Pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) frequentemente resistem ao tratamento far
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Pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) frequentemente resistem ao tratamento farmacológico devido à negação do transtorno. Quais abordagens você sugere para aumentar a adesão ao tratamento medicamentoso e garantir que o paciente compreenda os benefícios das medicações?"
Olá, bom dia!
Na clínica, a resistência ao uso de medicação pode ser compreendida como expressão de conflitos psíquicos que precisam ser escutados e elaborados, e não apenas corrigidos. Assim, o trabalho analítico se orienta por alguns eixos centrais:
Acolhimento do sentido da recusa: investigar, junto ao paciente, o que a medicação representa (perda de controle, dependência, fragilidade), favorecendo a simbolização dessas vivências, sem confrontos diretos.
Fortalecimento do vínculo terapêutico: a adesão tende a surgir quando o paciente se sente reconhecido em sua singularidade. A relação transferencial oferece um espaço seguro para que ambivalências em relação ao cuidado possam emergir e ser trabalhadas.
Elaboração das ambivalências: oscilações entre aceitar e recusar o tratamento podem ser interpretadas como movimentos internos de aproximação e afastamento do cuidado. Tornar isso pensável ajuda o paciente a se implicar mais no processo.
Ampliação da consciência sobre o sofrimento: ao favorecer o contato com seus estados emocionais e padrões recorrentes, o paciente pode, gradualmente, reconhecer a função possível da medicação como um recurso de apoio, e não como imposição.
Construção de autonomia: o objetivo não é convencer, mas possibilitar que o paciente se aproprie de sua escolha, compreendendo os benefícios do tratamento dentro de sua própria experiência.
Dessa forma, a adesão medicamentosa é trabalhada indiretamente, como efeito de um processo em que o paciente pode atribuir sentido ao cuidado e se posicionar de maneira mais integrada frente ao tratamento.
=)
Na clínica, a resistência ao uso de medicação pode ser compreendida como expressão de conflitos psíquicos que precisam ser escutados e elaborados, e não apenas corrigidos. Assim, o trabalho analítico se orienta por alguns eixos centrais:
Acolhimento do sentido da recusa: investigar, junto ao paciente, o que a medicação representa (perda de controle, dependência, fragilidade), favorecendo a simbolização dessas vivências, sem confrontos diretos.
Fortalecimento do vínculo terapêutico: a adesão tende a surgir quando o paciente se sente reconhecido em sua singularidade. A relação transferencial oferece um espaço seguro para que ambivalências em relação ao cuidado possam emergir e ser trabalhadas.
Elaboração das ambivalências: oscilações entre aceitar e recusar o tratamento podem ser interpretadas como movimentos internos de aproximação e afastamento do cuidado. Tornar isso pensável ajuda o paciente a se implicar mais no processo.
Ampliação da consciência sobre o sofrimento: ao favorecer o contato com seus estados emocionais e padrões recorrentes, o paciente pode, gradualmente, reconhecer a função possível da medicação como um recurso de apoio, e não como imposição.
Construção de autonomia: o objetivo não é convencer, mas possibilitar que o paciente se aproprie de sua escolha, compreendendo os benefícios do tratamento dentro de sua própria experiência.
Dessa forma, a adesão medicamentosa é trabalhada indiretamente, como efeito de um processo em que o paciente pode atribuir sentido ao cuidado e se posicionar de maneira mais integrada frente ao tratamento.
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