Os Comportamentos desadaptativos afetam a avaliação comportamental de uma pesssoa ?
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Os Comportamentos desadaptativos afetam a avaliação comportamental de uma pesssoa ?
Sim. Comportamentos desadaptativos podem distorcer a avaliação comportamental, pois refletem respostas a estresse ou déficits de regulação emocional, nem sempre representando capacidades reais ou potenciais da pessoa, exigindo interpretação cuidadosa do contexto e frequência desses comportamentos.
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Eles não são apenas “efeitos da personalidade” ou “falta de disciplina”, mas variáveis clínicas que interferem na leitura do funcionamento global do indivíduo. Como comportamentos desadaptativos afetam a avaliação comportamental?
1) Podem mascarar o funcionamento real:
A pessoa pode parecer: desmotivada, desorganizada,
agressiva, dependente, apática. Mas, na verdade, está usando estratégias de sobrevivência diante de estresse, dor emocional, trauma ou neurodivergência.
Ou seja, o comportamento observado não revela a capacidade real, apenas o estado de sobrecarga.
2) Reduzem desempenho em tarefas cognitivas:
Em avaliação neuropsicológica, comportamentos como evitação, procrastinação, explosividade emocional, isolamento ou compulsões podem afetar diretamente: Atenção, Funções executivas, Memória de trabalho, Aprendizagem, Velocidade de processamento. A pessoa parece ter déficit cognitivo, mas muitas vezes é um cérebro em autoproteção, não em incapacidade.
3) Podem ser confundidos com traços de personalidade:
Comportamentos repetitivos de fuga, evitação, controle ou agressividade podem ser interpretados como: “preguiça” “manipulação” “imaturidade” “frieza emocional” “instabilidade”
Quando, na verdade, podem ser resultado de: trauma,TDAH, ansiedade crônica, TEPT, neurodivergência, aprendizagem social disfuncional, dor crônica.
Não se avalia o comportamento sem avaliar a função dele.
4) Impactam a análise funcional (TCC):
Na TCC, o comportamento desadaptativo precisa ser lido como: resposta a uma função (reduzir desconforto), e não como “erro”.
Se avaliamos apenas o comportamento (topografia), sem avaliar a função, erramos a intervenção.
5) Influenciam o planejamento terapêutico:
A terapia não deve focar em eliminar o comportamento imediatamente, mas em: entender o que ele protege, treinar habilidades alternativas, fortalecer regulação emocional e executiva, ampliar repertório.
Ou seja: o objetivo não é “tirar o comportamento”, mas substituí-lo de forma segura para o cérebro.
Concluindo: Sim, comportamentos desadaptativos influenciam a avaliação porque alteram o desempenho, a percepção e o funcionamento do indivíduo, podendo: mascarar competências,
imitar transtornos, prejudicar testes, distorcer a interpretação clínica, e direcionar intervenções erradas quando mal avaliados. Por isso, a avaliação deve identificar não o que a pessoa faz, mas por que ela faz.
1) Podem mascarar o funcionamento real:
A pessoa pode parecer: desmotivada, desorganizada,
agressiva, dependente, apática. Mas, na verdade, está usando estratégias de sobrevivência diante de estresse, dor emocional, trauma ou neurodivergência.
Ou seja, o comportamento observado não revela a capacidade real, apenas o estado de sobrecarga.
2) Reduzem desempenho em tarefas cognitivas:
Em avaliação neuropsicológica, comportamentos como evitação, procrastinação, explosividade emocional, isolamento ou compulsões podem afetar diretamente: Atenção, Funções executivas, Memória de trabalho, Aprendizagem, Velocidade de processamento. A pessoa parece ter déficit cognitivo, mas muitas vezes é um cérebro em autoproteção, não em incapacidade.
3) Podem ser confundidos com traços de personalidade:
Comportamentos repetitivos de fuga, evitação, controle ou agressividade podem ser interpretados como: “preguiça” “manipulação” “imaturidade” “frieza emocional” “instabilidade”
Quando, na verdade, podem ser resultado de: trauma,TDAH, ansiedade crônica, TEPT, neurodivergência, aprendizagem social disfuncional, dor crônica.
Não se avalia o comportamento sem avaliar a função dele.
4) Impactam a análise funcional (TCC):
Na TCC, o comportamento desadaptativo precisa ser lido como: resposta a uma função (reduzir desconforto), e não como “erro”.
Se avaliamos apenas o comportamento (topografia), sem avaliar a função, erramos a intervenção.
5) Influenciam o planejamento terapêutico:
A terapia não deve focar em eliminar o comportamento imediatamente, mas em: entender o que ele protege, treinar habilidades alternativas, fortalecer regulação emocional e executiva, ampliar repertório.
Ou seja: o objetivo não é “tirar o comportamento”, mas substituí-lo de forma segura para o cérebro.
Concluindo: Sim, comportamentos desadaptativos influenciam a avaliação porque alteram o desempenho, a percepção e o funcionamento do indivíduo, podendo: mascarar competências,
imitar transtornos, prejudicar testes, distorcer a interpretação clínica, e direcionar intervenções erradas quando mal avaliados. Por isso, a avaliação deve identificar não o que a pessoa faz, mas por que ela faz.
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