Por que o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) às vezes “provoca” rejeição?

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Por que o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) às vezes “provoca” rejeição?
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), comportamentos que parecem “provocar” rejeição podem estar relacionados a padrões de apego inseguro, medo intenso de abandono e dificuldades na regulação emocional. Em situações de insegurança, o paciente pode testar a disponibilidade do outro ou reagir de forma impulsiva, o que, paradoxalmente, pode gerar afastamento e confirmar suas expectativas de rejeição.

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Como psicóloga clínica que atende pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline, eu explico que o comportamento que parece “provocar” rejeição, na verdade, é uma tentativa — ainda que desadaptativa — de lidar com um medo profundo de abandono. Na terapia cognitiva, entendemos que o paciente possui crenças centrais como “vou ser abandonado”, “não sou digno de amor” ou “as pessoas sempre vão me deixar”; essas crenças geram interpretações distorcidas das situações (por exemplo, ver rejeição onde não há) e levam a comportamentos impulsivos ou intensos (cobranças, testes, explosões emocionais) que acabam afastando o outro, confirmando a crença inicial — um ciclo de profecia autorrealizável. Já na terapia dos esquemas, especialmente no modelo de Jeffrey Young, isso é explicado pelos esquemas de abandono/instabilidade e privação emocional: o paciente ativa modos emocionais intensos (como a criança abandonada) e pode entrar em estratégias de enfrentamento desadaptativas, como hipercompensação (testar o outro, pressionar) ou evitação (afastar antes de ser abandonado). Na prática, não é que o paciente queira ser rejeitado, mas ele age a partir de um sistema interno que espera essa rejeição — e, sem perceber, acaba criando as condições que teme, reforçando o próprio sofrimento.

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