Olá tenho 26 anos e a uns 4anos tento engravidar naturalmente mas não tive bons resultados, tomo 2 c

4 respostas
Olá tenho 26 anos e a uns 4anos tento engravidar naturalmente mas não tive bons resultados, tomo 2 comprimidos de carbamazepina de 200 mg ao me deitar isso desde os meus 11 anos por questões de crises convulsivas ,que hj encontra-se controlada ...
Há alguma possibilidade do tempo que tomo esse medicamento está interferindo para eu não engravidar?
Desde já sou grata espero que possam me ajudar!
Bjus
Ola! Provavelmente a medicação não é a causa da sua dificuldade em engravidar. No entanto, se você está sem crises há tanto tempo, seria interessante discutir com um especialista a possibilidade de retirar para reduzir os riscos de problemas na gestação.

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Dra. Ana Paula Peixoto Bravo de Souza
Psiquiatra, Médico do sono
Rio de Janeiro
Concordo com a colega. A carbamazepine não altera a fertilidade ou seja a sua capacidade em ovular , falando de forma sucinta .
Mas caso engravide, eh uma medicação que pode trazer algumas na formações fetais .
Por isso, SE POSSÍVEL, e isso você só pode decidir com o médico que te acompanha , se houver possibilidade de retirar a medicação , visto que há tantos anos vc não aprwsentou mais nenhum episódio .
Além disso, acredito que deve ser melhor investigada a causa da infertilidade .
Segundo algumas estatísticas apenas em casos onde com a vida sexualmente ativa a mulher não engravida em um
Ano deve-se procurar ajuda . Abraços.
Dr. Danton Dantas
Neurologista
Rio de Janeiro
Boa noite. A Carbamazepina muito provavelmente não tem relação com a dificuldade para engravidar. Como já explicitado pelas colegas acima, há linhas de medicações anticonvulsivantes mais seguras para a gestação e futura lactação. Seria um bom momento para dialogar com seu médico sobre esse detalhe. Boa sorte!
Dra. Patricia Gomes Damasceno
Neurologista, Médico do sono, Neurofisiologista
Fortaleza
Excelente pergunta — e muito importante, pois o uso prolongado de carbamazepina (anticonvulsivante) realmente exige atenção especial quando há dificuldade para engravidar ou planejamento de gestação.

A carbamazepina é uma medicação eficaz para o controle de crises convulsivas, atuando na estabilização elétrica dos neurônios. No entanto, como outros anticonvulsivantes, ela pode interferir indiretamente na fertilidade feminina e também exigir ajustes antes e durante a gravidez.

Possíveis interferências na fertilidade:

A carbamazepina pode alterar o metabolismo hormonal, reduzindo discretamente os níveis de estrógeno e progesterona, o que pode causar ciclos menstruais irregulares ou anovulatórios em algumas mulheres;

Pode aumentar o metabolismo hepático de hormônios sexuais e de suplementos como o ácido fólico, importante para a ovulação e a saúde reprodutiva;

Há relatos de síndrome dos ovários policísticos induzida por anticonvulsivantes em uma pequena parcela de mulheres, especialmente quando usados por muitos anos;

Além disso, o próprio histórico neurológico e o estresse metabólico podem interferir no equilíbrio hormonal.

Por outro lado, muitas mulheres engravidam normalmente enquanto usam carbamazepina, especialmente quando o tratamento está bem controlado e acompanhado de perto.

O que é indicado fazer:

Não suspender a medicação por conta própria, pois o risco de uma crise convulsiva durante a gestação é muito maior do que o risco do remédio isolado;

Conversar com seu neurologista e ginecologista/obstetra sobre a possibilidade de ajuste de dose ou troca para um anticonvulsivante mais seguro para gestação, como lamotrigina (dependendo do seu caso clínico e tipo de crise);

Iniciar o uso de ácido fólico em dose alta (5 mg/dia) pelo menos 3 meses antes da tentativa de engravidar, pois a carbamazepina reduz os níveis dessa vitamina, essencial para a formação do tubo neural do bebê;

Avaliar função hormonal, ovulatória e tireoidiana para excluir outras causas de infertilidade;

Manter acompanhamento conjunto entre neurologista e obstetra de alto risco, garantindo equilíbrio entre controle das crises e segurança fetal.

Ou seja: o uso prolongado de carbamazepina pode contribuir de forma discreta para a dificuldade de engravidar, mas não impede completamente a gestação, desde que haja acompanhamento médico e planejamento adequado.

Reforço que esta resposta tem caráter informativo e não substitui uma consulta médica individual. O acompanhamento com seu neurologista e ginecologista é essencial para avaliar sua resposta e garantir segurança no uso.

Coloco-me à disposição para ajudar e orientar, com consultas presenciais e atendimento online em todo o Brasil, com foco em neurologia clínica, epilepsia feminina, gestação segura em uso de anticonvulsivantes e medicina do sono, sempre com uma abordagem técnica e humanizada.

Dra. Patrícia Gomes Damasceno – Neurologista | Especialista em Medicina do Sono
CRM 11930-CE | RQE nº 7771 | RQE nº 8082

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