Olá tenho 26 anos e a uns 4anos tento engravidar naturalmente mas não tive bons resultados, tomo 2 c
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Olá tenho 26 anos e a uns 4anos tento engravidar naturalmente mas não tive bons resultados, tomo 2 comprimidos de carbamazepina de 200 mg ao me deitar isso desde os meus 11 anos por questões de crises convulsivas ,que hj encontra-se controlada ...
Há alguma possibilidade do tempo que tomo esse medicamento está interferindo para eu não engravidar?
Desde já sou grata espero que possam me ajudar!
Bjus
Há alguma possibilidade do tempo que tomo esse medicamento está interferindo para eu não engravidar?
Desde já sou grata espero que possam me ajudar!
Bjus
Ola! Provavelmente a medicação não é a causa da sua dificuldade em engravidar. No entanto, se você está sem crises há tanto tempo, seria interessante discutir com um especialista a possibilidade de retirar para reduzir os riscos de problemas na gestação.
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Concordo com a colega. A carbamazepine não altera a fertilidade ou seja a sua capacidade em ovular , falando de forma sucinta .
Mas caso engravide, eh uma medicação que pode trazer algumas na formações fetais .
Por isso, SE POSSÍVEL, e isso você só pode decidir com o médico que te acompanha , se houver possibilidade de retirar a medicação , visto que há tantos anos vc não aprwsentou mais nenhum episódio .
Além disso, acredito que deve ser melhor investigada a causa da infertilidade .
Segundo algumas estatísticas apenas em casos onde com a vida sexualmente ativa a mulher não engravida em um
Ano deve-se procurar ajuda . Abraços.
Mas caso engravide, eh uma medicação que pode trazer algumas na formações fetais .
Por isso, SE POSSÍVEL, e isso você só pode decidir com o médico que te acompanha , se houver possibilidade de retirar a medicação , visto que há tantos anos vc não aprwsentou mais nenhum episódio .
Além disso, acredito que deve ser melhor investigada a causa da infertilidade .
Segundo algumas estatísticas apenas em casos onde com a vida sexualmente ativa a mulher não engravida em um
Ano deve-se procurar ajuda . Abraços.
Boa noite. A Carbamazepina muito provavelmente não tem relação com a dificuldade para engravidar. Como já explicitado pelas colegas acima, há linhas de medicações anticonvulsivantes mais seguras para a gestação e futura lactação. Seria um bom momento para dialogar com seu médico sobre esse detalhe. Boa sorte!
Excelente pergunta — e muito importante, pois o uso prolongado de carbamazepina (anticonvulsivante) realmente exige atenção especial quando há dificuldade para engravidar ou planejamento de gestação.
A carbamazepina é uma medicação eficaz para o controle de crises convulsivas, atuando na estabilização elétrica dos neurônios. No entanto, como outros anticonvulsivantes, ela pode interferir indiretamente na fertilidade feminina e também exigir ajustes antes e durante a gravidez.
Possíveis interferências na fertilidade:
A carbamazepina pode alterar o metabolismo hormonal, reduzindo discretamente os níveis de estrógeno e progesterona, o que pode causar ciclos menstruais irregulares ou anovulatórios em algumas mulheres;
Pode aumentar o metabolismo hepático de hormônios sexuais e de suplementos como o ácido fólico, importante para a ovulação e a saúde reprodutiva;
Há relatos de síndrome dos ovários policísticos induzida por anticonvulsivantes em uma pequena parcela de mulheres, especialmente quando usados por muitos anos;
Além disso, o próprio histórico neurológico e o estresse metabólico podem interferir no equilíbrio hormonal.
Por outro lado, muitas mulheres engravidam normalmente enquanto usam carbamazepina, especialmente quando o tratamento está bem controlado e acompanhado de perto.
O que é indicado fazer:
Não suspender a medicação por conta própria, pois o risco de uma crise convulsiva durante a gestação é muito maior do que o risco do remédio isolado;
Conversar com seu neurologista e ginecologista/obstetra sobre a possibilidade de ajuste de dose ou troca para um anticonvulsivante mais seguro para gestação, como lamotrigina (dependendo do seu caso clínico e tipo de crise);
Iniciar o uso de ácido fólico em dose alta (5 mg/dia) pelo menos 3 meses antes da tentativa de engravidar, pois a carbamazepina reduz os níveis dessa vitamina, essencial para a formação do tubo neural do bebê;
Avaliar função hormonal, ovulatória e tireoidiana para excluir outras causas de infertilidade;
Manter acompanhamento conjunto entre neurologista e obstetra de alto risco, garantindo equilíbrio entre controle das crises e segurança fetal.
Ou seja: o uso prolongado de carbamazepina pode contribuir de forma discreta para a dificuldade de engravidar, mas não impede completamente a gestação, desde que haja acompanhamento médico e planejamento adequado.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista e ginecologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia feminina, gestação segura em uso de anticonvulsivantes e medicina do sono, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
A carbamazepina é uma medicação eficaz para o controle de crises convulsivas, atuando na estabilização elétrica dos neurônios. No entanto, como outros anticonvulsivantes, ela pode interferir indiretamente na fertilidade feminina e também exigir ajustes antes e durante a gravidez.
Possíveis interferências na fertilidade:
A carbamazepina pode alterar o metabolismo hormonal, reduzindo discretamente os níveis de estrógeno e progesterona, o que pode causar ciclos menstruais irregulares ou anovulatórios em algumas mulheres;
Pode aumentar o metabolismo hepático de hormônios sexuais e de suplementos como o ácido fólico, importante para a ovulação e a saúde reprodutiva;
Há relatos de síndrome dos ovários policísticos induzida por anticonvulsivantes em uma pequena parcela de mulheres, especialmente quando usados por muitos anos;
Além disso, o próprio histórico neurológico e o estresse metabólico podem interferir no equilíbrio hormonal.
Por outro lado, muitas mulheres engravidam normalmente enquanto usam carbamazepina, especialmente quando o tratamento está bem controlado e acompanhado de perto.
O que é indicado fazer:
Não suspender a medicação por conta própria, pois o risco de uma crise convulsiva durante a gestação é muito maior do que o risco do remédio isolado;
Conversar com seu neurologista e ginecologista/obstetra sobre a possibilidade de ajuste de dose ou troca para um anticonvulsivante mais seguro para gestação, como lamotrigina (dependendo do seu caso clínico e tipo de crise);
Iniciar o uso de ácido fólico em dose alta (5 mg/dia) pelo menos 3 meses antes da tentativa de engravidar, pois a carbamazepina reduz os níveis dessa vitamina, essencial para a formação do tubo neural do bebê;
Avaliar função hormonal, ovulatória e tireoidiana para excluir outras causas de infertilidade;
Manter acompanhamento conjunto entre neurologista e obstetra de alto risco, garantindo equilíbrio entre controle das crises e segurança fetal.
Ou seja: o uso prolongado de carbamazepina pode contribuir de forma discreta para a dificuldade de engravidar, mas não impede completamente a gestação, desde que haja acompanhamento médico e planejamento adequado.
Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista e ginecologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.
Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia feminina, gestação segura em uso de anticonvulsivantes e medicina do sono, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.
Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082
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