Olá! Tenho diagnóstico de TPPP (Tontura Postural Perceptual Persistente) dado por um otoneurologista

11 respostas
Olá! Tenho diagnóstico de TPPP (Tontura Postural Perceptual Persistente) dado por um otoneurologista. Ele disse que sofro de hipervigilância e que devo tratar isso com psicoterapia. Não entendi ainda o que é essa hipervigilância e como a psicoterapia pode me auxiliar nisso. Poderiam me ajudar, por favor? Agradecido.
 Tatiana Machado
Psicólogo
Rio de Janeiro
A psicoterapia atua diretamente no comportamento que ocorre relacionado ao seu diagnóstico, como por exemplo, no caso da hipervigilância, no processo de psicoterapia você irá desenvolver habilidades para a identificar e modificar pensamentos catastróficos, diminuindo então a ansiedade que, por si só, piora a percepção da tontura.

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Tudo indica, que sua mente está liberando substâncias que ativam o cérebro, como se estivesse em perigo. Como o médico já avaliou que não existem questões de ordem física , precisa rever sua história de vida para saber em que momento pode ter desencadeado esse comportamento defensivo. Todos nós desenvolvemos defesas , para , digamos, superar fases difíceis. Mas, passado essa fase, algumas pessoas mantém esses padrões que já não são necessários e começa a luta entre o corpo e mente. A ideia da psicoterapia é entender a história e em seguida buscar outro padrão de comportamento, alinhado com sua realidade atua.
Olá! Vou responder baseando na linha da psicologia que sigo - Terapia Cognitiva Comportamental. A hipervigilância é quando o cérebro fica em “estado de alerta” constante, monitorando o corpo o tempo todo em busca de sinais de perigo. No caso da TPPP, ele passa a observar demais qualquer sensação de equilíbrio ou leve tontura. Quanto mais você presta atenção e se preocupa, mais intensa a sensação pode parecer. Não é algo imaginário — a tontura é real — mas o sistema de alarme do cérebro fica sensível demais. A psicoterapia ajuda a “recalibrar” esse alarme. Trabalha-se a forma como você interpreta as sensações (“isso é perigoso” vs. “isso é desconfortável, mas passa”), reduz comportamentos de evitação e ensina o cérebro, aos poucos, que essas sensações não representam risco. Uma técnica comum que você aprenderia é a exposição gradual com mudança de foco de atenção. Por exemplo: em vez de evitar lugares ou movimentos que dão tontura, você se expõe de forma segura e progressiva, enquanto treina direcionar a atenção para o ambiente (sons, cores, objetos) em vez de monitorar o corpo o tempo todo. Também se ensinam técnicas de respiração e aterramento para reduzir a ativação física. Com repetição, o cérebro aprende que não há perigo e tende a diminuir o alerta excessivo.
Olá, boa tarde.

A hipervigilância é um quadro que costuma ocorrer em pessoas que sofrem de alguma condição física, como algum problema de origem cardiológica. Basicamente o paciente observa por muito tempo os próprios sintomas para tentar corrigí-los o mais rápidamente possível.
A questão é que a hipervigilância é algo que está fortemente ligada a um sofrimento ligado à ansiedade, uma vez que você não sabe ao certo quando exatamente isso vai acontecer. PAcientes com hipervigilância também costumam supervalorizar o efeito que estão tentando observar. Para me manter no exemplo: qualquer batida no coração que é mais forte pode se tornar o medo de infartar.

Por isso a importância de haver um psicólogo, uma vez que nós temos ferramentas para lidar com isso. Seja na parte de fazermos ensaios clínicos para momentos em que o fator que tem te trazido À hipervigilância acontecer; bem como temos a capacidade para lidar com os motivos que o fazem sentir sofrimento.

Caso sua queixa seja apenas de hipervigilância, garanto que seria um processo rápido. Em pouco tempo com as consultas já haveriam resultados consideráveis.

Espero ter ajudado, grande abraço.
Olá. Boa Tarde. A hipervigilância costuma ser exaustiva, onde o corpo e a mente ficam em alerta constante, como se algo ruim estivesse sempre prestes a acontecer. A psicoterapia pode ajudar muito nesse quadro, e de formas bem concretas, ajudando você a identificar gatilhos que te levam a isso, auxilio no controle dos pensamentos etc. E principalmente auxilio na identificação das causas que produzem este desconforto em você. Se precisar de ajuda, estou a disposição. Tente e Seja Feliz
A hipervigilância é um estado em que o cérebro e o corpo permanecem em alerta aumentado, como se estivessem monitorando o tempo todo possíveis ameaças. No caso da TPPP, esse alerta costuma se voltar especialmente para as sensações de equilíbrio e movimento. O sistema nervoso passa a observar excessivamente qualquer variação corporal, como se precisasse antecipar ou evitar a tontura.

O que muitas vezes acontece é que esse monitoramento constante mantém o próprio sintoma ativo. Quanto mais o cérebro interpreta determinadas sensações como sinal de perigo, mais sensível ele fica a elas, criando um ciclo de alerta, percepção intensificada e aumento do desconforto.

A psicoterapia pode auxiliar justamente na regulação desse estado de alerta. Existem abordagens que trabalham diretamente com a compreensão do funcionamento do sistema nervoso, ajudando o corpo a sair gradualmente desse padrão de ameaça e a reconstruir uma sensação interna de segurança. Além disso, o processo terapêutico pode explorar quando esse padrão se instalou, quais experiências podem ter contribuído para essa sensibilidade aumentada e como fortalecer recursos internos para que o organismo responda de forma mais equilibrada às sensações corporais.

Com o tempo, quando o cérebro aprende que determinadas sensações não representam perigo real, tende a diminuir o excesso de vigilância, o que pode reduzir a intensidade e a frequência dos sintomas. Recomendo buscar uma psicoterapia que tenha foco na dimensão neurobiológica e no funcionamento do sistema nervoso, pois esse trabalho costuma ser bastante adequado para os sintomas que você descreve.
 Tadeu Manfroni
Psicólogo, Terapeuta complementar
São Paulo
Olá, entendo a sua dúvida, ela é muito válida para o entendimento e a concordância com a psicoterapia. O que é a Hipervigilância: é um estado de alerta extremo e constante. Não é apenas uma "preocupação", mas sim um mecanismo orgânico composto (biológico e psicológico) que deixa o sistema sensorial em alerta, buscando incessantemente por ameaças no ambiente, mesmo quando não há perigo real.
A psicoterapia auxilia a pessoa nesse estado a entender o motivo de tamanha preocupação, atenuando o nível de alerta e promovendo o retorno do bem estar. É um processo de investigação onde você e seu psicólogo trabalharão juntos sobre seus sentimentos, emoções, sua história de vida e acontecimentos importantes. Com certeza, a luz sobre as causas do estado de alerta te darão maior repertório para o dia-a-dia. Espero ter esclarecido um pouco como a Psicologia pode auxiliá-lo nessa jornada de autoconhecimento. Boa sorte!
A hipervigilância é um estado em que o cérebro permanece em alerta constante, monitorando excessivamente sensações do corpo e do ambiente em busca de sinais de ameaça. No caso da TPPP (Tontura Postural Perceptual Persistente), essa vigilância costuma se voltar principalmente para sensações de equilíbrio, movimento e posição do corpo.

Quando isso acontece, o cérebro passa a interpretar pequenos estímulos normais como movimento visual, mudança de postura ou sensação corporal como se fossem sinais de perigo. Isso aumenta a ansiedade e faz com que a pessoa fique ainda mais atenta às sensações de tontura, criando um ciclo de atenção excessiva, desconforto e preocupação.

A psicoterapia pode ajudar justamente a reduzir esse estado de alerta constante. No tratamento, trabalham-se estratégias para diminuir a atenção excessiva às sensações corporais, lidar melhor com a ansiedade associada e reeducar a forma como o cérebro interpreta esses sinais. Com o tempo, isso pode ajudar o sistema nervoso a voltar a um padrão mais equilibrado de percepção e resposta.

Em muitos casos, o tratamento psicológico é parte importante do manejo da TPPP, pois auxilia a quebrar o ciclo entre ansiedade, hipervigilância e sintomas de tontura.
A hipervigilância é um estado em que o corpo e a mente ficam em alerta constante, como se estivessem sempre procurando sinais de ameaça ou perigo, e no caso da TPPP isso pode significar uma atenção excessiva às sensações do próprio corpo, principalmente às relacionadas ao equilíbrio e à tontura, o que acaba mantendo ou até intensificando o sintoma, porque quanto mais você observa e teme a sensação, mais ela se reforça, criando um ciclo difícil de interromper. A psicoterapia pode ajudar justamente nesse ponto, pois é um espaço para você falar sobre como se sente, sobre o medo das crises, sobre o impacto disso na sua rotina e na sua qualidade de vida, e ao compreender melhor seus pensamentos, emoções e reações físicas, é possível reduzir esse estado constante de alerta, desenvolver estratégias para lidar com a ansiedade associada e diminuir o ciclo que mantém a hipervigilância ativa, promovendo mais segurança emocional e uma melhor qualidade de vida.
A hipervigilância é um estado em que o cérebro permanece excessivamente atento a sensações do corpo ou possíveis sinais de ameaça. Em pessoas com TPPP (Tontura Postural Perceptual Persistente), isso pode acontecer principalmente em relação ao equilíbrio, movimento e sensações de tontura.
Quando o sistema nervoso entra nesse modo de alerta constante, a pessoa passa a monitorar o corpo o tempo todo. Isso pode gerar:
maior percepção de tontura ou instabilidade
ansiedade ao andar, se mover ou estar em ambientes movimentados
medo de perder o equilíbrio
foco excessivo nas sensações físicas
Esse ciclo acaba mantendo os sintomas, porque quanto mais o cérebro monitora o corpo, mais sensações percebe.
A psicoterapia ajuda justamente a reduzir esse padrão de hipervigilância, trabalhando estratégias de regulação da ansiedade, mudança de foco atencional e formas mais seguras de se relacionar com as sensações do corpo. Com o tempo, o sistema nervoso aprende que não há perigo real, e os sintomas tendem a diminuir.
Se você tem diagnóstico de TPPP e hipervigilância, a psicoterapia pode ser um apoio importante para compreender melhor esse funcionamento e desenvolver recursos para lidar com as tonturas e a ansiedade associada. Se fizer sentido para você, será um prazer te acompanhar nesse processo. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
 Leila De Sousa Marques
Psicólogo
Engenheiro Coelho
Olá!
Sinto que esteja passando por isso.
Hipervigilância é um estado de atenção excessiva e constante ao ambiente, como se a pessoa estivesse sempre esperando que algo ruim aconteça.

Em termos psicológicos, significa que o sistema de alerta do cérebro permanece ativado além do necessário, levando a pessoa a monitorar continuamente sinais de perigo, críticas ou rejeição.

A hipervigilância costuma estar associada a experiências de estresse intenso, trauma, ansiedade ou relações muito imprevisíveis, nas quais a pessoa aprendeu que precisava ficar constantemente atenta para se proteger.

É importante buscar ajuda para lidar com esse quadro, que se permanecer nessa proporção pode te provocar sofrimento cada vez mais intensos. A terapia vai trazer autocompreensão, auto segurança, entender a origem dessa hipervigilância e como lidar daqui pra frente.

Com carinho,
Leila Marques

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