O paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode querer parar a psicoterapia impulsi

2 respostas
O paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode querer parar a psicoterapia impulsivamente?
 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, essa é uma dúvida muito pertinente, porque toca em algo que aparece com bastante frequência no processo terapêutico com pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline.

Sim, pode acontecer de o paciente querer interromper a psicoterapia de forma impulsiva, mas isso geralmente não está ligado a uma “falta de interesse” no tratamento. Na maioria das vezes, essa vontade surge em momentos de intensa ativação emocional, especialmente quando algo na relação terapêutica toca em sentimentos de rejeição, frustração ou insegurança. É como se o sistema emocional entrasse em modo de proteção e buscasse sair rapidamente da situação que está sendo percebida como ameaçadora.

Do ponto de vista psicológico, essa reação pode estar relacionada à dificuldade em sustentar emoções desconfortáveis e também à forma como o vínculo é vivido. Pequenas rupturas, como uma interpretação diferente do terapeuta, um limite colocado ou até um silêncio na sessão, podem ser sentidas de maneira muito intensa. O cérebro emocional reage como se estivesse revivendo experiências antigas, e a saída imediata parece uma forma de aliviar essa dor.

Ao mesmo tempo, existe um paradoxo importante: a mesma pessoa que quer sair da terapia pode, em outro momento, sentir necessidade profunda de manter aquele espaço. Essa oscilação não é incoerência, ela revela justamente a intensidade com que os vínculos são vividos internamente.

Fico curioso em como isso aparece para você ou para quem você está pensando. Essa vontade de se afastar costuma surgir em momentos específicos, como após alguma frustração ou sensação de não ser compreendido? E quando essa ideia de parar aparece, ela vem como uma decisão “convicta” ou mais como um impulso intenso que depois muda?

Esses movimentos, quando compreendidos dentro da terapia, podem se tornar um ponto central de trabalho, ajudando a construir mais estabilidade emocional e segurança no vínculo. Caso precise, estou à disposição.

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Sim, pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) podem sentir vontade de interromper a terapia de forma impulsiva, principalmente em momentos de dor emocional intensa.
Esses momentos fazem parte do processo e podem ser trabalhados com segurança dentro da terapia.
Se você se identifica com isso, buscar ajuda pode fazer diferença.
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