Por que é tão comum a dificuldade de estabelecer vínculo com pacientes com Transtorno de Personalida
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Por que é tão comum a dificuldade de estabelecer vínculo com pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
A dificuldade de estabelecer vínculo com pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline decorre, em grande parte, de uma relação primordial marcada por instabilidade, onde o Outro é simultaneamente fonte de desejo e de ameaça, fazendo com que qualquer aproximação convoque tanto a esperança de cuidado quanto o medo de abandono ou invasão; isso se expressa em movimentos intensos de aproximação e afastamento, testes constantes, idealização seguida de desvalorização e uma sensibilidade elevada a sinais de rejeição, o que pode desorganizar o campo relacional e convocar respostas defensivas no próprio terapeuta; assim, o vínculo não se sustenta por continuidade espontânea, mas precisa ser construído na repetição de uma presença estável que suporte essas oscilações sem se romper, permitindo que, pouco a pouco, o paciente experimente que a relação pode existir para além do risco constante de perda.
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A dificuldade de estabelecer vínculo com pacientes com TPB está ligada à fragilidade na constituição dos vínculos primários e à forma como o outro é vivido no campo psíquico. O objeto é frequentemente experimentado como instável, ameaçador ou abandonante, o que reativa angústias intensas de perda e rejeição.
Na relação terapêutica, isso se manifesta por meio de oscilações entre idealização e desvalorização, movimentos de aproximação intensa seguidos de afastamento, além de uma hipersensibilidade a sinais de abandono. O vínculo torna-se, assim, um espaço ambivalente, ao mesmo tempo desejado e temido.
O desafio clínico consiste em sustentar a transferência com constância e limites, permitindo que o paciente, pouco a pouco, possa experienciar uma relação menos instável, onde o outro não desaparece diante do conflito. Trata-se de um trabalho de construção do vínculo, que exige tempo, consistência e capacidade de continência por parte do terapeuta.
Na relação terapêutica, isso se manifesta por meio de oscilações entre idealização e desvalorização, movimentos de aproximação intensa seguidos de afastamento, além de uma hipersensibilidade a sinais de abandono. O vínculo torna-se, assim, um espaço ambivalente, ao mesmo tempo desejado e temido.
O desafio clínico consiste em sustentar a transferência com constância e limites, permitindo que o paciente, pouco a pouco, possa experienciar uma relação menos instável, onde o outro não desaparece diante do conflito. Trata-se de um trabalho de construção do vínculo, que exige tempo, consistência e capacidade de continência por parte do terapeuta.
Essa dificuldade também é comum porque o vínculo terapêutico toca em aspectos muito sensíveis. O paciente pode testar a relação, temer rejeição ou interpretar situações de forma mais intensa, o que exige do terapeuta consistência e cuidado na construção desse vínculo.
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