“Por que há tanta instabilidade emocional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”

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“Por que há tanta instabilidade emocional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
Por conta de diferentes ativações neurais que estão comprometidas pelo diagnostico, ou seja, vulnerabilidade biológica, medos crônicos de abandono, identidade confusa, pensamentos de tudo ou nada (extremos confusos), e dissociação da realidade em momentos de sobrecarga. Essencialmente acontece um gatilho que gera uma emoção intensa que, por conta do diagnostico e traumas/medos, acontece a dificuldade de tolerar a intensidade da emoção, ocorrendo em seguida um comportamento impulsivo para aliviar a dor gerando um novo gatilho de culpa ou vergonha.

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A instabilidade emocional está ligada a uma dificuldade na regulação das emoções. A pessoa sente tudo com muita intensidade e demora mais para voltar ao equilíbrio. Na prática, é como se o “volume emocional” estivesse sempre alto. Além disso, há uma hipersensibilidade a gatilhos interpessoais, especialmente ligados a rejeição e abandono.
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Oi, tudo bem?

Essa é uma das características centrais do Transtorno de Personalidade Borderline, e costuma gerar muito sofrimento justamente porque a pessoa sente tudo de forma muito intensa e, ao mesmo tempo, difícil de estabilizar. A instabilidade emocional não acontece por “fraqueza” ou falta de esforço, mas porque o sistema emocional tende a reagir de forma rápida e amplificada diante de estímulos, especialmente aqueles ligados a relações e sentimentos de segurança.

É como se o cérebro estivesse com o “volume emocional” mais alto do que o habitual. Situações que para outras pessoas seriam moderadas podem ser vividas como muito intensas, e além disso, há uma dificuldade maior em retornar ao equilíbrio depois que a emoção sobe. Isso faz com que os estados emocionais mudem rapidamente, às vezes ao longo do mesmo dia, criando a sensação de estar em uma montanha-russa interna.

Outro ponto importante é que muitas dessas reações estão conectadas a experiências anteriores, principalmente ligadas a vínculos. O sistema emocional aprende, ao longo do tempo, a reagir com mais intensidade para tentar proteger a pessoa de dores já vividas. O problema é que essa proteção, embora faça sentido em algum nível, acaba gerando oscilações que dificultam a estabilidade nas relações e no próprio sentido de si.

Talvez seja interessante observar: quais situações costumam disparar essas mudanças mais intensas no seu estado emocional? Quanto tempo você leva para voltar ao equilíbrio depois de uma emoção mais forte? Existe algum padrão entre o que você sente e o tipo de situação que está vivendo naquele momento? E, quando a emoção muda, o que acontece com a forma como você enxerga a si mesmo e o outro?

Entender esse funcionamento não resolve tudo de imediato, mas começa a organizar o que antes parecia imprevisível. Com esse tipo de compreensão, o processo terapêutico pode ajudar a construir formas mais seguras de lidar com as emoções, sem precisar lutar contra elas o tempo todo.

Caso precise, estou à disposição.
A instabilidade emocional no TPB está relacionada a uma maior sensibilidade emocional e dificuldade em regular essas emoções. Sentimentos podem surgir com muita intensidade e variar rapidamente, o que torna a experiência interna mais desafiadora.
A instabilidade emocional no TPB está relacionada a uma maior sensibilidade às experiências emocionais, tanto internas quanto nas relações com o outro.

Pessoas com esse funcionamento tendem a sentir as emoções de forma mais intensa, rápida e, por vezes, difícil de regular. Pequenas situações, como mudanças no comportamento de alguém, sensação de rejeição ou frustração, podem ser vividas com grande impacto emocional.

Além disso, muitas vezes há uma história de experiências invalidantes ou vínculos instáveis, o que pode contribuir para dificuldades em reconhecer, nomear e regular emoções.

É importante compreender que essa instabilidade não é uma “falta de controle”, mas uma forma de funcionamento emocional que pode ser trabalhada. A psicoterapia oferece um espaço para desenvolver maior consciência emocional, estratégias de regulação e formas mais seguras de se relacionar.

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