais quando o objetivo é reduzir obsessões e compulsões.
Quanto antes buscar ajuda, melhor é o prognóstico e mais rápido você consegue retomar qualidade de vida. Querendo, ajuda profissional especializada faz muita diferença desde o início.
 Juliana Genovesi
Psicanalista
São Caetano do Sul
Para responder à sua pergunta, precisamos dividir em dois momentos. Se esses pensamentos intrusivos trouxerem qualquer risco à sua vida (ideação suicida), a busca por um psiquiatra é indispensável e urgente.
No entanto, para tratar o quadro que você descreveu (rituais, obsessões e ansiedade), o trabalho do psicanalista é fundamental. A medicação pode aliviar a ansiedade física, mas ela não resolve o conteúdo dos pensamentos. Esses sintomas precisam de um lugar de escuta.
Na psicanálise, entendemos que esse 'jeito específico de fazer as coisas' é uma tentativa de se defender de uma angústia maior. Precisamos, em análise, escutar o que esses rituais estão tentando dizer ou esconder. É através da sua fala que o analista poderá conduzir o tratamento, permitindo que você elabore essas questões e encontre uma outra posição diante desse sofrimento.
Pelos sintomas que você descreve — pensamentos obsessivos e intrusivos, rituais mentais ou comportamentais, medo de que algo ruim aconteça se não fizer algo de um jeito específico e ansiedade intensa — é importante buscar avaliação profissional o quanto antes, porque esses sinais são compatíveis com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).

Qual profissional procurar primeiro?
O caminho mais eficaz é este:

1. Primeiro: Psiquiatra
Para uma avaliação diagnóstica precisa e, se necessário, início de tratamento medicamentoso (quando indicado). O TOC tem excelente resposta clínica quando tratado adequadamente.
2. Em paralelo ou em seguida: Psicólogo especializado em TCC ou Psicanalista
A terapia é essencial para reduzir obsessões, compulsões e ansiedade. A combinação de psiquiatria + psicoterapia costuma ser o tratamento mais eficaz.
Como melhorar os sintomas?
— Não tente enfrentar sozinho: busque acompanhamento regular.
— Evite reforçar os rituais e manias, mesmo que aliviem na hora.
— Práticas de respiração e regulação emocional podem ajudar momentaneamente, mas não substituem o tratamento.

O TOC tem tratamento, melhora e prognóstico muito bons quando você recebe o cuidado certo. Reconhecer os sintomas e buscar ajuda já é o primeiro passo — e você já deu esse passo hoje. Você não está sozinho(a) nisso e há profissionais preparados para caminhar com você.
 Andrea  Nathan
Psicanalista
São Paulo
Olá, você pode procurar primeiro um psicólogo ou psicanalista. Caso seja necessário, eles o encaminharão para um psiquiatra.
 Felipe Firenze
Psicanalista
Rio de Janeiro
Oi, com vai? Agradeço por compartilhar o que você tem vivido. Quando surgem sintomas tão intensos, como pensamentos intrusivos, medos persistentes, manias e ansiedade constante, é natural que apareça a dúvida sobre por onde começar. Não existe uma resposta absoluta, porque cada pessoa responde de forma única ao cuidado, mas o mais importante é buscar um profissional com quem você se sinta identificado. Tanto a psiquiatria quanto a psicoterapia ou a psicanálise podem ser caminhos iniciais válidos. Um psiquiatra poderá avaliar a necessidade de medicação, enquanto um psicanalista ou psicólogo trabalhará ao seu lado para compreender a origem desses sintomas e ajudar a construir um modo de lidar com eles. O essencial é não tentar enfrentar isso sozinho. Se desejar conversar mais sobre o que está sentindo, estarei à disposição.
olá, nesse caso a psicoterapia seria o mais indicado para você, tendo em vista que no processo psicoterapêutico após avaliações o profissional irá te orientar dentro do seu contexto, técnicas de enfrentamento para que você consiga lidar e possivelmente superar os pensamentos obsessivos e intrusivos, seus medos e a ansiedade constante.
A psicoterapia é muito eficaz nesse tipo de situação. Tenho ajudado muitos pacientes com esse quadro que você descreveu acima e obtidos ótimos resultados.
Dra. Silvia Geraldi
Terapeuta complementar, Psicanalista
Curitiba
Olá, sinto muito que você esteja passando por isso. O que você descreve realmente gera muito sofrimento, e é importante dizer: você não está exagerando nem “ficando louco(a)”.

Pensamentos obsessivos e intrusivos, medo de que algo ruim aconteça se não fizer algo de um jeito específico e ansiedade constante são sinais de que o sistema emocional está em estado de alerta intenso. Isso pode estar relacionado ao TOC, mas também pode aparecer em quadros de ansiedade, trauma ou medo de perda de controle — por isso o diagnóstico precisa ser cuidadoso.

Sobre por onde começar:

O ideal é iniciar com um psicólogo ou psicanalista, para uma avaliação clínica aprofundada. A psicoterapia ajuda a entender a origem desses pensamentos, reduzir a ansiedade e aprender a não se submeter aos rituais e ao medo.

O psiquiatra entra quando os sintomas estão muito intensos, afetando sono, rotina, trabalho ou quando a ansiedade está insuportável. Ele avalia a necessidade (ou não) de medicação — que, quando indicada, costuma ajudar bastante, especialmente no início.

Na prática, muitos pacientes se beneficiam da combinação: psicoterapia + acompanhamento psiquiátrico, mas isso é construído aos poucos, respeitando seu tempo.

Enquanto você busca ajuda, algo importante: Pensamentos intrusivos não são desejos, intenções ou previsões.
O medo que surge não significa que algo ruim vai acontecer.
Quanto mais você tenta controlar ou neutralizar o pensamento, mais ele tende a voltar.

Existe tratamento, existe melhora e existe alívio. Você não precisa lidar com isso sozinho(a).

Se quiser, posso te orientar melhor sobre como funciona o processo terapêutico e como trabalhamos esses sintomas passo a passo.
Dra. Fabíola da Rocha Marques
Psicanalista
São Carlos
Olá
Sinto muito que você esteja passando por isso — o que você descreve é muito angustiante, e é importante saber que tem tratamento e melhora, sim.

Quem procurar primeiro?

Você pode seguir qualquer uma dessas opções, mas a orientação mais comum é:

Psiquiatra primeiro

Para avaliar, confirmar ou descartar o diagnóstico de TOC.

Ver se há necessidade de medicação, que muitas vezes ajuda bastante a reduzir os pensamentos obsessivos e a ansiedade.

Psicólogo (preferencialmente TCC) em paralelo

A Terapia Cognitivo-Comportamental, especialmente com Exposição e Prevenção de Resposta (EPR), é o tratamento psicológico com mais evidência para TOC.

Ajuda a lidar com os pensamentos intrusivos sem reforçar as compulsões.

Psicanálise também pode ajudar, principalmente para compreender conflitos emocionais mais profundos, mas isoladamente não costuma ser a primeira escolha para controle inicial dos sintomas de TOC.

Sobre seus sintomas

Pensamentos obsessivos e intrusivos não definem quem você é.

O medo de que algo ruim aconteça se não fizer um ritual é típico do TOC.

A ansiedade constante costuma diminuir quando o TOC é tratado corretamente.

O que pode ajudar desde já

Não tentar “brigar” com os pensamentos (isso costuma aumentar a ansiedade).

Evitar reforçar rituais sempre que possível, de forma gradual.

Manter rotina de sono, alimentação e evitar excesso de cafeína.

Buscar informação confiável (isso já é um passo importante).

Importante

Somente um profissional pode dar diagnóstico, mas seu sofrimento é válido e merece cuidado. Quanto antes iniciar acompanhamento, melhor o prognóstico.

Se quiser, posso te explicar como funciona o tratamento do TOC passo a passo, ou te ajudar a se preparar para a primeira consulta com o psiquiatra ou psicólogo.
 Sarah Pereira
Psicanalista
Campina Grande
O sofrimento que você descreve é reconhecível e válido, e buscar ajuda é o passo mais importante. Do ponto de vista psicanalítico (lacaniano), o TOC não é visto apenas como um conjunto de sintomas a serem suprimidos, mas como uma estrutura de defesa contra a angústia. Os rituais e pensamentos obsessivos funcionam como uma tentativa de controlar aquilo que é imprevisível e ameaçador. Eles dão uma ilusão de ordem e previsibilidade, ainda que a um custo exaustivo. O tratamento visa entender qual a função desse ritual na sua economia psíquica: o que ele tenta impedir, ordenar ou simbolizar?

Busque um psiquiatra para avaliação e suporte farmacológico, e simultaneamente procure um psicanalista ou psicólogo para iniciar o processo de psicoterapia. Os dois tratamentos são complementares e costumam oferecer os melhores resultados.

O que você sente tem uma lógica interna. O caminho não é só silenciar a mente, mas compreender o que essa mente está tentando dizer ou controlar.
Quando esses pensamentos e rituais começam a tomar muito espaço, trazendo ansiedade constante e a sensação de que “algo ruim vai acontecer” se você não agir de um jeito específico, o mais importante é não enfrentar isso sozinho. O TOC costuma funcionar como um ciclo: o pensamento intrusivo gera angústia, o comportamento alivia momentaneamente, e o cérebro aprende que precisa repetir aquilo para se sentir seguro.
Em geral, o melhor caminho é buscar os dois cuidados, psiquiátrico e psicoterapêutico, sem a ideia de que um exclui o outro. O psiquiatra pode avaliar se a medicação é indicada para reduzir a intensidade da ansiedade e das obsessões, especialmente quando os sintomas estão muito invasivos. Já a psicoterapia seja com psicólogo ou psicanalista é fundamental para trabalhar o funcionamento desses pensamentos, entender por que eles se fixaram dessa forma e ajudar o cérebro a sair desse padrão de ameaça constante.
A melhora não vem de tentar “controlar” ou brigar com os pensamentos, mas de aprender a lidar com a ansiedade sem precisar obedecer às compulsões. Com acompanhamento adequado, esse quadro é tratável, e a sensação de estar refém da própria mente pode diminuir bastante. Procurar ajuda já é um passo importante.
 Liliane Dardin
Psicanalista
São Paulo
Olá, obrigada por compartilhar o que você está vivendo!!!

Só o fato de você conseguir perceber esses sintomas e buscar orientação já mostra um movimento importante de cuidado consigo.

Conviver com pensamentos obsessivos, medos constantes e a sensação de que “algo ruim pode acontecer” se você não fizer determinados rituais realmente gera muito sofrimento, ansiedade e cansaço emocional — e você não está exagerando ao se preocupar com isso.

Em relação à sua dúvida, não existe uma ordem rígida, mas posso te orientar de forma prática:

- O psicólogo ou psicanalista é fundamental para ajudar você a compreender esses pensamentos, reduzir as compulsões (mentais e comportamentais) e aprender novas formas de lidar com a ansiedade. A psicoterapia é a base do tratamento do TOC, pois trabalha o funcionamento desses sintomas no dia a dia.

- O psiquiatra entra principalmente quando os sintomas estão muito intensos, frequentes e interferindo bastante na rotina. Em alguns casos, a medicação é um recurso importante para diminuir a intensidade da ansiedade e das obsessões, facilitando o trabalho terapêutico.

Muitas pessoas iniciam pela psicoterapia e, se necessário, fazem o acompanhamento conjunto com o psiquiatra. Outras já buscam os dois ao mesmo tempo — o que também é válido. O mais importante é não enfrentar isso sozinho.

Sobre melhorar os sintomas, é importante saber que:

- tentar “brigar” com os pensamentos ou buscar certeza o tempo todo costuma aumentar o TOC;

- o tratamento ajuda você a mudar a relação com esses pensamentos, diminuindo o medo e a necessidade de rituais;

- com acompanhamento adequado, é possível ter grande redução dos sintomas e melhora significativa da qualidade de vida.

O TOC tem tratamento e não define quem você é. Esses pensamentos não dizem sobre seus valores ou intenções, mas sobre um funcionamento ansioso da mente que pode ser cuidado.

Se desejar, a psicoterapia - que identifica traumas do inconsciente - estou á sua disposição e lhe oferecerei um espaço seguro para acolher seu sofrimento, avaliar melhor esses sintomas e, juntos, pensar se há necessidade de encaminhamento psiquiátrico. Estou à disposição para te ajudar nesse processo.
Diante da suspeita de Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), sua iniciativa de buscar orientação é fundamental. Na perspectiva psicanalítica, os sintomas descritos: pensamentos intrusivos, rituais compulsivos e ansiedade constante — são compreendidos como manifestações de conflitos inconscientes que exigem elaboração simbólica.
Recomenda-se iniciar com avaliação psiquiátrica para investigar possíveis bases neurobiológicas, avaliar necessidade de medicação (como ISRS, primeira linha para TOC) e descartar condições comórbidas, como depressão ou outros transtornos de ansiedade. Após estabilização inicial, a psicoterapia psicanalítica torna-se o eixo central do tratamento, trabalhando as raízes inconscientes do transtorno. Este processo foca na decifração dos significados latentes por trás das obsessões e compulsões, além da elaboração das angústias projetadas nos rituais.
Muitos pacientes beneficiam-se da integração de abordagens, combinando análise freudiana ou lacaniana para desvendar fantasias inconscientes com técnicas cognitivo-comportamentais (como Exposição e Prevenção de Resposta) para sintomas agudos. Grupos de apoio também são valiosos na redução do estigma.
Na melhoria sintomática pela ótica psicanalítica, a interpretação dos rituais revela tentativas de controle simbólico sobre conteúdos ameaçadores do inconsciente. A análise busca identificar significantes nucleares, como medos de perda de controle, e trabalhar a relação entre superego punitivo e demandas pulsionais. A transformação da ansiedade ocorre através da associação livre e análise de sonhos, convertendo descargas ansiosas em pensamento articulado, o que reduz a urgência dos rituais. O setting terapêutico oferece continência para nomear o indizível por trás das obsessões, desmontar lógicas mágicas ("se não fizer X, Y acontecerá") e restaurar a autonomia do sujeito.
Como psicanalista, disponho-me para acompanhá-lo neste processo de decifração sintomática, articular com psiquiatras quando necessário e fornecer espaço protegido para elaboração das angústias subjacentes. Caso deseje iniciar avaliação psicanalítica, estou à disposição para agendarmos um primeiro encontro e construirmos juntos um plano terapêutico personalizado.
Boa tarde! Sugiro que comece buscando aquilo que lhe for mais conveniente. Todavia, entendo que o melhor caminho é ter um acompanhamento profissional conjunto: Psiquiatra + Psicanalista, ou, Psiquiatra + Psicólogo.
Qual abordagem terapêutica seguir (psicanálise ou psicologia)? Aí vai do seu gosto. Ambas as técnicas são mais do que válidas, o importante é que você consiga estabelecer uma boa relação com o profissional que vai lhe atender... ver se te compreende adequadamente, que lhe deixe à vontade para falar o que sente...
Enfim, marque uma consulta e experencie na prática o que é melhor para si.
Bom dia!
Penso que o primeiro passo é o que vc está fazendo, reconhecer que precisa de ajuda...
O psicanalista pode te ajudar de forma mais profunda, trabalhando questões que geram os sintomas... ele mesmo pode te orientar sobre o possível acompanhamento com um psiquiatra pois depende de quanto os sintomas interferem na sua vida... então cabe uma avaliação mais minuciosa por parte do psicanalista ou psicólogo... e se for o caso, ele faz o encaminhamento para que uma medicação possa te ajudar... mas nem sempre é necessário...
Muitas vezes o trabalho da terapia já é suficiente para controlar os sintomas...
Espero ter ajudado e fico à disposição!
O que você descreve gera muito sofrimento e merece cuidado. Suspeitar e buscar ajuda já é um passo importante. Não existe uma regra rígida sobre “quem procurar primeiro”. Em geral:

* **O psiquiatra** avalia se a medicação pode ajudar a reduzir a intensidade da ansiedade e dos pensamentos obsessivos.
* **A psicanálise** trabalha o sentido desses sintomas: o que esses pensamentos tentam controlar, proteger ou evitar.

Muitas vezes, os dois cuidados caminham juntos.

Na psicanálise, não combatemos o pensamento à força. Escutamos o que está por trás dele. Com o processo, a ansiedade tende a diminuir e os sintomas perdem força.

Você não precisa passar por isso sozinho. Há tratamento e há caminho — e ele começa pela escuta.

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