Por que alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) às vezes parece “outra pessoa” depen
3
respostas
Por que alguém com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) às vezes parece “outra pessoa” dependendo de quem está perto?
Porque, no TPB, o “eu” não se mantém estável o suficiente para atravessar diferentes relações sem se reorganizar, então a presença do outro funciona quase como um espelho que reorganiza momentaneamente a experiência interna, e isso não é fingimento, mas uma identidade pouco integrada que oscila conforme o contexto emocional e relacional, de modo que cada vínculo ativa estados diferentes, com afetos, crenças e modos de se perceber também diferentes, como se partes do self assumissem a cena dependendo de quem está ali e do risco (real ou sentido) de abandono, rejeição ou invasão, então junto de certas pessoas pode emergir um funcionamento mais dependente e idealizador, enquanto com outras aparece um lado mais defensivo ou até agressivo, e essas mudanças são intensificadas pela dificuldade de regular emoções intensas e de manter uma imagem contínua de si e do outro quando há frustração, o que leva a oscilações rápidas entre aproximação e afastamento, identificação e ruptura, e no fundo isso costuma falar menos de “ser outra pessoa” e mais de uma dificuldade em sustentar uma mesma versão de si quando o vínculo toca em pontos sensíveis, o que abre espaço para pensar em quais relações específicas fazem você se sentir mais “você” e quais parecem te deslocar disso.
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
Pessoas com TPB podem parecer “outra pessoa” dependendo de quem está por perto porque um dos núcleos do transtorno é a instabilidade da identidade e da regulação emocional. Isso não costuma ser manipulação consciente ou “falsidade”. É uma adaptação emocional intensa ao ambiente social. Por identidade instável: Muitas pessoas com TPB têm dificuldade em manter uma percepção consistente de si mesmas. Valores, gostos, opiniões e até o jeito de agir podem
mudar rapidamente. Por aprendizagem traumática: Muitos pacientes com TPB tiveram ambientes invalidantes, imprevisíveis ou traumáticos. Desde cedo aprenderam que precisavam mudar rapidamente para serem aceitos, protegidos ou amados. há muitos outros mecanismos que podem ser usados.
mudar rapidamente. Por aprendizagem traumática: Muitos pacientes com TPB tiveram ambientes invalidantes, imprevisíveis ou traumáticos. Desde cedo aprenderam que precisavam mudar rapidamente para serem aceitos, protegidos ou amados. há muitos outros mecanismos que podem ser usados.
Oi, é um prazer te ter por aqui.
Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) às vezes parecem “outra pessoa” dependendo de quem está perto porque sua identidade é instável, altamente sensível ao ambiente e profundamente influenciada pelo estado emocional e pelo vínculo presente.
Isso acontece por cinco fatores principais:
• Identidade instável: o self não é contínuo; muda conforme o contexto.
• Fronteiras psíquicas frágeis: a pessoa absorve emoções, expectativas e estilos do outro.
• Medo de rejeição: adapta-se para agradar e evitar abandono.
• Emoções intensas: cada emoção forte ativa um “estado do self” diferente.
• Memória dependente de estado: cada humor acessa versões diferentes da própria história.
Em síntese: A pessoa não está fingindo — ela está tentando se regular e sobreviver emocionalmente. Com tratamento, o self se torna mais estável e menos dependente do ambiente.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços
Pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) às vezes parecem “outra pessoa” dependendo de quem está perto porque sua identidade é instável, altamente sensível ao ambiente e profundamente influenciada pelo estado emocional e pelo vínculo presente.
Isso acontece por cinco fatores principais:
• Identidade instável: o self não é contínuo; muda conforme o contexto.
• Fronteiras psíquicas frágeis: a pessoa absorve emoções, expectativas e estilos do outro.
• Medo de rejeição: adapta-se para agradar e evitar abandono.
• Emoções intensas: cada emoção forte ativa um “estado do self” diferente.
• Memória dependente de estado: cada humor acessa versões diferentes da própria história.
Em síntese: A pessoa não está fingindo — ela está tentando se regular e sobreviver emocionalmente. Com tratamento, o self se torna mais estável e menos dependente do ambiente.
Atenciosamente,
Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernadosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia On-line e em Vitória-ES
Abraços
Especialistas
Perguntas relacionadas
- Como impulsividade influencia julgamentos éticos em situações sociais?
- Quais são os critérios psiquiátricos para identificação de comportamentos autolesivos?”
- “Como a psiquiatria conceitua a autolesão e os comportamentos autoagressivos?”
- “Quais condutas são classificadas como comportamento autolesivo na prática psiquiátrica?”
- “Como os comportamentos autolesivos são descritos na literatura psiquiátrica?”
- “Quais padrões de autoagressão são considerados clinicamente relevantes em psiquiatria?”
- O que caracteriza comportamento autoagressivo na avaliação psiquiátrica?”
- “Como os comportamentos autolesivos são definidos na psiquiatria?”
- “Quais características clínicas definem o comportamento autoagressivo atualmente?”
- Quais manifestações são classificadas como comportamentos autoagressivos segundo os modelos diagnósticos atuais?”
Você quer enviar sua pergunta?
Nossos especialistas responderam a 4468 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
Seu caso é parecido? Esses profissionais podem te ajudar.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.