O paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode querer parar a psicoterapia impulsi
2
respostas
O paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode querer parar a psicoterapia impulsivamente?
Olá, essa é uma dúvida muito pertinente, porque toca em algo que aparece com bastante frequência no processo terapêutico com pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline.
Sim, pode acontecer de o paciente querer interromper a psicoterapia de forma impulsiva, mas isso geralmente não está ligado a uma “falta de interesse” no tratamento. Na maioria das vezes, essa vontade surge em momentos de intensa ativação emocional, especialmente quando algo na relação terapêutica toca em sentimentos de rejeição, frustração ou insegurança. É como se o sistema emocional entrasse em modo de proteção e buscasse sair rapidamente da situação que está sendo percebida como ameaçadora.
Do ponto de vista psicológico, essa reação pode estar relacionada à dificuldade em sustentar emoções desconfortáveis e também à forma como o vínculo é vivido. Pequenas rupturas, como uma interpretação diferente do terapeuta, um limite colocado ou até um silêncio na sessão, podem ser sentidas de maneira muito intensa. O cérebro emocional reage como se estivesse revivendo experiências antigas, e a saída imediata parece uma forma de aliviar essa dor.
Ao mesmo tempo, existe um paradoxo importante: a mesma pessoa que quer sair da terapia pode, em outro momento, sentir necessidade profunda de manter aquele espaço. Essa oscilação não é incoerência, ela revela justamente a intensidade com que os vínculos são vividos internamente.
Fico curioso em como isso aparece para você ou para quem você está pensando. Essa vontade de se afastar costuma surgir em momentos específicos, como após alguma frustração ou sensação de não ser compreendido? E quando essa ideia de parar aparece, ela vem como uma decisão “convicta” ou mais como um impulso intenso que depois muda?
Esses movimentos, quando compreendidos dentro da terapia, podem se tornar um ponto central de trabalho, ajudando a construir mais estabilidade emocional e segurança no vínculo. Caso precise, estou à disposição.
Sim, pode acontecer de o paciente querer interromper a psicoterapia de forma impulsiva, mas isso geralmente não está ligado a uma “falta de interesse” no tratamento. Na maioria das vezes, essa vontade surge em momentos de intensa ativação emocional, especialmente quando algo na relação terapêutica toca em sentimentos de rejeição, frustração ou insegurança. É como se o sistema emocional entrasse em modo de proteção e buscasse sair rapidamente da situação que está sendo percebida como ameaçadora.
Do ponto de vista psicológico, essa reação pode estar relacionada à dificuldade em sustentar emoções desconfortáveis e também à forma como o vínculo é vivido. Pequenas rupturas, como uma interpretação diferente do terapeuta, um limite colocado ou até um silêncio na sessão, podem ser sentidas de maneira muito intensa. O cérebro emocional reage como se estivesse revivendo experiências antigas, e a saída imediata parece uma forma de aliviar essa dor.
Ao mesmo tempo, existe um paradoxo importante: a mesma pessoa que quer sair da terapia pode, em outro momento, sentir necessidade profunda de manter aquele espaço. Essa oscilação não é incoerência, ela revela justamente a intensidade com que os vínculos são vividos internamente.
Fico curioso em como isso aparece para você ou para quem você está pensando. Essa vontade de se afastar costuma surgir em momentos específicos, como após alguma frustração ou sensação de não ser compreendido? E quando essa ideia de parar aparece, ela vem como uma decisão “convicta” ou mais como um impulso intenso que depois muda?
Esses movimentos, quando compreendidos dentro da terapia, podem se tornar um ponto central de trabalho, ajudando a construir mais estabilidade emocional e segurança no vínculo. Caso precise, estou à disposição.
Tire todas as dúvidas durante a consulta online
Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.
Mostrar especialistas Como funciona?
Sim, pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem sentir vontade de interromper a terapia de forma impulsiva, principalmente em momentos de dor emocional intensa.
Esses momentos fazem parte do processo e podem ser trabalhados com segurança dentro da terapia.
Se você se identifica com isso, buscar ajuda pode fazer diferença.
Atendimento online e presencial. Agenda aberta.
Esses momentos fazem parte do processo e podem ser trabalhados com segurança dentro da terapia.
Se você se identifica com isso, buscar ajuda pode fazer diferença.
Atendimento online e presencial. Agenda aberta.
Especialistas
Perguntas relacionadas
- Existe “encenação emocional” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
- O que é dependência terapêutica no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
- O paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode sentir medo de “não precisar mais” do terapeuta?
- O paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode sentir que está “regredindo” quando fica dependente?
- O que caracteriza o fim saudável da dependência terapêutica?
- Por que o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode querer “agradar” o terapeuta?
- Por que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) apresenta altos índices de comorbidade?
- É possível ter melhora no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sem depender do terapeuta?
- Pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem sentir “abandono” entre sessões?
- Como o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta a construção de narrativa autobiográfica?
Você quer enviar sua pergunta?
Nossos especialistas responderam a 3484 perguntas sobre Transtorno da personalidade borderline
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.