Por que a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) às vezes evita o contato visual co

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Por que a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) às vezes evita o contato visual completamente?
 Aline Tavares
Psicólogo, Psicanalista
Garopaba
O evitamento do contato visual no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) raramente é um ato voluntário de desinteresse; ele funciona mais como um mecanismo de proteção. Podemos entender isso por três frentes principais:
Hipersensibilidade e Neurociência: O cérebro de quem tem TPB tende a ter uma amígdala (o nosso centro de alerta) muito reativa. O contato visual direto é um estímulo social intensíssimo. Para muitos, olhar nos olhos ativa uma resposta de "luta ou fuga", gerando uma ansiedade física insuportável. Desviar o olhar é uma tentativa de baixar o "volume" dessa voltagem emocional.
A Leitura do Corpo: Na psicologia corporal, observamos que o olhar é o primeiro ponto de contato com o mundo. Se o ambiente de desenvolvimento foi percebido como invasivo ou crítico, o indivíduo pode desenvolver uma "couraça" na região ocular. Evitar o contato é uma forma de fechar essa fronteira para não se sentir invadido pelo outro.
A Vergonha e o Medo da Rejeição: Sob o prisma psicanalítico e social, existe muitas vezes uma sensação de "vazio" ou de ser inadequado. O olhar do outro é sentido como um raio-x que poderia revelar essa fragilidade. Evita-se o contato para não ver no rosto do interlocutor qualquer sinal de julgamento ou abandono, que são os maiores temores no TPB.
Resumindo, o evitamento é um sinal de que a pessoa está tentando se regular internamente diante de uma interação que ela sente como avassaladora. O acompanhamento terapêutico ajuda a fortalecer essa segurança interna para que o contato visual deixe de ser uma ameaça e passe a ser uma conexão.

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