Por que o anúncio da "alta" ou do "fim do contrato" costuma gerar uma regressão súbita no Transtorno
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Por que o anúncio da "alta" ou do "fim do contrato" costuma gerar uma regressão súbita no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
No Transtorno de Personalidade Borderline, o anúncio de alta ou fim do contrato toca diretamente o eixo do abandono e da perda do Outro, frequentemente reativando experiências primitivas de descontinuidade do vínculo, o que pode produzir uma regressão súbita; aquilo que vinha sendo sustentado simbolicamente pode ceder lugar a angústias mais arcaicas, fazendo com que o paciente recorra a defesas como idealização, desvalorização, acting out ou intensificação de sintomas, não como recusa ao tratamento, mas como tentativa de manter o laço ou evitar a perda; a alta, nesse sentido, não é vivida apenas como término, mas como ruptura potencial do próprio eu em relação ao Outro; por isso, o manejo exige antecipação, elaboração gradual desse fim na transferência e sustentação de uma separação que possa ser simbolizada, permitindo que o término não seja experimentado como abandono, mas como uma passagem possível onde algo do vínculo pode ser internalizado e levado adiante.
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Na psicanálise não acreditamos em uma alta por parte do profissional. Sempre é o paciente que nos comunica como está sua estabilização e juntos podemos pensar em uma maneira para que não haja regressão.
O momento de alta ou fim do contrato pode ativar sentimentos profundos de abandono, o que pode levar a uma regressão. Por isso, é importante trabalhar esse processo de forma gradual, preparando o paciente emocionalmente para a transição.
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