Por que a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) parece "absorver" o estado físico
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Por que a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) parece "absorver" o estado físico de quem está ao lado?
Quem tem TPB costuma ser muito sensível ao ambiente e às pessoas ao redor. Então, às vezes, não é que ela ‘queira absorver’ o que o outro está sentindo — é que ela percebe tudo com muita intensidade e ainda está aprendendo a lidar com isso.
Se alguém está tenso, irritado ou distante, isso pode ser sentido quase como se fosse dela. E aí vem a confusão emocional.
No meu trabalho com a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), eu ajudo a pessoa a ir diferenciando o que é dela e o que é do outro, desenvolvendo mais consciência e segurança emocional para não se perder nessas situações.
Se alguém está tenso, irritado ou distante, isso pode ser sentido quase como se fosse dela. E aí vem a confusão emocional.
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Isso pode acontecer por uma sensibilidade aumentada ao ambiente e aos sinais do outro. A pessoa pode perceber tensão, cansaço, irritação ou desconforto em alguém próximo e sentir isso como se fosse dela também. Essa porosidade emocional e corporal pode gerar sobrecarga, especialmente quando há dificuldade de separar o que é próprio do que vem do outro.
Porque no Transtorno de Personalidade Borderline há uma hipersensibilidade ao outro que faz com que os limites entre o que é próprio e o que vem do outro fiquem mais difusos, então o corpo capta e incorpora rapidamente o clima emocional e físico ao redor, como se precisasse “sentir junto” para garantir o vínculo; isso não é escolha consciente, mas uma forma de se orientar na relação quando o outro é vivido como referência central, o que pode levar a essa sensação de absorção e perda de eixo, algo que na análise pode ir sendo trabalhado ao construir uma diferenciação mais estável entre o que é do sujeito e o que pertence ao outro.
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