Olá, tenho um filho de 2 anos e 8 meses, ele começou a estudar em agosto de 2025 e até foi tudo bem,
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Olá, tenho um filho de 2 anos e 8 meses, ele começou a estudar em agosto de 2025 e até foi tudo bem, em novembro começou a morder alguns coleguinhas. Esse ano ele continua na mesma sala só que com outros amigos pq ele continuou por conta da idade e os amigos avançaram. E aí ele apresentou a questão de morder novamente, fiz uma rotina de dia a dia e ele parou de morder, mais agr está batendo coisa que não fazia antes, beliscando, chorando por qualquer coisa e não quer dividir com os amigos. Os novos amigos são menores que ele. O que eu devo fazer ? Devo me preocupar com algum transtorno ou é somente questão da idade e da mudança ?
Olá, entendo a sua preocupação com seu filho. Mas não se preocupe tanto. Essa situação é muito comum em crianças nessa faixa etária, esse comportamento não é "agressividade" por maldade, mas sim uma forma de comunicação diante de uma quebra de vínculo importante.
Nessa idade eles ainda não sabem nomear sentimentos como saudade, exclusão ou insegurança. Ela "fala" através do corpo.
Falando um pouco do ano passado, a mordida é uma reação instintiva e oral. Quando a criança se sente ameaçada ou invadida por "estranhos" (os novos colegas), como entrar na escolinha, ela usa a boca para se defender ou para tentar controlar o ambiente. É uma maneira de dizer "eu estou aqui e estou sofrendo".
Neste ano, houve uma nova readaptação, pois os colegas são novos. As referências foram embora e ele tem que adaptar socialmente de novo. A agressividade através de objetos e brinquedos é uma outra forma dele dizer que ele quer ser respeitado. O choro e a irritabilidade são outras formas do corpo mostrar o desconforto emocional.
Mamãe, esse é um processo de adaptação social que é necessário para toda criança. É como entrar no mar num dia não tão quente. É aos poucos, primeiros os pés, depois as canelas, e assim por diante, até mergulhar e sentir o acolhimento das águas.
Nessa fase é muito importante o acolhimento dele e a sua aproximação com a escola. Não deve haver punições ou castigos, mas validação do que ele está sentido. Em vez de dizer "não morda" ou “não bata”, você pode nomear o que ela sente: "Eu sei que você está com saudade dos seus amigos antigos, mas não podemos bater". Isso ajuda na construção da inteligência emocional.
Espero ter ajudado com essa orientação singela, que seja uma boa semente para seu jardim. Boa sorte para vocês.
Nessa idade eles ainda não sabem nomear sentimentos como saudade, exclusão ou insegurança. Ela "fala" através do corpo.
Falando um pouco do ano passado, a mordida é uma reação instintiva e oral. Quando a criança se sente ameaçada ou invadida por "estranhos" (os novos colegas), como entrar na escolinha, ela usa a boca para se defender ou para tentar controlar o ambiente. É uma maneira de dizer "eu estou aqui e estou sofrendo".
Neste ano, houve uma nova readaptação, pois os colegas são novos. As referências foram embora e ele tem que adaptar socialmente de novo. A agressividade através de objetos e brinquedos é uma outra forma dele dizer que ele quer ser respeitado. O choro e a irritabilidade são outras formas do corpo mostrar o desconforto emocional.
Mamãe, esse é um processo de adaptação social que é necessário para toda criança. É como entrar no mar num dia não tão quente. É aos poucos, primeiros os pés, depois as canelas, e assim por diante, até mergulhar e sentir o acolhimento das águas.
Nessa fase é muito importante o acolhimento dele e a sua aproximação com a escola. Não deve haver punições ou castigos, mas validação do que ele está sentido. Em vez de dizer "não morda" ou “não bata”, você pode nomear o que ela sente: "Eu sei que você está com saudade dos seus amigos antigos, mas não podemos bater". Isso ajuda na construção da inteligência emocional.
Espero ter ajudado com essa orientação singela, que seja uma boa semente para seu jardim. Boa sorte para vocês.
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Olá mamãe, vamos lá, existem várias probabilidades que precisam ser investigadas, nenhum comportamento isolado deve ser generalizado em busca de diagnóstico. O ideal neste caso é entender o contexto da criança e contratar um profissional que possa atender seu filho e fazer visitar à escolinha, visando ampliar seu olhar e orientá-la de maneira adequada.
Comportamentos como morder, bater, beliscar ou chorar com facilidade são relativamente comuns em crianças pequenas, especialmente por volta dos 2 a 3 anos, fase em que o desenvolvimento emocional ainda está em construção. Nessa idade, muitas crianças ainda não possuem recursos suficientes de linguagem e autorregulação emocional, e acabam expressando frustração, cansaço ou disputa por atenção através do corpo.
Mudanças no ambiente - como nova dinâmica na sala, colegas diferentes ou crianças menores - também podem aumentar a insegurança ou a necessidade de afirmar espaço, o que pode explicar o comportamento. O fato de você ter criado rotina e já ter observado melhora anteriormente é um sinal positivo.
O mais importante é nomear emoções, manter limites claros e consistentes, reforçar comportamentos positivos e ajudar a criança a aprender outras formas de se expressar. Na maioria dos casos, isso faz parte do processo de desenvolvimento e vai sendo regulado com o tempo.
Se os comportamentos se tornarem muito frequentes, intensos ou persistirem ao longo dos meses, pode ser útil buscar orientação profissional para avaliar o desenvolvimento emocional da criança.
A psicoterapia infantil e orientação parental podem ajudar a compreender melhor o comportamento da criança e orientar os pais em estratégias práticas para promover regulação emocional e convivência saudável. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
Mudanças no ambiente - como nova dinâmica na sala, colegas diferentes ou crianças menores - também podem aumentar a insegurança ou a necessidade de afirmar espaço, o que pode explicar o comportamento. O fato de você ter criado rotina e já ter observado melhora anteriormente é um sinal positivo.
O mais importante é nomear emoções, manter limites claros e consistentes, reforçar comportamentos positivos e ajudar a criança a aprender outras formas de se expressar. Na maioria dos casos, isso faz parte do processo de desenvolvimento e vai sendo regulado com o tempo.
Se os comportamentos se tornarem muito frequentes, intensos ou persistirem ao longo dos meses, pode ser útil buscar orientação profissional para avaliar o desenvolvimento emocional da criança.
A psicoterapia infantil e orientação parental podem ajudar a compreender melhor o comportamento da criança e orientar os pais em estratégias práticas para promover regulação emocional e convivência saudável. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
Olá, querida!
A criança manifesta suas emoções nas pequenas ações delas. Portanto, é importante analisar se ela está passando por um nível de estresse, se houve alguma mudança na rotina, se está dormindo bem, as relações em casa, com os pais, se está consumindo alguns alimentos estimulantes como café, chocolate, açúcar... Se houver algum desajuste como estes acima, você ajustar e ainda assim a criança continuar manifestando alguns comportamentos agressivos ou inadequados, busque ajuda. Um psicólogo ou neuropsicólogo poderá te ajudar muito.
Com carinho,
Leila Marques
A criança manifesta suas emoções nas pequenas ações delas. Portanto, é importante analisar se ela está passando por um nível de estresse, se houve alguma mudança na rotina, se está dormindo bem, as relações em casa, com os pais, se está consumindo alguns alimentos estimulantes como café, chocolate, açúcar... Se houver algum desajuste como estes acima, você ajustar e ainda assim a criança continuar manifestando alguns comportamentos agressivos ou inadequados, busque ajuda. Um psicólogo ou neuropsicólogo poderá te ajudar muito.
Com carinho,
Leila Marques
Olá!
Nessa faixa etária (entre 2 e 3 anos), comportamentos como morder, bater ou ter dificuldade em dividir são relativamente comuns, pois a criança ainda está desenvolvendo linguagem, autorregulação emocional e habilidades sociais. Muitas vezes essas atitudes aparecem como forma de expressar frustração ou lidar com mudanças.
O fato de ele ter parado de morder após a organização de uma rotina é um sinal positivo, pois mostra que ele responde bem à previsibilidade. Manter rotinas, nomear emoções e ensinar formas alternativas de expressar o que sente pode ajudar bastante.
Pelo que você descreve, pode estar relacionado ao desenvolvimento e às mudanças no contexto escolar. Caso os comportamentos se intensifiquem ou persistam por muito tempo, pode ser interessante buscar orientação de um psicólogo infantil para uma avaliação mais individualizada. Espero ter ajudado você, fico disponível para duvidas. Abraço Jane
Nessa faixa etária (entre 2 e 3 anos), comportamentos como morder, bater ou ter dificuldade em dividir são relativamente comuns, pois a criança ainda está desenvolvendo linguagem, autorregulação emocional e habilidades sociais. Muitas vezes essas atitudes aparecem como forma de expressar frustração ou lidar com mudanças.
O fato de ele ter parado de morder após a organização de uma rotina é um sinal positivo, pois mostra que ele responde bem à previsibilidade. Manter rotinas, nomear emoções e ensinar formas alternativas de expressar o que sente pode ajudar bastante.
Pelo que você descreve, pode estar relacionado ao desenvolvimento e às mudanças no contexto escolar. Caso os comportamentos se intensifiquem ou persistam por muito tempo, pode ser interessante buscar orientação de um psicólogo infantil para uma avaliação mais individualizada. Espero ter ajudado você, fico disponível para duvidas. Abraço Jane
Pelo que você descreve, o comportamento do seu filho é bastante compatível com a fase do desenvolvimento em que ele está, e não indica, a princípio, necessariamente um transtorno. Crianças entre 2 e 3 anos ainda estão aprendendo a regular emoções, lidar com frustração, esperar a vez e dividir. Nessa idade, quando não conseguem expressar bem o que sentem ou querem com palavras, é comum que utilizem o corpo: morder, bater, empurrar ou beliscar.
Além disso, existem dois fatores importantes na situação dele. O primeiro é a mudança no grupo. Mesmo estando na mesma sala, ele perdeu os amigos com quem já tinha vínculo e passou a conviver com crianças menores, o que pode gerar frustração, sensação de perda ou até tentativa de afirmar controle sobre o grupo. O segundo fator é a fase natural de desenvolvimento da autonomia, em que a criança começa a dizer mais “não”, testa limites e reage com mais intensidade às frustrações. Chorar mais, não querer dividir e reagir fisicamente pode aparecer nesse período.
O fato de ele ter parado de morder quando você estruturou uma rotina é um sinal muito positivo, porque mostra que ele responde bem a organização, previsibilidade e limites. Isso indica mais um comportamento ligado ao contexto e à regulação emocional do que algo estrutural.
O mais importante agora é manter rotina previsível, nomear emoções para ele (“eu sei que você ficou bravo porque queria o brinquedo”), ensinar alternativas ao comportamento agressivo (“quando estiver bravo, chama a professora ou fala ‘é minha vez’”), e intervir com firmeza calma quando ele bater ou beliscar, mostrando que machucar não é permitido. Ao mesmo tempo, valorize muito quando ele consegue dividir, esperar ou resolver algo sem agressividade.
Eu só recomendaria investigar mais profundamente se esses comportamentos fossem muito intensos, constantes em todos os ambientes, se houvesse atraso significativo de linguagem, dificuldade de interação social ou ausência de melhora com orientação e limites ao longo dos próximos meses. Pelo que você relatou, parece muito mais uma combinação de fase do desenvolvimento com mudança de grupo e adaptação emocional. Com consistência dos adultos e tempo, a tendência é que ele aprenda formas mais adequadas de se expressar.
Se quiser, também posso te explicar quais são os sinais que realmente indicam alerta nessa idade e quais comportamentos são considerados totalmente normais entre 2 e 3 anos. Isso costuma tranquilizar bastante os pais.
Além disso, existem dois fatores importantes na situação dele. O primeiro é a mudança no grupo. Mesmo estando na mesma sala, ele perdeu os amigos com quem já tinha vínculo e passou a conviver com crianças menores, o que pode gerar frustração, sensação de perda ou até tentativa de afirmar controle sobre o grupo. O segundo fator é a fase natural de desenvolvimento da autonomia, em que a criança começa a dizer mais “não”, testa limites e reage com mais intensidade às frustrações. Chorar mais, não querer dividir e reagir fisicamente pode aparecer nesse período.
O fato de ele ter parado de morder quando você estruturou uma rotina é um sinal muito positivo, porque mostra que ele responde bem a organização, previsibilidade e limites. Isso indica mais um comportamento ligado ao contexto e à regulação emocional do que algo estrutural.
O mais importante agora é manter rotina previsível, nomear emoções para ele (“eu sei que você ficou bravo porque queria o brinquedo”), ensinar alternativas ao comportamento agressivo (“quando estiver bravo, chama a professora ou fala ‘é minha vez’”), e intervir com firmeza calma quando ele bater ou beliscar, mostrando que machucar não é permitido. Ao mesmo tempo, valorize muito quando ele consegue dividir, esperar ou resolver algo sem agressividade.
Eu só recomendaria investigar mais profundamente se esses comportamentos fossem muito intensos, constantes em todos os ambientes, se houvesse atraso significativo de linguagem, dificuldade de interação social ou ausência de melhora com orientação e limites ao longo dos próximos meses. Pelo que você relatou, parece muito mais uma combinação de fase do desenvolvimento com mudança de grupo e adaptação emocional. Com consistência dos adultos e tempo, a tendência é que ele aprenda formas mais adequadas de se expressar.
Se quiser, também posso te explicar quais são os sinais que realmente indicam alerta nessa idade e quais comportamentos são considerados totalmente normais entre 2 e 3 anos. Isso costuma tranquilizar bastante os pais.
Primeiro, quero te tranquilizar um pouco: morder, bater, beliscar, chorar com facilidade e ter dificuldade em dividir são comportamentos muito comuns na faixa de 2 a 3 anos. Nessa idade, as crianças ainda estão aprendendo a lidar com frustração, esperar a vez, dividir brinquedos e comunicar o que sentem. Então, isoladamente, esses comportamentos não indicam necessariamente um transtorno.
Também é importante considerar que ele passou por mudanças no ambiente escolar (novos colegas e dinâmica diferente da turma). Mudanças assim podem gerar insegurança ou frustração, e algumas crianças acabam expressando isso por meio desses comportamentos.
Um ponto muito positivo é que você relatou que quando organizou uma rotina ele parou de morder. Isso mostra que ele responde bem a estrutura, previsibilidade e orientação dos adultos. Pelo que você descreveu, isso não indica necessariamente um transtorno, podendo estar relacionado ao desenvolvimento da idade e ao processo de adaptação. Ainda assim, é sempre importante observar a frequência desses comportamentos e manter diálogo com a escola.
Se os comportamentos se tornarem muito intensos, frequentes ou virem acompanhados de dificuldades importantes de comunicação e interação, pode ser interessante buscar uma avaliação profissional para orientar melhor.
Que bom que você está atenta a isso, esse cuidado já faz muita diferença no desenvolvimento dele.
Algumas atitudes que podem ajudar nesse momento:
Nomear emoções (“Você ficou bravo porque queria o brinquedo”).
Ensinar alternativas ao bater, como pedir ajuda ou pedir o brinquedo.
Elogiar quando ele consegue dividir, esperar ou pedir palavras.
Manter rotinas previsíveis, que ajudam na regulação da criança.
Também é importante considerar que ele passou por mudanças no ambiente escolar (novos colegas e dinâmica diferente da turma). Mudanças assim podem gerar insegurança ou frustração, e algumas crianças acabam expressando isso por meio desses comportamentos.
Um ponto muito positivo é que você relatou que quando organizou uma rotina ele parou de morder. Isso mostra que ele responde bem a estrutura, previsibilidade e orientação dos adultos. Pelo que você descreveu, isso não indica necessariamente um transtorno, podendo estar relacionado ao desenvolvimento da idade e ao processo de adaptação. Ainda assim, é sempre importante observar a frequência desses comportamentos e manter diálogo com a escola.
Se os comportamentos se tornarem muito intensos, frequentes ou virem acompanhados de dificuldades importantes de comunicação e interação, pode ser interessante buscar uma avaliação profissional para orientar melhor.
Que bom que você está atenta a isso, esse cuidado já faz muita diferença no desenvolvimento dele.
Algumas atitudes que podem ajudar nesse momento:
Nomear emoções (“Você ficou bravo porque queria o brinquedo”).
Ensinar alternativas ao bater, como pedir ajuda ou pedir o brinquedo.
Elogiar quando ele consegue dividir, esperar ou pedir palavras.
Manter rotinas previsíveis, que ajudam na regulação da criança.
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