Olá! Tenho diagnóstico de TPPP (Tontura Postural Perceptual Persistente) dado por um otoneurologista
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Olá! Tenho diagnóstico de TPPP (Tontura Postural Perceptual Persistente) dado por um otoneurologista. Ele disse que sofro de hipervigilância e que devo tratar isso com psicoterapia. Não entendi ainda o que é essa hipervigilância e como a psicoterapia pode me auxiliar nisso. Poderiam me ajudar, por favor? Agradecido.
A psicoterapia atua diretamente no comportamento que ocorre relacionado ao seu diagnóstico, como por exemplo, no caso da hipervigilância, no processo de psicoterapia você irá desenvolver habilidades para a identificar e modificar pensamentos catastróficos, diminuindo então a ansiedade que, por si só, piora a percepção da tontura.
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Tudo indica, que sua mente está liberando substâncias que ativam o cérebro, como se estivesse em perigo. Como o médico já avaliou que não existem questões de ordem física , precisa rever sua história de vida para saber em que momento pode ter desencadeado esse comportamento defensivo. Todos nós desenvolvemos defesas , para , digamos, superar fases difíceis. Mas, passado essa fase, algumas pessoas mantém esses padrões que já não são necessários e começa a luta entre o corpo e mente. A ideia da psicoterapia é entender a história e em seguida buscar outro padrão de comportamento, alinhado com sua realidade atua.
Olá! Vou responder baseando na linha da psicologia que sigo - Terapia Cognitiva Comportamental. A hipervigilância é quando o cérebro fica em “estado de alerta” constante, monitorando o corpo o tempo todo em busca de sinais de perigo. No caso da TPPP, ele passa a observar demais qualquer sensação de equilíbrio ou leve tontura. Quanto mais você presta atenção e se preocupa, mais intensa a sensação pode parecer. Não é algo imaginário — a tontura é real — mas o sistema de alarme do cérebro fica sensível demais. A psicoterapia ajuda a “recalibrar” esse alarme. Trabalha-se a forma como você interpreta as sensações (“isso é perigoso” vs. “isso é desconfortável, mas passa”), reduz comportamentos de evitação e ensina o cérebro, aos poucos, que essas sensações não representam risco. Uma técnica comum que você aprenderia é a exposição gradual com mudança de foco de atenção. Por exemplo: em vez de evitar lugares ou movimentos que dão tontura, você se expõe de forma segura e progressiva, enquanto treina direcionar a atenção para o ambiente (sons, cores, objetos) em vez de monitorar o corpo o tempo todo. Também se ensinam técnicas de respiração e aterramento para reduzir a ativação física. Com repetição, o cérebro aprende que não há perigo e tende a diminuir o alerta excessivo.
Olá, boa tarde.
A hipervigilância é um quadro que costuma ocorrer em pessoas que sofrem de alguma condição física, como algum problema de origem cardiológica. Basicamente o paciente observa por muito tempo os próprios sintomas para tentar corrigí-los o mais rápidamente possível.
A questão é que a hipervigilância é algo que está fortemente ligada a um sofrimento ligado à ansiedade, uma vez que você não sabe ao certo quando exatamente isso vai acontecer. PAcientes com hipervigilância também costumam supervalorizar o efeito que estão tentando observar. Para me manter no exemplo: qualquer batida no coração que é mais forte pode se tornar o medo de infartar.
Por isso a importância de haver um psicólogo, uma vez que nós temos ferramentas para lidar com isso. Seja na parte de fazermos ensaios clínicos para momentos em que o fator que tem te trazido À hipervigilância acontecer; bem como temos a capacidade para lidar com os motivos que o fazem sentir sofrimento.
Caso sua queixa seja apenas de hipervigilância, garanto que seria um processo rápido. Em pouco tempo com as consultas já haveriam resultados consideráveis.
Espero ter ajudado, grande abraço.
A hipervigilância é um quadro que costuma ocorrer em pessoas que sofrem de alguma condição física, como algum problema de origem cardiológica. Basicamente o paciente observa por muito tempo os próprios sintomas para tentar corrigí-los o mais rápidamente possível.
A questão é que a hipervigilância é algo que está fortemente ligada a um sofrimento ligado à ansiedade, uma vez que você não sabe ao certo quando exatamente isso vai acontecer. PAcientes com hipervigilância também costumam supervalorizar o efeito que estão tentando observar. Para me manter no exemplo: qualquer batida no coração que é mais forte pode se tornar o medo de infartar.
Por isso a importância de haver um psicólogo, uma vez que nós temos ferramentas para lidar com isso. Seja na parte de fazermos ensaios clínicos para momentos em que o fator que tem te trazido À hipervigilância acontecer; bem como temos a capacidade para lidar com os motivos que o fazem sentir sofrimento.
Caso sua queixa seja apenas de hipervigilância, garanto que seria um processo rápido. Em pouco tempo com as consultas já haveriam resultados consideráveis.
Espero ter ajudado, grande abraço.
Olá. Boa Tarde. A hipervigilância costuma ser exaustiva, onde o corpo e a mente ficam em alerta constante, como se algo ruim estivesse sempre prestes a acontecer. A psicoterapia pode ajudar muito nesse quadro, e de formas bem concretas, ajudando você a identificar gatilhos que te levam a isso, auxilio no controle dos pensamentos etc. E principalmente auxilio na identificação das causas que produzem este desconforto em você. Se precisar de ajuda, estou a disposição. Tente e Seja Feliz
A hipervigilância é um estado em que o cérebro e o corpo permanecem em alerta aumentado, como se estivessem monitorando o tempo todo possíveis ameaças. No caso da TPPP, esse alerta costuma se voltar especialmente para as sensações de equilíbrio e movimento. O sistema nervoso passa a observar excessivamente qualquer variação corporal, como se precisasse antecipar ou evitar a tontura.
O que muitas vezes acontece é que esse monitoramento constante mantém o próprio sintoma ativo. Quanto mais o cérebro interpreta determinadas sensações como sinal de perigo, mais sensível ele fica a elas, criando um ciclo de alerta, percepção intensificada e aumento do desconforto.
A psicoterapia pode auxiliar justamente na regulação desse estado de alerta. Existem abordagens que trabalham diretamente com a compreensão do funcionamento do sistema nervoso, ajudando o corpo a sair gradualmente desse padrão de ameaça e a reconstruir uma sensação interna de segurança. Além disso, o processo terapêutico pode explorar quando esse padrão se instalou, quais experiências podem ter contribuído para essa sensibilidade aumentada e como fortalecer recursos internos para que o organismo responda de forma mais equilibrada às sensações corporais.
Com o tempo, quando o cérebro aprende que determinadas sensações não representam perigo real, tende a diminuir o excesso de vigilância, o que pode reduzir a intensidade e a frequência dos sintomas. Recomendo buscar uma psicoterapia que tenha foco na dimensão neurobiológica e no funcionamento do sistema nervoso, pois esse trabalho costuma ser bastante adequado para os sintomas que você descreve.
O que muitas vezes acontece é que esse monitoramento constante mantém o próprio sintoma ativo. Quanto mais o cérebro interpreta determinadas sensações como sinal de perigo, mais sensível ele fica a elas, criando um ciclo de alerta, percepção intensificada e aumento do desconforto.
A psicoterapia pode auxiliar justamente na regulação desse estado de alerta. Existem abordagens que trabalham diretamente com a compreensão do funcionamento do sistema nervoso, ajudando o corpo a sair gradualmente desse padrão de ameaça e a reconstruir uma sensação interna de segurança. Além disso, o processo terapêutico pode explorar quando esse padrão se instalou, quais experiências podem ter contribuído para essa sensibilidade aumentada e como fortalecer recursos internos para que o organismo responda de forma mais equilibrada às sensações corporais.
Com o tempo, quando o cérebro aprende que determinadas sensações não representam perigo real, tende a diminuir o excesso de vigilância, o que pode reduzir a intensidade e a frequência dos sintomas. Recomendo buscar uma psicoterapia que tenha foco na dimensão neurobiológica e no funcionamento do sistema nervoso, pois esse trabalho costuma ser bastante adequado para os sintomas que você descreve.
Olá, entendo a sua dúvida, ela é muito válida para o entendimento e a concordância com a psicoterapia. O que é a Hipervigilância: é um estado de alerta extremo e constante. Não é apenas uma "preocupação", mas sim um mecanismo orgânico composto (biológico e psicológico) que deixa o sistema sensorial em alerta, buscando incessantemente por ameaças no ambiente, mesmo quando não há perigo real.
A psicoterapia auxilia a pessoa nesse estado a entender o motivo de tamanha preocupação, atenuando o nível de alerta e promovendo o retorno do bem estar. É um processo de investigação onde você e seu psicólogo trabalharão juntos sobre seus sentimentos, emoções, sua história de vida e acontecimentos importantes. Com certeza, a luz sobre as causas do estado de alerta te darão maior repertório para o dia-a-dia. Espero ter esclarecido um pouco como a Psicologia pode auxiliá-lo nessa jornada de autoconhecimento. Boa sorte!
A psicoterapia auxilia a pessoa nesse estado a entender o motivo de tamanha preocupação, atenuando o nível de alerta e promovendo o retorno do bem estar. É um processo de investigação onde você e seu psicólogo trabalharão juntos sobre seus sentimentos, emoções, sua história de vida e acontecimentos importantes. Com certeza, a luz sobre as causas do estado de alerta te darão maior repertório para o dia-a-dia. Espero ter esclarecido um pouco como a Psicologia pode auxiliá-lo nessa jornada de autoconhecimento. Boa sorte!
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