Por que pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB podem apresentar algo semelhante ao
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Por que pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB podem apresentar algo semelhante ao hiperfoco?
Pessoas com TPB podem apresentar algo semelhante ao hiperfoco porque ele reflete medo de abandono, insegurança afetiva e necessidade de controlar o vínculo. A atenção intensa ao outro ou ao relacionamento funciona como tentativa de monitorar sinais de afeto ou rejeição, reduzindo a ansiedade relacional e oferecendo sensação temporária de segurança emocional.
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Hiperfoco no Transtorno de Personalidade Borderline não é igual ao hiperfoco clássico do TDAH ou do autismo. No TPB ele tem uma pegada mais emocional. É como se a pessoa grudasse afetivamente em algo ou alguém com uma intensidade que ultrapassa o razoável. É um estado em que a pessoa com TPB cola toda a sua energia psíquica num alvo específico, podendo ser: uma pessoa, um relacionamento, uma ideia, uma discussão, uma sensação de abandono, uma lembrança, um conflito…
A pessoa fica voltando mentalmente para o mesmo ponto, ruminando falas, gestos, expressões, procurando sinais de rejeição ou aprovação. Fica “presa” no tema, mesmo sem vontade, muda de humor, fisiologia, expectativa, tudo em função do alvo. É como um looping emocional. Isso acontece pq no TPB o sistema de ameaça é hiperreativo e há medo crônico de abandono. Então, quando algo mexe nesse gatilho, o cérebro acha o perigo e foca em resolver, só que nunca resolve e vira hiperfoco afetivo.
A pessoa fica voltando mentalmente para o mesmo ponto, ruminando falas, gestos, expressões, procurando sinais de rejeição ou aprovação. Fica “presa” no tema, mesmo sem vontade, muda de humor, fisiologia, expectativa, tudo em função do alvo. É como um looping emocional. Isso acontece pq no TPB o sistema de ameaça é hiperreativo e há medo crônico de abandono. Então, quando algo mexe nesse gatilho, o cérebro acha o perigo e foca em resolver, só que nunca resolve e vira hiperfoco afetivo.
Porque existe uma sensibilidade emocional maior e uma dificuldade maior de regular essa ativação quando ela sobe. Então, quando algo toca em temas centrais a mente entra em modo de alerta. O hiperfoco, nesse sentido, funciona como uma tentativa (ainda que pouco eficaz a longo prazo) de resolver, controlar ou evitar uma dor maior.
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